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É pra comer com os olhos
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
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Doce!
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
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Vai entender
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
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Jonny Deep
Lados incertos. Inversos
sábado, 7 de julho de 2012
"Não tem jeito. Palavras ditam minha ordem. Moldam meus capítulos. Me mostram quem sou. (E quem, na verdade, eu poderia ser). Ao escrever, tudo torna-se possível. É meu reino imaginário, onde vez por outra encontro traços reais de mim mesma.
Em palavras, eu me encontro. É a hora onde eu me sinto mais livre. Mais completa. E descubro as minhas diversas faces. Fases. E frases.
Em versos, percebo meus lados incertos. Inversos. Minhas dúvidas, devaneios e reticências... E, mesmo que me assustem, estou ali: escrita. Pronta para me ler. Reler. E me editar.
É, escrever, para mim, é meu melhor exercício. De autoaprendizado. De humildade. De aceitação. É minha terapia gratuita, tendo – como psicóloga – a mais travessa das filosofas: a literatura."
Fernanda Mello
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São frases perdidas
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Hoje acordei com aquela vontade louca de te mandar uma mensagem, de te ligar só pra ouvir tua voz. Saudades... Muita, muita mesmo. Quero teu cheiro, teu gosto, teu toque pra já. Tá difícil essa distância toda. Esse silêncio que nos sonda, esse orgulho que me persegue. E todas essas frases perdidas que encontro se encaixam perfeitamente. É difícil não te ter, complicado demais pra encarar tal realidade, mas se assossegue coração. Não importa as voltas que o mundo dá, se tiver de ser, o destino nos colocará frente à frente novamente.
Solidão, vá embora!
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Como tenho me sentido só nesses últimos dias. Uma imensa esperança de que assim repentino, eu vou conhecer alguém que vai mudar a minha vida da noite pro dia. Me apresentar uma nova forma de amar e ser amada. Beijos inesperados, abraços demorados, frases sinceras. Desta vez preciso que seja verdadeiro e duradouro. É sempre tudo tão rápido. Quando começo a curtir já acabou. Sentimentos tão falsos, que às vezes penso que minha vida foi feita de mentiras. Nunca de verdades. Mais do que nunca, eu quero viver essa emoção. Não é mais nem um desejo. É uma necessidade.

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Amor não é algo que se sente. É algo que se faz!
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Não é novidade nenhuma afirmar que um dos problemas mais graves e recorrentes em qualquer relacionamento é o da comunicação. A começar pelo significado da dinâmica (sim, porque comunicar-se é como um tango, delicado e profundo ao mesmo tempo!). Muitos casais sequer sabem do que é feita a autêntica e eficiente comunicação.
Comunicar-se com a pessoa amada não inclui somente falar, seja sobre o que pensa, sente ou quer, como a maioria acredita. Inclui especialmente e acima de tudo, ouvir. Mas não ouvir somente com os ouvidos, somente as palavras que estão sendo ditas, somente o que é conveniente.
Para que uma conversa realmente termine bem, ou seja, sirva para resolver pendências, amenizar crises e solidificar o amor, seus interlocutores devem ouvir com todo seu ser, incluindo sensibilidade, intuição e a firme decisão de – por mais difícil que seja – compreender o que o outro está pensando, sentindo e querendo!
Mas por que isso parece mesmo tão difícil? Simplesmente porque aprendemos que conversas entre casais que discutem alguma divergência têm de virar briga, onde cada um deve tentar falar mais alto que o outro e provar, a qualquer custo, que está com a razão! Aprendemos, infelizmente, que conversas são como jogos, e servem para mostrar quem é o vencedor e quem é o perdedor! Mas, definitivamente, isso nunca funcionou e nunca vai funcionar!
Simplesmente porque num relacionamento, seja ele de que nível for, não existe um certo e um errado e sim dois pontos de vista, dois pedidos, dois sentimentos, duas interpretações, dois universos que, em última instância – e isso posso afirmar com toda certeza do mundo – só querem ser aceitos, amados e felizes!
Mas enquanto um e outro falarem como se disparassem flechas em direção ao alvo, enquanto tentarem impor seus desejos e repetirem frases-feitas do tipo “com você, não dá para conversar”, “você nunca me ouve”, “você é um egoísta-cabeça-dura”, não vão chegar a um consenso, muito menos à paz que tanto desejam (mas não sabem como alcançá-la).
Parece mesmo paradoxal essa vontade de viver um grande amor, cheio de alegrias e aquela harmonia de quando estavam completamente apaixonados e, ao mesmo tempo, essa estranha e angustiante fome de discussão, desentendimento e embate pelos motivos mais bobos, pelas razões mais infantis, por questões que, no fundo, na maioria das vezes, não tem nem metade da importância que se dá a elas durante uma briga.
A impressão que fica é que, em algum momento da história, solidificou-se a ideia – completamente equivocada e ineficaz – de que amor é isso: uma queda de braços, um interminável vai-e-vem de destilar a própria raiva à custa do outro para, em seguida, arrepender-se e fazer as pazes. Mas acontece que isso só serve para desgastar a relação, acumular mágoas e amontoar frustrações.
O que sobra? Cada qual no seu limite, a sensação de que não vale mais a pena. Pronto: este é o começo do fim! Um fim medíocre, sem uma razão que realmente o valha, mas – ao mesmo tempo – com todas as razões que foram – irresponsavelmente e pelos dois – cavadas, acumuladas e amontoadas dia após dia!
Talvez você diga: “eu bem que tento conversar, mas o outro não tem condições”! Okay, mas você tenta quanto? Até o outro dar a primeira resposta torta e grosseira e você pensar: “ah, mas não vou mesmo ficar aqui ouvindo isso”, e daí aumenta o tom de voz o máximo que pode para deixar bem claro que você tentou, mas que com ele é impossível? Ou talvez simplesmente desista da conversa e saia, alegando sua superioridade?
Assim, pode estar certo de que não vai funcionar! Se você realmente deseja se entender com quem ama, tente mais! Tente até o fim. Não aumente o tom de voz, fale com calma e repita, quantas vezes forem necessárias, que você deseja compreendê-lo. Para tanto, faça perguntas, peça para que ele explique como está se sentindo, por que reagiu de tal forma, enfim, esmiuce, detalhe, interesse-se de verdade pela dor do outro e tenha a certeza de que isso, sim, é amor!
Mais do que declarar o que você sente, mostre! Afinal, pode apostar: Amor não é algo que se sente. É algo que se faz!
Dra. Rosana Braga

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