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O silêncio que ecoa

segunda-feira, 29 de junho de 2015


Às vezes, me engasgo nas palavras que quero dizer. Quer preciso de dizer. Que prefiro calar. Assim, como quem quer tudo, mas aceita de bom grado o que o destino oferece. Que come pelas beiradas. Que vai sem pressa. E bem disse o poeta – que o silêncio era capaz de ser pleno. Em tudo. Até nas palavras que não dizemos. Que não gritamos. Que não proclamamos para si. Porque de nada adianta falar, gritar, quando o outro não quer ouvir. Entender. Aceitar. Às vezes, a gente diz muito mais quando se cala. Quando entende que a melhor coisa a se fazer, é não fazer nada. Esperar. Guardar energias para coisas realmente mais urgentes. Como, por exemplo, o agora. O que depende de mim. O que posso mudar. O que devo mudar. O que preciso mudar. Falar. Não só calar. Em tudo. Eu sei. A gente sabe. É que, vez ou outra, o melhor microfone para quem tem tudo entalado na garganta é o silêncio que ecoa. Que fala melhor que três livros em série. Você me entende.

Matheus Rocha

A vida e os destinos

segunda-feira, 15 de outubro de 2012


Amar sempre é bom, mesmo quando não correspondido....
Quando estamos apaixonadas, queremos obviamente, sermos correspondidos, e algumas vezes, isso acontece naturalmente, outras não, precisamos batalhar, ir conquistando aos pouquinhos o outro coração...
Agora, quando não há esperanças de reciprocidade (kkkkkkkkkkkkk...Eu disse quando não há, ressalto.kkkk), devemos sim, partir pra outra, sem mágoas ou ressentimentos, pq, no coração ninguém manda, não é ?
O outro não têm culpa se não aconteceu da mesma forma e com a intensidade com que, aconteceu conosco, algumas vezes nos amam a seu modo, mas que, para nós não é suficiente...
Bobo não....jamais seremos bobos de alguém, quando o amor se faz presente em nossos corações...jamais....
Ser bobo é ter medo de amar, de entregar o seu coração, com receio de sofrer...
Se não corrermos riscos, se não metermos a cara, ir fundo, não ficaremos sabendo se, poderia ter dado certo ou não.... Talvez seja uma decisão mais racional, sábia. 
A vida merece ser vivida com intensidade. E essa certeza nos ajudará a traçar o melhor caminho para o verdadeiro e puro amor.
Que amor é esse? O amor companheiro, o amor das paixões e dos sonhos. O amor da saudade e da vontade, um do outro.
Friedrich Nietzsche disse certa vez: os grandes momentos da nossa vida chegam quando juntamos a coragem de transformar nossas fraquezas no melhor de nós mesmos.
Portanto, quando o amor não é recíproco, então é melhor transformá-lo no melhor amor do mundo, ou simplesmente, criar ânimo para as mudanças. Um novo amor.
Então é assim, bobo mesmo, é aquele que tem medo do amor, medo de amar....

...
Nem sempre.
Há aqueles encontros em que não se conhecem bem os porquês.
Há aquelas/aquelas que se "casam" mas só mais tarde isso fica explicito, como todas as consequências;
Há o espírito de renúncia levado às últimas consequências e cujo entendimento não é possível ver "de fora" da relação.
Há um bobo envolvido nisso? Pode ser. Mas pode ser apenas uma avaliação pessoal.
A vida e os destinos tem razões intrincadas e complexas.
A busca sempre é por ser feliz e ter paz interior. A vida é um caleidoscópio.
E que se dane o Mundo!!!Com Carinho sem maldade, porque desejar o mal pra si obviamente chega, passa a eternidade que passar...
Sejamos felizes sem forçar a reciprocidade, kkkkkkkkkkkkkkk...Tudo ao seu tempo com ou sem vontade o que tiver que ser será aqui ou na china, kkkk..Concorda!?


