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Princesa

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011



Mas que princesa é essa? A adormecida, a envenenada. A de tranças cortadas, a do sapato perdido. Qual? Todas elas, ou nenhuma delas. A princesa de corpo envolvente e de mente perspicaz. Aquela que adormeceu durante anos, pra ser acordada pelo rei de seus sonhos. Mas que se viu em perigo... Havia ali uma rainha (uma bruxa) que a envenenou e cortou suas tranças.  E o sapato? Esse está perdido, perdido num reino desconhecido, que nem em sonhos consegue projetar. A princesa caiu em sono profundo outra vez... Mas ela parece tão acordada, alguém comenta. É porque ela está acorda. Porém ela ficou presa num sonho. No sonho dela! No sonho do rei? Que princesa é essa? Coitada! Não sei se lamento, ou lamento. Ela esta sozinha num quarto escuro, no qual ela guardou sua alma e um segredo. Um segredo que nem ela sabe o que é porque ele se perdeu junto ao sapato. E o sapato? O rei não se permite mais procurar. Ele também teve sua alma aprisionada.

Miopia: Quando a noite cai, os sonhos acontecem

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Olá!
Venho com um pedido de desculpas pela falta de atualização. Ando trabalhando muito, meio doente, sem inspiração para escrever, e meu computador ainda continua com problemas (espero adquirir um novo em breve). Então, para tirar um pouco desta telha de aranha do blog, como havia prometido novidades, essa é mais uma delas. Eu amo fotografia e trabalho com o design em fotos já a dois anos e meio, o que só fez aumentar minha paixão. Eu tenho uma conta Flickr e tinha também um blog de fotografias, o Miopia, não acabei com ele mas deixarei trancado pela falta de tempo para atualizá-lo e postarei aqui as minhas visões míopes...rs.

Para começar, vou postar umas fotos que tirei já faz um tempinho, mas eu adoro e se definem nesta frase: Quando a noite cai, os sonhos acontecem.
Espero que gostem.




Antes...apenas antes

quarta-feira, 16 de março de 2011


Antes céu do que terra, antes ação que espera. Antes extremista que em cima do muro, antes tudo claro que submergir escuro. Antes fogo que água, antes tudo que nada. Antes sensível que petrificada, antes sentimental que mal amada. Antes louca que coisa pouca. Antes inconstante que acomodada, antes adiantada à atrasada. Antes ansiosa que desestimulada. Antes sincera que dissimulada. Antes quente e letrista que fria e calculista. Antes mandona, que submissa. Antes prolixa, que calada. Antes impulsiva, que indiferente. Antes opinião à complacência, antes emoção que ciência. Antes na fossa que enrolada, antes amor e mais nada. Antes vento que ventania, antes bom senso à ironia. Antes respeito à admiração, antes charme à beleza; antes cama, à mesa. Antes sorriso a desagrado, antes um beijo e abraço apertado. Antes seletiva que influente, antes bicho do mato que crente. Antes ferina que fugaz, antes pra frente que pra trás. Antes sensível que apática, antes sensata que trágica. Antes insone que adormecida, antes fera que ferida. Antes ingênua a cética, antes arte à estética. Antes detalhes à generalização, antes voz que violão. Antes intuição à lógica, antes tequila à vodka. Antes flor que fruto, antes terno que bruto. Antes originalidade que imitação, antes liberdade à segregação. Antes simplicidade à complicação, antes mergulho que superficialidade; antes afago que maldade. Antes contos de fada que terror, antes paixão e agora amor. Antes selvageria que delicadeza, antes alegria e de repente, tristeza. Antes timidez que euforia, antes sozinha que maioria. Antes sol que mormaço, antes inteiro que pedaço. Antes coragem a medo e sinceridade que segredo. Antes tentativa que imaginação, antes harmonia à frustração. Antes dramática que glacial, antes imperfeita que artificial. Antes lembrança que memória, antes enredo que história. Antes companhia que solidão, antes sim e nunca não. Antes afetos, que fatos; antes ao vivo que retrato. Antes viagem que sumiço, antes por que e depois por isso. Antes energia que sedentarismo, antes vôo que abismo. Antes o mundo que o país, antes alguns sonhos, que refiz. Antes eu, depois você.

