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72 horas por dia

terça-feira, 22 de janeiro de 2013


Não sei qual a parte do teu corpo define teu humor, no meu, quem dita às regras é o estômago. Dias, noites, séculos de apertos, dores, ansiedades e calafrios. Este, sem dúvidas, é meu órgão mais sofredor. 
Ter maturidade, consistência ou as palavras certas o tempo todo, sem dúvidas, é uma coisa que poucos conseguem. O problema que isso, é o que esperam de mim. Setenta e duas horas por dia. 
É extremamente complicado aparentar ser, um ser perfeito. Sem problemas, sem conflitos, sem ilusões, com esperanças, extremamente feliz, incansável, dotado das palavras certas na ponta da língua, com a solução para todos os problemas sempre na manga. 
A vontade que dá, é de apagar tudo. Tudo que eu já disse que sou, tudo que eu mostrei, tudo que acharam ou pensam de mim. Apagar. Começar do zero, um eu novo, uma história nova, uma vida limpinha, em branco, feito caderno novo e lápis com a ponta ainda da fábrica. 

- Matheus Rocha

Teimosas borboletas

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012



Por um instante me vi ali parada, borboletas faziam piruetas no meu estomago, minhas pernas tremiam, e a vontade que tinha era de poder te abraçar. Poder te beijar. A muito tempo não me sentia assim com essa sensação de adolescente quando começa a paquerar. Como foi bom poder sentir isso, saber o quanto eu te amo, o quanto de você que está em mim. As formalidades são tantas que nem lamento mais, afinal daqui por diante não só mais a formalidade, também a amizade. Pra você a cumplicidade. Por um lado vai ser bom, minhas borboletas irão dançar toda vez que te ver. Ainda mais, tão inesperado como foi. Ainda mais, vendo-te surpreso como ficou. Eu nem tenho mais a vergonha de dizer, não me importo mais com o que vão dizer. Não to pedindo opiniões. E como já te disse, vou dizer que te quero até você enjoar de mim. Até a princesa perder seu trono. Até mesmo a princesa virando plebeia. Vai sempre estar dentro de mim o desejo em te querer. Quero fazer da espera, uma esperança. E não me diga para não esperar. Eu não sou obrigada a te obedecer.


Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.