Inércia

terça-feira, 18 de setembro de 2012


É, tem dias que a inércia é mais forte que eu, mais forte que qualquer coisa. Digo isso não só me referindo à mim fisicamente ou mentalmente, mas principalmente emocionalmente. Eu sei, eu preciso mudar as coisas, elas não andam bem, não podem continuar assim ou vai tudo piorar. Eu sei que tá tudo errado, ando pondo sentimento de mais onde cabe coisas pequenas e ando tirando a esperança de onde deveriam sair os risos. Como deixar de adubar um solo fértil, para tentar a sorte do num solo pobre e sertanejo. Eu sei o fim da história, mas no fundo permaneço relutando contra mudanças, acomodado com a pouca felicidade, como se eu precisasse apenas de pouco pra ser feliz, mas só se é feliz sendo pleno, não pela metade. Mas a outra metade ainda tá desnorteada que tá tentando achar o direção seguindo as nuvens do céu, invés das estrelas.

-Bruna Gameiro

Orgulho

sexta-feira, 25 de maio de 2012


Penso assim: ORGULHO é algo que quem tem, já se nasce com ele... podendo então ser lapidado ou não. Uns julgam qualidade, outros defeito. Mas só quem o possui sabe as consequências a serem vividas. Então, temos que concordar que cada um é o que vive. Não estou aqui pra defender nem A nem B, muito menos julgar ninguém por um sentimento. Eu sou orgulhosa sim, não tenho vergonha de dizer isso, sei que já perdi muito... mas fazer o que se essa sou eu? Goste ou não só mudo se valer à pena. Caso contrário... coloco o orgulho na bolsa e sigo viagem. Apego demais faz mal para o meu ego.

Nesta data (2.2)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012



Mais um ano que se passa e hoje fico mais velha. Vi-me rodeada de mudanças, mas bem lá no fundo a mesma. Fiquei pensando numa maneira de não pensar se foi bom ou ruim. Mas repensei tudo o que vivi durante esses 365 dias. Houve momentos que parei e me perguntei: “Essa sou realmente eu? Porque estou agindo assim?” Ainda não encontrei as respostas. Apenas acredito que a vida lhe faz passar por diversas mutações. Sei que magoei... Que fiz tristes e alegres, que compartilhei... Não só os bons, mas também os ruins momentos. Sei que eu sou assim, autora de impulsos, que vivo os meus momentos na hora que eles têm que acontecer. Mesmo que eu me arrependa depois. Só não quero um dia sentar e ficar me lamentando os porquês de não ter feito isso ou aquilo. Nada já feito foi em vão. O que me fez bem foi ótimo, e vou levar pra sempre na memória. O que me fez mal foi uma lição, um aprendizado. O que se levar de uma vida que não se passa por desafios? Nada. É preciso dar a cara à tapa e receber lições que um dia, pode não ser hoje, mas um dia lá na frente vai agradecer por ter acontecido. Assim saberá como enfrentar. Hoje é meu dia. Unicamente meu? Não! Seria egoísmo demais dizer isso, pois há tantas outras pessoas neste mundo que também fazem parte deste dia. Desta data. Mas, como mais um aniversário, vou receber um monte de parabéns e alguns presentes. Ou não? Nunca se sabe né!... rs. 
Não sei muito falar de mim. Fico tímida. Talvez apenas o meu mistério. O meu segredo. Não é todo mundo que tem o direito de mergulhar nas minhas emoções, de conhecer os meus eus, de viajar junto aos meus pensamentos. Se você for uma dessas pessoas, talvez saiba como me sinto hoje. Se não. Não perca seu tempo tentando imaginar. Sou muito complicada. E dispenso o perfeitinha.

Welcome 2012!

domingo, 1 de janeiro de 2012



2012 que os bons ventos te tragam até a mim com muitos fluídos...
Revi meus conceitos e muitas coisas mudaram neste novo  ano. E aqui também haverá  algumas mudanças em alguns textos. Falarei muitas verdades, não medirei palavras... não quero nada preso, isso tem me intoxicado. E o que eu mais preciso neste momento é desintoxicação, de palavras, situações, pessoas, sentimentos, etc e etc... 

Bem vindo 2012!

Descartáveis

sábado, 9 de julho de 2011


Comecei a interpretar as pessoas do meu jeito. Simulando destinos, transformei-os em personagens. É mais fácil lidar com pessoas quando não ficamos imaginando o que elas vão pensar. É como um livro, eu sou a autora, e assim vou dando rumo aos meus personagens. 
Alguns sentimentos antes recriminados afloraram-se, outros tão expressados morreram. Não por mim, mas pelos outros. A minha visão antes distorcida, hoje só vê-los sem graça. Não me emocionam mais como antes. Eu sei que você muda, eu mudo, pessoas mudam o tempo todo. A diferença é que essa mudança pode ser pra melhor ou pra pior. Muitas mudaram e me decepcionaram. Ou será que elas sempre foram aquilo e eu nunca quis enxergar? Não dá pra saber, prefiro acreditar nas mutações.
Num dia eu posso matar a mocinha e tornar o vilão em herói da história. Num outro eu deixo tudo como está. E quando eu enjoar... troco de personagens.