Camila Paier

Retrocessos

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010


Não me aproximo porque, veja bem, sabe lá quem habita a tua solidão. Hesito. Recuo. Me afasto tristíssima. E te imagino em poses e sorrisos, voz grave e cabelos desgrenhados, preso nas minhas fantasias mais loucas e movimentadas. Numa delas sou um bichinho invisível, com asas, que adentra tua casa e te observa em segredo. Faço o contorno do teu corpo todo com os olhos, parada contra a parede do teu quarto, imóvel, enquanto tu te atiras na cama. Cansado. Tu olhas para o teto imaginando mil coisas, memórias, compromissos, desejos, saudades. Te fito com dor. A luz do abajur faz sombra na tua pilha de livros, que folheei um dia e quis pedir emprestado mesmo sabendo que não havia intimidade para pedidos. Por razões que desconheço, nossas aproximações foram sempre pela metade. Interrompidas. Um passo para a frente e cem para trás. Retrocessos. Descaminhos. Procuro sinais de algum amor teu. Vestígios de noites passadas. Tu não me vês, estou incógnita a te observar. Como sempre estive, olhando pelas janelas, de longe, coração apertado. Nós poderíamos ser amigos e trocar confidências. Assistiríamos a filmes, taça de vinho nas mãos, e tu me detalharias as tuas paixões e desatinos. Nós poderíamos ser amantes que bebem champanhe pela manhã aos beijos num hotel. Caminharíamos, e eu te olharia atenta, numa tentativa indisfarçável de gravar o momento e guardá-lo comigo até o fim dos meus dias. Ou poderíamos ser apenas o que somos, duas pessoas com uma ligação estranha, sutilezas e asperezas subentendidas, possibilidades de surpresas boas. Ou não. Difícil saber. Bato minhas asas em retirada. Tu dormes, e nos teus sonhos mais secretos, não posso entrar. Embora queira. À distância, permaneço te contemplando. E me pergunto se, quem sabe um dia, na hora certa, nosso encontro pode acontecer inteiro. Porque tu és o único que habita a minha solidão.

Continue!


De que me vale falar como gente grande, suplicando como uma criança pequena; talvez a altura da imaginação e até da criatividade de certas crianças expliquem tal fato. Das mãos cheias de verdades e os pés descalços, dos pés atados e as mãos libertas, mostra que sempre estivemos acorrentados a algo, Sonhos? Gostos? Saúde? Saudade? Fé? Humildade? Poupai de toda hipocrisia contida em cada coração. Vai de cada cabeça, e do sentimento de cada um de querer voar, ou de sentir-se voando com os pés no chão, Vai de cada coração, viver sorrindo ou de sentir um sorriso se abrir em sua imaginação, Vai de cada remédio, te dar o que você precisa, ou te deixar mau por insistência, Vai da necessidade, vai da vontade, vai do medo, da intensidade, vai da conseqüência, ou da falsidade, vai da tristeza, VALE a felicidade!


Ps: Os próximos post terão esta edição de imagem.

Se tudo fosse perfeito as lágrimas não existiriam

terça-feira, 9 de novembro de 2010


Se tudo fosse perfeito, se αs coisαs fossem perfeitas, não hαveriα arrependimentos e nem descobertas. Se tudo fosse perfeito, mãos não se uniriam e sonhos não seriαm vαlorizαdos. Se tudo fosse perfeito, olhαres não se completariam e gestos passariam despercebidos. Se tudo fosse perfeito, αs lágrimas não existiriam, as palavras seriαm perfeitαs. Se tudo fosse perfeito, eu atravessaria o oceαno sem medo de ser levado pelas ondαs, sem receios de me perder em suαs profundezas. se tudo fosse perfeito, dores não existiriam e α cura não seriα procurada. Nada é por αcαso, pois nem o destino nem ninguém é perfeito! Se todos fossem perfeitos não existiria α diferença , e seriαmos um bando de pessoas ignorantes, idiotas e deslumbradas com sua tal perfeição assim algumas pessoas se acham perfeitas mas se são perfeitas por forα são podres e burras por dentro!

