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Tum, Tum, Tum

terça-feira, 24 de julho de 2012


Não sei se olhava, se falava ou não falava, se ficava ou se fugia. Que sensação era aquela? Afobada, surpresa, espantada, feliz. Tum, Tum, Tum... o coração dispara, ações sem reações. É sentimento demais pra ser assim. Saudades!

Que tenha

domingo, 1 de julho de 2012


Que tenha fogo, que domine o pensamento e traga sentido novo. Que tenha paixão, desejo. Que tenha abraço e beijo e seja a melhor sensação. Que preenche a vida vazia, mande embora a agonia e que traga pro coração.

Teimosas borboletas

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012



Por um instante me vi ali parada, borboletas faziam piruetas no meu estomago, minhas pernas tremiam, e a vontade que tinha era de poder te abraçar. Poder te beijar. A muito tempo não me sentia assim com essa sensação de adolescente quando começa a paquerar. Como foi bom poder sentir isso, saber o quanto eu te amo, o quanto de você que está em mim. As formalidades são tantas que nem lamento mais, afinal daqui por diante não só mais a formalidade, também a amizade. Pra você a cumplicidade. Por um lado vai ser bom, minhas borboletas irão dançar toda vez que te ver. Ainda mais, tão inesperado como foi. Ainda mais, vendo-te surpreso como ficou. Eu nem tenho mais a vergonha de dizer, não me importo mais com o que vão dizer. Não to pedindo opiniões. E como já te disse, vou dizer que te quero até você enjoar de mim. Até a princesa perder seu trono. Até mesmo a princesa virando plebeia. Vai sempre estar dentro de mim o desejo em te querer. Quero fazer da espera, uma esperança. E não me diga para não esperar. Eu não sou obrigada a te obedecer.


Perdida no tempo

domingo, 2 de outubro de 2011


Você já teve aquela sensação de que você não é bem você? Ou nunca foi?

A sensação que tenho é que o tempo parou, e me trancou dentro dele. Eu me perdi numa estrada vazia, sem permissão de olhar para os lados. Estática no meio de uma multidão de segundos, surgindo dias e morrendo noites. Nada novo acontece. E quando acontece, geralmente não é bom. E quando é, não me faz querer olhar para os lados. Não há trilhas, mapas ou ao menos alguém pra seguir. Não tenho certeza nem se existe mesmo um lugar para ir. Existe?

"Eu não sei que horas são. Se é inverno ou verão. Eu não sei. Minhas noites são em vão. Me escondendo atrás da solidão. Mas eu sei. Você vai me achar perdida ao luar." - Donabella


Ciúmes

terça-feira, 14 de junho de 2011


Até um tempo atrás, eu não sabia o que era ciúmes. Mas de uns tempos pra cá, eu sinto por coisas bobas, e até de pessoas que nem conheço. Assustador. Sempre achei um sentimento tão triste e agora me rendi a ele. Acompanhado me numa frequência insana. Não entendo porque isso está acontecendo. Como pode um sentimento ser tão mutante assim? Talvez eu tenha começado a dar mais valor as coisas. Apesar de sempre acreditar no se tiver de ser, será. Eu não gosto deste sentimento, ele é torturante. Faz agente sofrer por antecedência. Mas para que isso, se não quero sofrer? Essas interrogações me preocupam. Não consigo identificar como surge essa doentia sensação, mas é absolutamente ridícula. Me torna tão frágil que minha auto-defesa sentimental corre perigo.

Um belo dia...

sexta-feira, 25 de março de 2011


Você acorda com uma dor no pescoço. Uma dor nas costas. Seus olhos ardem. Seus músculos ardem. Você tem dificuldades para se lembrar das coisas, você tem dificuldades para acordar. Você tem dificuldades para dormir, para engordar, ou emagrecer, dificuldades em chegar de um ponto ao outro, dificuldades em chegar ao ponto, você perde o ponto, perde tempo. ganha rugas.
Os dias passam, você respira fumaça, bebe água contaminada. Queima a pele do seu rosto pelos raios catódicos do monitor, acende um cigarro, se pergunta até que idade você vai sobreviver.
Pensa em se mudar para o interior. Pensa em parar de fumar. Pensa em comprar roupas novas. Pensa em matar alguém.
Se cansa do rabo entre as pernas, da sensação de estar sendo prejudicado, se cansa do "a vida é assim mesmo". Você se cansa de esperar, de rezar, de aguardar, de ter esperanças, cansa do frio na barriga, cansa da falta de sono.
Você se cansa da hipocrisia, da falsidade, da ameaça constante, se cansa da estupidez, da apatia, da angústia, da insatisfação, da injustiça, do frenezi, da busca impossível e infinita de algo que não sabe o que é. Se cansa da sensação de não poder parar. 

E você não para, até que esteja morto.

Reflexo

quinta-feira, 1 de abril de 2010


É assim que acontece. Muitas vezes a gente se esquece da inspiração, perde a vontade de fazer as coisas e anula o que sente.
Motivos? Vários.
Sentido? Nenhum.
Fica a sensação de que todas as palavras vão recontar algo que ainda não aconteceu mas que se está cansado de saber.
É como se a vida girasse em redemoinhos de si mesma. Espiralada, equivocada e voraz. Quando tudo passar veremos o que resta para contar e o que vale escrever.

Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.