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Essa presença ausente

quarta-feira, 12 de setembro de 2012


Eu aqui quietinha no meu canto só a observar. Observando até quando ficaremos assim, não sei se evitando seria a palavra certa, mas veja como estamos, cada dia mais distante. Ou seria orgulho? Tanto eu quanto você sabemos que isso não está certo, é injusto. Eu com uma saudade, você com duas... Lembra? Talvez não. Talvez nem me leia mais. Talvez nem se interesse mais. Não sabe o quanto eu gostava quando decifrava minhas entrelinhas. Acho que nem percebe também o quanto isso me faz falta. Posso estar a mil maravilhas com o mundo, mas estou triste contigo. Está doendo tanto essa distância. Essa presença ausente. Sabe, fecho os olhos e vejo teu sorriso. Consigo sentir teu perfume, e sei lá, parece platônico demais. Às vezes penso: você existe mesmo? 

Já faz um tempo

domingo, 5 de fevereiro de 2012


Oi amor! 

Já faz um tempo que não escrevo pra ti. Aliás, já faz um tempo que agente não se fala. Cada dia mais distantes. Segundo meu orgulho, não era pra está nem te mencionando aqui. Só que não sei o que acontece você me faz passar por cima dele e aqui venho eu, mesmo que indiretamente, mostrar que não consigo te esquecer. Nem sei se ainda me lê. Mesmo assim, deixo registrado, pra quem sabe um dia, como você mesmo dizia, possa ler minhas entrelinhas. 
Tenho sentido tanto a tua falta... Às vezes até imagino o telefone tocando, rs. Esquisito isso né? Pode até ser, mas nem ligo. Eu escolhi que fosse assim, pra falar a verdade eu nem escolhi, aconteceu. E eu voltaria atrás cada segundinho que passamos juntos. Fecho os olhos e fico imaginando teu sorriso. Como é bom te ouvir gargalhando. Saudades de teus olhos observantes, admiradores. Muitas vezes sonho, e acordo em teus braços. Coberta por um abraço que imaginei nunca me deixar escapar. Ai, olho a lua. É como te acompanhar em todos os lugares, mesmo não tendo notícias. Tendo a única certeza de que toda noite te verei chegar. E de certa forma preencher tua ausência. 

Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
E, pra ser honesto,
Só um pouquinho infeliz... 

Giz-Legião Urbana 


Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.