Williαm Shαkespeαre

Idéias demais, disposição de menos

sexta-feira, 5 de novembro de 2010


Eu não sou pergunta nem exclamação. Não sou perfeição, nem feia nem bonita, nem exceção. Tenho idéias demais, disposição de menos e um monte de sonhos pra realizar. Não tenho estilo próprio e admiro pessoas que pintam o cabelo de azul sem receio. Não gosto de pessoas que reclamam de tudo e que só usam a palavra ‘não’. Acredite, o vocabulário se torna bem mais extenso por se conhecer o ‘sim’. Me faço de vítima, de desentendida, de intelectual, de psicóloga e falo demais. E quando me perguntam se estou triste digo que não, estou cansada. Eu gosto de silêncio de dentro e às vezes de fora, mais. Eu quero mais emoção, mais chocolate, menos preocupação. Quero viajar menos dentro de mim e ver tudo que está lá fora. Quero sucesso com todos os ‘s’. Na rua, eu ando depressa mas no fundo eu sou só preguiça. Adoro ganhar presentes, vivo dando bola fora, falo o que penso, às vezes perco a hora mas sei que um dia eu chego lá. Dizem que sou doce, que sou autentica, que sou estressada, que tenho papo cabeça, que sou engraçada, que sou um tédio, que eu sou demais e até que eu não existo. O que eu sei sobre mim é quase nada.

Toque minha alma

sábado, 30 de outubro de 2010


Quero um homem 
que toque minha alma, 
que entre pelos meus olhos 
e invada meus sonhos. 
Quero que me possua inteira, 
corpo e alma, 
fazendo dos meus desejos 
breves segundos de êxtase 
o prazer do encontro total. 
Quero sentir seus braços longos 
envolvendo meu abraço, 
seus lábios mudos 
calando o meu silêncio 
sem precisar nada dizer... 
apenas me olhando 
com olhos negros e úmidos 
e me tomando devagar, 
como o mar avança na praia, 
como eu sei que tem que ser 
e sei que um dia será.

Cláudia Marczak


O doce lado da inveja

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Não há como fugir: alguma hora, a grama do vizinho é – e sempre será - mais verde. Não adianta termos o que precisamos. Estamos sempre em busca de mais. Não importa se não nos cabe, não interessa se aquilo não nos trouxer a menor alegria no final. A verdade é que sem auto-conhecimento e sem simplicidade, a vida pode parecer pequena demais diante de tanto sonho. E o sentimento que fica? Uma insatisfação ali, uma inveja que volta-e-meia a gente tenta esconder. E a gente jura de pé junto que não sente nada de ruim no peito. Afinal, crescemos com a idéia de que tudo isso é feio. Muito feio. É, eu concordo que inveja é um sentimento vagabundo. Mas, se prestarmos atenção, é possível transformar o tal pecado em algo bem mais proveitoso. Quer ver só? Sentiu um incômodo ao saber que sua amiga foi promovida e ganhou um aumento inacreditável? Bom, pra começar, sorria. De coração. Recicle o sentimento dentro de você. Comemore com ela, pegue-a como exemplo e transforme aquelas invejazinha em pura fonte de inspiração. Mas, entenda uma coisa: a ordem não é copiar ninguém. (Afinal, onde está sua personalidade?). Encontre seu estilo, seu jeito de lidar com a vida, suas próprias limitações. Descubra-se. Se aceite. E mãos à obra!

