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Só com os olhos

sexta-feira, 8 de março de 2013


“Já viram como as mulheres conversam com os olhos? Elas conseguem pedir uma à outra para mudar de assunto com apenas um olhar. Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar. E apontam uma terceira pessoa com outro olhar. Quantos tipos de olhar existem? Elas conhecem todos.”

— Luís Fernando Veríssimo

Feliz dias das mulheres!

Contenha-se

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

"Sou a favor da premissa que devemos cada vez mais guardar as nossas coisas só para nós. Nunca sabemos quando alguém pode usar algo contra nós, quando essa pessoa vai mudar de lado e principalmente quando ela vai se transformar em outra pessoa. Inteligente é a pessoa que consegue se conter, que sabe o que falar e principalmente quando falar."

Li em algum facebook

Pó cintilante

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012


"Aprendendo que viver é um surpresa, todo dia pode ser mágico, só depende de como eu o vejo e de como eu faço acontecer."
-Alice A.

Incrível como agente ver a mesma cena se repetir milhões de vezes e nunca aprende que ela só vai mudar de cenário e de personagem. Que a vida é uma surpresa agente sabe, mas nunca aprende. Porque se é surpresa, não houve ou houve expectativa, e essas, as expectativas, essas frustam. Infelizmente o que parecia ser mágico, é só um pó cintilante que se esparrama no ar. Nada mais.

Inércia

terça-feira, 18 de setembro de 2012


É, tem dias que a inércia é mais forte que eu, mais forte que qualquer coisa. Digo isso não só me referindo à mim fisicamente ou mentalmente, mas principalmente emocionalmente. Eu sei, eu preciso mudar as coisas, elas não andam bem, não podem continuar assim ou vai tudo piorar. Eu sei que tá tudo errado, ando pondo sentimento de mais onde cabe coisas pequenas e ando tirando a esperança de onde deveriam sair os risos. Como deixar de adubar um solo fértil, para tentar a sorte do num solo pobre e sertanejo. Eu sei o fim da história, mas no fundo permaneço relutando contra mudanças, acomodado com a pouca felicidade, como se eu precisasse apenas de pouco pra ser feliz, mas só se é feliz sendo pleno, não pela metade. Mas a outra metade ainda tá desnorteada que tá tentando achar o direção seguindo as nuvens do céu, invés das estrelas.

-Bruna Gameiro

Estranha

segunda-feira, 8 de agosto de 2011


Não me reconheço mais. Num acordar, me levantei e olhei no espelho. Me deparei com uma estranha. Tão estranha quanto uma fantasia que inventamos por muito tempo e o sentido não entendemos. Um rosto e um corpo que não combinam com os pensamentos. Não pertencem a essa alma. É como se tivesse sido possuída. Não é fácil ostentar essa aparência de gente feliz, que não sou. É, mas quem me conhece de verdade sabe, quem e como sou. Tenho feito questão de ser transparente para que todos saibam. Mas parece que ninguém nota. Às vezes não faço muita questão que percebam, não vai mudar nada mesmo.

Desnorteada

domingo, 10 de julho de 2011


É muito fácil você marcar a vida de alguém. Muito fácil você ensiná-la alguma coisa, aprender com ela, ser um bom amigo por um dia, ou um inimigo pra vida toda por causa de um descuido. É muito fácil despertar em alguém sentimentos que por outras pessoas não tinham sido ainda valorizados, atiçar os desejos alheios, persuadir, enganar. Sair de cena, mudar os rumos, sumir. É tão fácil entrar como é de sair, pelo mundo a fora, escanteios desconhecidos, esquinas pouco habitadas. E quantas vezes nos encontramos nas beiradas, nos extremos por causa desses que já foram algo importante um dia e que hoje só marcam presença na nossa memória, que sempre se remota a voltar no tempo e reviver esses momentos, as lembranças ainda presentes. Porque importa tanto o nível de afetividade e proximidade que você tinha com essa pessoa, que a desconsideração de um sumiço repentino estraga toda a imagem gloriosa que perpetuava em sua mente. Porque você era um exemplo pra mim em um dia, e no outro se tornou o maior dos meus rancores, a personificação da perda. E em um piscar de olhos se encontra na estrada, viajando pra longe, cortando laços afetivos tão bem zelados por mim. O pior de tudo isso é que a ponte que nos unia, hoje com as bases estremecidas, se desordenou sem motivo algum. O pior é ver as pessoas que você mais gosta escapulindo do alcance por uma mera escolha de ir contra, de almejar algo diferente de você, caminhar pra outros sentidos. E como menina sem bússola nem bula de remédio que concerte essa situação, desnorteada, me encontro aqui. Me lastimando por essas perdas, escolhas erradas que daqui a tempo irão ser arrependidas (procuro crer). E como seria bom se esse tempo logo chegasse, se você percebesse o quanto tempo anda perdendo. Podendo está aqui caminhando junto, acompanhando os passos, se divertindo comigo. Como seria bom se não houvesse opiniões tão distintas, entre lances aparecidos, jogadas errantes. Vê se volta, aprende, se organiza. Não te quero longe, nem como um desconhecido qualquer que esbarrarei na fila do padaria e aí as memórias ocorrerão em nossas mentes e mesmo assim, agiremos como se não nos conhecêssemos. Pra quê esconder a tamanha importância que um dia você já foi pra mim? Ir em frente de acordo com o que você acha que é certo pra você deve ser o caminho certo a ser seguido, e por mais difícil que seja eu compreendo essa tua escolha, meio errante pra mim, mas certa ao seu ver. Mas vê se aprende que na vida, as bases construídas não podem ser rompidas dessa forma. Que mesmo que se vá pra longe, o contato deve existir, porque ainda há amor. E em mim junto a isso, há a esperança, que os nossos caminhos tão errantes, um dia se cruzem, novamente.