Me enfeitice a cada adormecer

segunda-feira, 9 de maio de 2011


Sim! Eu sou sozinha. Não saio muito. Isso não quer dizer que eu não goste de sair. Simplesmente moro numa cidade onde não vejo lugares interessantes para ir. Então, prefiro ficar em casa, e assistir a um bom filme, ou ficar como frequente na frente da tela do computador. Passo infinitas horas mergulhada em música, fotografia e blogs. Solidão é constante. E quer saber? Muitas vezes aconchegante. Silêncio. Concentração. Tudo no seu mais perfeito segundo. Eu me acostumei a isso. Acomodei cada momento, não me importando com os demais. Mesmo querendo mudanças, eu só troco essa sensação por a companhia de alguém que me faça rir do nada. Que me enfeitice a cada adormecer. E me adoce a cada acordar. Que brilhe meu olhar. Que me faça teimar com minha teimosia. Quebrar meu orgulho. Me dominar, domar essa minha personalidade ácida. Amar, amar, amar. Que me respeite, e mereça reciprocidade. E que não me dê afetos falsos. Se não forem verdadeiros, que nem insista em me incomodar. Fico bem sozinha. Apesar de não querer estar.

Minha confiança mudou

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sabe por que eu não confio em você como antes? Bom, eu acho que isso seria muito óbvio. Você me chama de linda um dia, me faz sentir especial, e termina a conversa com charme, educação e menciona sobre o amanhã. O amanhã vem. Não conversamos, olho pra tela do computador a cada minuto, e nada muda. Não posso acompanhar suas mudanças de humor, especialmente quando não há nenhuma explicação pra elas. Eu contava com você. Você podia estar só curtindo mais uma das garotas que você fez se apaixonar por você, mas eu honestamente acreditei. Você me fez acreditar, não importa. E você acha que sabe disso melhor do que eu. É por isso que a minha confiança mudou.

Decisão

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Tudo sempre igual, todo ano, o ano todo. A página está em branco, eu fico um tempo pensando, tentando fazer minha mais intima retrospectiva. Lembro de pessoas, lembro de fatos, lembro que não esqueci tudo o que precisava e descubro que muitas coisas eu sequer me lembrava. Não há por onde começar. As palavras não soltam de mim, não carregam desejos de paz e prosperidade àqueles com quem eu quero tanto falar. Não há obrigados despencando por entre os nomes daqueles a quem eu quero tanto agradecer. Há um silêncio que rodeia e se abriga em mim própria. (Como assim?) Não vejo a necessidade de contar minhas promessas não cumpridas, turvos pontos de vista e tantas vontades infundadas. As mudanças que ocorreram dentro de mim, à esperança que sem motivo ressurgia, a falta que sem perceber em mim já não doía. Relevâncias e irrelevâncias só minhas. Eu até tento buscar um ponto que me faça reverter o sentimento, afinal sempre foram tantos textos e tantos livros, estrofes de música e tantas frases de efeito. Tudo sem efeito algum. Tenho a sensação que meus 20 anos passaram em rascunho. Eu sei que não foi, mas parece que não sei. Mas saiba que eu sei bem a quem agradecer pela presença e a quem culpar pela ausência. Também sei a quem dei meu melhor abraço e quem de mim recebeu o melhor sorriso. Sei quem estava comigo enquanto eu chorava e o quanto de lágrima que comigo sozinha estava. Conheço o senhor das minhas melhores palavras, e por quem vem minha risada incontida. Quando da minha dúvida e quando da certeza eu sei quem estava aqui. Eu sei quem me fez o melhor pedido e quem me deu uma grande oportunidade. Meu amor incondicional, eu sei. Eu sei quem eu tanto achei que amei. De quem eu sinto falta e quanta falta me faz sentir, eu sei também. Eu sei que eu não fiquei menos racional, mas deveria. Não fiquei tão corajosa quanto gostaria. Toda a memória ficou registrada em mim ai eu resolvi não escrever para ninguém, por falta de palavras... Quantas palavras!

Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.