Pois bem. Era isso o que eu queria dizer em tempos de muitos pecados e ligeiras confissões. Sentimentos pouco nobres habitam todos nós e não há como fugir disso. O importante é o que iremos fazer com eles. E o que eles poderão fazer com a gente. (Se deixarmos).


Cansa ser simplesmente

domingo, 23 de maio de 2010


Uma entre um milhão e não fazer a diferença, cansa ver meus sonhos não se realizando e me fazendo desacreditar, cansa encarar que a cada passo a vida fica mais complicada e não saber se estarei pronta para o que há por ai, cansa tentar disfarçar os sentimentos e dar sorrisos em vez de demonstrar o que realmente sentimos , cansa seguir a vida levando tombos e nunca ter a certeza de que conseguirá se levantar sem ficar com um arranhão , cansa enxergar um mundo numa bola cor de rosa e depois ver a cruel realidade.. Cansa ter que recomeçar um capítulo da história quando se queria chegar ao ponto final, cansa ver aquele aperto no peito mostrando que ainda há esperança de que tudo mude, cansa contar os minutos do dia sem ao menos procurar aproveitá-los como quisesse, cansa perder o tempo planejando o futuro se ele é incerto, cansa remoer o passado já que ele não volta... Cansa tentar agradar a todos, esconder os defeitos e achar as qualidades.

Simplesmente cansei!

Feriu meu intelecto

sexta-feira, 30 de abril de 2010

-Certa vez teve uma inundação numa imensa floresta. O choro das nuvens que deveriam promover a vida desta vez anunciou a morte. Os grandes animais bateram em retirada fugindo do afogamento, deixando até os filhos para trás. Devastavam tudo o que estava à frente. Os animais menores seguiam seus rastros. De repente uma pequena andorinha, toda ensopada, apareceu na contramão procurando a quem salvar.

“As hienas viram a atitude da andorinha e ficaram admiradíssimas. Disseram: ‘você é louca! O que poderá fazer com um corpo tão frágil? ’. Os abutres bradaram: ‘Utópica! Veja se enxerga sua pequenez! ’. Por onde a frágil andorinha passava era ridicularizada. Mas, atenta, procurava alguém que pudesse resgatar. Suas asas batiam fatigadas, quando viu um filhote de beija-flor debatendo-se na água, quase se entregando. Apesar de nunca ter aprendido a mergulhar, ela se atirou na água com muito esforço pegou o diminuto pássaro pela asa esquerda. E bateu em retirada, carregando o filhote no bico.

“Ao retornar, encontrou outra hienas, que não tardaram a declarar: ‘Maluca! Está querendo ser heroína! ’. Mas não parou; muito fatigada, só descansou após deixar o pequeno beija flor em local seguro. Horas depois, encontrou as hienas embaixo de uma sombra. Fitando-as nos olhos, deu a sua resposta: ‘Só me sinto digna das minhas asas se eu as utilizar para fazer os outros voarem’.”

No momento seguinte, após uma inspiração profunda e penetrante, o vendedor de sonhos disse a mim e meus amigos:

-Há muitas hienas e abutres na sociedade. Não esperem muito dos grandes animais. Esperem deles, sim, incompreensões, rejeições, calúnias e necessidade doentia de poder. Não os chamo para serem grandes heróis, para terem seus feitos descritos nos anais da história, mas para serem pequenas andorinhas que sobrevoam anonimamente sociedade amando desconhecidos e fazendo por eles o que está ao seu alcance. Sejam dignos das suas asa. É na pequenez que se realizam os grandes atos.

Essa história ao mesmo tempo em que animou minha emoção, feriu meu intelecto. Pensei comigo: “Tenho de admitir que agi como hiena e abutre em muitos momentos da minha vida; gora preciso aprender a agir como uma insignificante e brava andorinha”.

[O Vendedor de Sonhos – Augusto Cury]

Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.