Texto retirado daqui

E tudo o mais

sábado, 2 de julho de 2011


Eu vou gostando, eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou… E continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos. E vou dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem pra me dar.

Caio Fernando Abreu

Só que esse pouquinho não me é suficiente. É muito pouco. Ruim. Não que esteja sendo egoísta, ou até mesmo mal agradecida. Mas é verdade. Me sinto muito só, me falta carinho atenção e tudo o mais. Meus pensamentos vem e vão e todo um sentimento se desfaz. É questão de segundos. É tudo tão der-repente, quando penso, detalhes me fazem mudar completamente aquilo que eu pensava que era e uma simples coisinha me faz deixar de ver aquele sentimento como antes.  Um minuto a mais agora tanto faz. Não vai mudar. O que eu quis era pra já. Se sente verdadeiramente, demonstre. Seja sincero, não to pedindo muito, ao mesmo tempo achando que sim. Só é uma necessidade muito própria. Não sei de onde, nem como vem. Mas é necessária. Têm sido um momento carência mesmo. Afetos pra mim se tornaram muito importantes. E todos que me forem dados serão muito bem-vindos.

Um belo dia...

sexta-feira, 25 de março de 2011


Você acorda com uma dor no pescoço. Uma dor nas costas. Seus olhos ardem. Seus músculos ardem. Você tem dificuldades para se lembrar das coisas, você tem dificuldades para acordar. Você tem dificuldades para dormir, para engordar, ou emagrecer, dificuldades em chegar de um ponto ao outro, dificuldades em chegar ao ponto, você perde o ponto, perde tempo. ganha rugas.
Os dias passam, você respira fumaça, bebe água contaminada. Queima a pele do seu rosto pelos raios catódicos do monitor, acende um cigarro, se pergunta até que idade você vai sobreviver.
Pensa em se mudar para o interior. Pensa em parar de fumar. Pensa em comprar roupas novas. Pensa em matar alguém.
Se cansa do rabo entre as pernas, da sensação de estar sendo prejudicado, se cansa do "a vida é assim mesmo". Você se cansa de esperar, de rezar, de aguardar, de ter esperanças, cansa do frio na barriga, cansa da falta de sono.
Você se cansa da hipocrisia, da falsidade, da ameaça constante, se cansa da estupidez, da apatia, da angústia, da insatisfação, da injustiça, do frenezi, da busca impossível e infinita de algo que não sabe o que é. Se cansa da sensação de não poder parar. 

E você não para, até que esteja morto.

Olhar feminino

terça-feira, 4 de janeiro de 2011


Já viram como as mulheres conversam com os olhos?
Elas conseguem pedir uma à outra para mudar de assunto com apenas um olhar. Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar. E apontam uma terceira pessoa com outro olhar.

Quantos tipos de olhar existem? Elas conhecem todos…

Luis Fernando Veríssimo

Eu só queria amar

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010


Eu queria um amor que me tomasse o ar num só golpe, que me fizesse enrubescer pelo simples ato de fitá-lo, eu queria um amor que me aquecesse o coração, que provocasse uma imensa vontade de gritar para que o resto do mundo me chamasse de louca. Pouco importava. Que bagunçasse minha casa, minha vida, meus cabelos. Alguém que me fizesse mudar o rumo, ou simplesmente perdê-lo. E, no fim do dia, queria um abraço que fosse capaz de acalmar toda essa insanidade que corria pelas minhas veias. Eu só queria amar.

Precisava de alguém que tomasse conta de mim e dos mais puros sentimentos que eu já tivera.

Queria um amor desesperadamente estável.

Se eu...?

sábado, 21 de agosto de 2010


Se eu sumisse você iria me procurar? Se eu fugisse você iria se importar? Se eu mudasse com você, você iria perceber? E se percebesse, iria fazer algo para mudar? Se eu finalmente assumisse tudo que eu sinto, você iria ficar pensando naquilo o dia inteiro ou somente iria ouvir e deixar todo aquele sentimento falado deixado ao vento?


Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.