Poesia de Cego

terça-feira, 7 de setembro de 2010


(...) Porque há o inefável. O amor não é um número. A amizade não é. Nem a simpatia. A elegância é algo que flutua. E se Deus tem um número - eu não sei. A esperança também não tem número. Perder uma coisa é inefável: nunca sei onde as coloquei. Inclusive perco até a lista de coisas a não perder. Morte é inefável. Mas a vida também o é. Inclusive ser é de um provisório impalpável. (...)

Clarice Lispector

Um grande escritor tem essa marca: nunca perde a atulaidade. Clarice era dessas. Lindo e oportuno o texto dela, como sempre.

Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.