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72 horas por dia

terça-feira, 22 de janeiro de 2013


Não sei qual a parte do teu corpo define teu humor, no meu, quem dita às regras é o estômago. Dias, noites, séculos de apertos, dores, ansiedades e calafrios. Este, sem dúvidas, é meu órgão mais sofredor. 
Ter maturidade, consistência ou as palavras certas o tempo todo, sem dúvidas, é uma coisa que poucos conseguem. O problema que isso, é o que esperam de mim. Setenta e duas horas por dia. 
É extremamente complicado aparentar ser, um ser perfeito. Sem problemas, sem conflitos, sem ilusões, com esperanças, extremamente feliz, incansável, dotado das palavras certas na ponta da língua, com a solução para todos os problemas sempre na manga. 
A vontade que dá, é de apagar tudo. Tudo que eu já disse que sou, tudo que eu mostrei, tudo que acharam ou pensam de mim. Apagar. Começar do zero, um eu novo, uma história nova, uma vida limpinha, em branco, feito caderno novo e lápis com a ponta ainda da fábrica. 

- Matheus Rocha

Exagerada

terça-feira, 20 de março de 2012


Amei demais, valorizei demais, me iludi demais, me decepcionei demais. Exagerei em tudo.
 

Cheia de hematomas

terça-feira, 6 de março de 2012


E essa tal de realidade que nos soca a cara sem dor nem piedade? Sabe, cheguei num estágio em que pra mim “todo mundo” é mentiroso e finge muito mal. (As aspas são por não querer subjugar todos. É só um parecer meu.) Se é pra ser hipócritas, que sejamos. E que essa minha maneira de tratar abusiva e ironicamente não me torne sagaz demais ao ponto de me tornar insensível, fria e calculista. Aí neste exato momento paro e me pergunto: Porque que eu ainda me incomodo com certas coisas, com certas pessoas? Vai entender né! Talvez eu goste demais, ame demais. Ou apenas esteja louca. Iludida. E que todas as palavras aludidas não se voltem contra me. O realismo já me machuca demais. 

Um pra sempre de repente

domingo, 4 de março de 2012


Algo que surge 
Sonho e magia 
Um longo logo 
Um pra sempre de repente 
Um quase ontem 
Onde? 
- Alice Ruiz S. 

60 segundos, um minuto. 60 minutos, uma hora. O tempo. Pequenos momentos que de tão bons, se tornam imensos. Envolventes. Encantadores. Máquina, de ilusões. O tempo. Ah, o tempo, tempo. Há quem diz ser a cura, a solução das surpresas da vida. Há também quem se contradiz. Eu sou aquela que talvez esteja no meio desta balança. Desequilibrando entre a razão e a emoção. Perdida num instante não mais meu. E à espera de um pra sempre de repente.

SuspiroTube: Ainda bem

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Uma música linda e um clipe magnífico. 
A canção vai está na trilha sonora da próxima novela  da Globo, "Amor eterno amor". Foi composta em parceria com Arnaldo Antunes, e tem uma sonoridade latina, lembrando um “faroeste italiano”, segundo a própria Marisa conta em seu formspring. Para isso, foram chamados os músicos da banda Nação Zumbi Pupillo (bateria), Dengue (baixo) e Lucio Maia (guitarra). 
O clipe tem a participação do lutador Anderson Silva.


"O meu coração
Já estava acostumado
Com a solidão (...)
O meu coração
Já estava aposentado
Sem nenhuma ilusão."

Palavras sem atos

domingo, 11 de dezembro de 2011


Por um instante achei que tudo começava a ganhar contraste naqueles dias cinza. Mas percebi que em um segundo muita coisa muda, muita coisa existe e deixa de existir, muita coisa chega e vai embora, muita coisa envolve e aprisiona, muita coisa fascina e iludi. Por muitas e muitas vezes me apeguei em palavras, na poesia que a todo momento era pronunciada, que como o canto da sereia, enfeitiçava. Talvez as palavras nem possuíssem esse poder todo, eu é quem me deixei ser dramática e sentimental. Até... até descobrir ou apenas fingir acreditar que mentiras é que eram ditas. Fingir acreditar pra me distanciar. Finjo, pois não consigo acreditar que não eram verdadeiras. Estou em processo de volta à realidade, foi tudo tão mágico que se prendeu num pêndulo de incertezas. Um mundo de promessas às quais jamais poderiam ser cumpridas. Entrei nesse jogo de palavras sem atos. Um dia escrevi isso. Hoje ainda penso que confiança muda por pequenos detalhes sim.

E acontece tudo outra vez

sábado, 15 de janeiro de 2011


As relações a dois são muito mais complexas do que agente julga. Não pense que basta amar perdidamente uma pessoa, fazer tudo por ela e ter uma vida sexual razoável. Um homem e uma mulher não estão apenas ligados por um laço sentimental, mas também por um elo de harmonia, confiança, amizade, carinho, desejo e respeito mútuo. Trata-se de uma receita que nem todos conseguem levar avante, até porque manter uma relação deste gênero eternamente começa a ser quase uma utopia. Foi o que eu pensei... evidenciar-se pequenos sinais que podem traduzir alguns problemas, ainda que invisíveis de início, mas que mais tarde marcam o final desse relacionamento.

O amor, paixão, o relacionamento num todo é assim mesmo. Mesmo agente já tendo quebrado a cara um milhão de vezes, depois de um tempo agente conhece outra pessoa, e acontece tudo outra vez, com mínimos detalhes diferentes, aqueles que nos iludi e faz cair mais uma vez naquele conto de fadas sem fadas.

A ansiedade que me vence

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Às vezes a ansiedade nos vence, e nos faz escrever coisas que pensavamos que estavamos sentindo, ai passa uns dias, ou até mesmo horas, e percebemos que aquilo era só mais uma ilusão mórbita da vida, e que nada daquilo existe mesmo, e que na verdade, você só sentiu aquilo naquele momento. Há postagens aqui que eu poderia apagar porque pra mim já não me interessam, mais eu só não apago pra saber como eu me senti naquele dia, e de como somos capazes de nos entregar sem ao mesmo saber a nossa verdade!

Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.