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Gostar, estar apaixonado e amar

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Gostar é muito relativo

Gostar de alguém é sentir um frio na barriga, mas manter os pés no chão. Gostar é querer estar junto, mas sem descartar outras oportunidades. Gostar é beijar, mas de vez em quando, abrir os olhos discretamente para conferir o ambiente. Gostar é abraçar forte, mas não por muito tempo. Gostar é dedicar-se, mas com limites impostos. Gostar é querer ter, mas não ser teu. Gostar é querer dormir junto, mas acordar cedo no dia seguinte para outros compromissos.
Gostar é admirar as qualidades, mas ainda reparar nos poucos ou pequenos defeitos. Gostar é andar de mãos dadas, mas não sentir segurança. Gostar é dividir o chocolate preferido, mas ainda assim, ficar com a maior parte.
Gostar é passar o domingo juntos, mas fazer planos mirabolantes na segunda-feira. Gostar é tirar do sério, mas com a finalidade de testar o ponto fraco do outro. Gostar é frequentar a casa do outro, mas com o status de estarem a conhecer-se. Gostar é fazer planos, mas não ultrapassar mais de três dias. Gostar é viajar, mas sentir saudade do que ainda não acabou.
Gostar de alguém é como ter o jogo ganho, mas faltar uma carta. O verbo gostar traz consigo muitas incertezas e, ao mesmo tempo, muitas descobertas. Gostar de alguém é um risco do desconhecido.

Estar apaixonado é estares louco

Depois de conhecer um pouco esse alguém, as atitudes e as vontades acabam por ficar completamente incontroláveis. A paixão é um sentimento que descontrola qualquer racionalidade. As emoções explícitas são a principal marca dessa sensação.
Apaixonar-se por alguém é sinónimo de entrega absoluta. Os erros tornam-se acertos, o longe torna-se perto, o tarde torna-se cedo, a noite torna-se dia, a pobreza torna-se riqueza, o frio torna-se calor, o ruim torna-se bom, a fome torna-se saudade, o sono torna-se pensamentos.
Apaixonar-se por alguém é perder-se, ou encontrar-se por alguém.
Apaixonar-se é sentir o sangue a correr nas veias …
Apaixonar-se é tirar a roupa sem pensar duas vezes. Apaixonar-se é aproveitar todos os momentos, e em cada brecha, encontrar uma chance para satisfazer os desejos. Apaixonar-se é agir por impulso e depois arcar com as consequências, boas ou ruins. Apaixonar-se é sentir uma atração incontrolável, é deixar a vontade carnal sobressair ao teu juízo. Apaixonar-se é suar, tremer, gritar, gemer, arranhar, morder.
Apaixonar-se é ficar cego. E só depois de incendiar todas as labaredas, tentar acalmar-se e fazer de tudo para manter todas as chamas acesas.

Amar é ter todas as certezas de uma só vez

Amar alguém é viver o presente, absorver o melhor do passado e planear o futuro. Amar alguém é transformar os sonhos em realidade. Amar alguém é cuidar, zelar e proteger. Amar alguém é não ter dúvidas. Amar alguém é transformar uma briga num ensinamento. Amar alguém é criar laços, ter filhos, envelhecer lado a lado. Amar alguém é resistir a todas as tentações, desavenças, crises, ciúmes, egoísmo. Amar alguém é surpreender, é presentear. Amar alguém é deixar claro o quanto essa pessoa é essencial, é dizer o quanto tudo mudou desde que ela se fez notável, é não ter vergonha de demonstrar qualquer afecto.
Amar alguém é libertar-se, partilhar e somar. Amar alguém é oferecermos toda a nossa bagagem de experiências, para conhecer e compreender o outro. Amar alguém é fazer essa pessoa feliz, proporcionar noites de sono tranquilas, é suprir todas as necessidades. Amar alguém é estender as mãos, apoiar, contrariar, mas nunca abandonar.
Amar alguém é trabalhar a paciência. É ressaltar a persistência e provar toda a tua determinação. Amar alguém não é um sacrifício, é sentir-se leve. Amar alguém não é prender-se, é ter muitas opções e ainda assim, escolher ficar.
Amar alguém é abrir mão do teu amor. Amar alguém, às vezes, pode ser a tua pior dor. Amar alguém é uma ferida que nunca vai cicatrizar ou deixar de existir. Amar alguém é carregar consigo a pessoa, por onde quer que tu estejas. Amar alguém é, em alguns casos, uma renúncia. Amar alguém é querer esquecer, e não conseguir. Amar alguém é decisão do teu coração, e não uma opção indicada pelo teu dedo. Amar alguém não é responsabilidade do cupido, é a sentença que precisa ser cumprida. Amar alguém é confiar, transmitir segurança e não medir esforços.
Amar alguém é deixar a pessoa partir, e ainda assim, fazer de tudo para ela voltar. Amar alguém é sofrer calado ao ver que esse amor, não é mais teu. Amar alguém é ser repetitivo, tanto nas lágrimas que insistem em escorrer, quanto nos assuntos recorrentes. Amar alguém é perdoar e ceder.
Amar é precisar desistir, é perder todas as forças, mas apesar disso continuar a insistir.
Em todos os casos mencionados acima, eu não prometo um final feliz. Afinal, os sentimentos são como o mar: seduzem e depois podem afogar. De qualquer forma, a regra é clara: o que me oferecerem, eu ofereço três vezes mais.

Fonte: http://www.sabiaspalavras.com/as-diferencas-completamente-logicas-entre-gostar-estar-apaixonado-e-amar/

Amar exige generosidade

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Não é possível viver um grande amor sem sacrifícios. Cedo ou tarde, a necessidade dele se coloca. Então descobrimos do que somos feitos.

 

A vida exige destemor e desapego. Em algum momento temos de arriscar, saltar no escuro, avançar sem certeza do que vai pela frente. Sobretudo no amor. Se a gente pensa demais, hesita demais, pondera demais, não acontece. As oportunidades passam, a vida passa, sem que a gente se comprometa.
Do que é mesmo que estou falando? Das opções difíceis que as relações amorosas nos oferecem. Estou falando de sacrifício.
Cada pessoa que escolhemos nos faz um tipo de exigência subjetiva. Às vezes elas são simples – como namorar e ter uma vida leve, parecida com a nossa própria. Outras vezes as escolhas são menos óbvias – como ao amar alguém que traz uma dor, ou uma carga ser partilhada.
Tenho um amigo que, assim como tantos, casou-se com uma mulher que tinha dois meninos. Ele, sendo jovem e livre, poderia ter se esquivado, mas não. Abraçou a situação e tentou ser para os garotos o melhor padrasto possível. Gostar da mulher era fácil. Quando tudo deu errado, lá na frente, por outras razões, ele sabia que havia tentado verdadeiramente.
Eu estou cada vez mais convencido que não é possível viver um grande amor sem sacrifícios. Cedo ou tarde a necessidade dele se coloca. Então descobrimos do que somos feitos.
Se uma mulher tem filhos e isso parece trabalhoso para o homem, uma mulher sem filhos provavelmente gostará de tê-los – e essa situação não será mais confortável que a anterior. Um homem com filhos pode parecer um fardo para uma mulher jovem, mas qual o fardo de viver sem o homem que ela ama?
Tenho a impressão de que vivemos acorrentados à nossa zona de conforto. Nos acostumamos a estar seguros e tranquilos. Viramos contumazes egoístas. Não abrimos mão da liberdade, do sossego, do espaço, do dinheiro, do corpo bem cuidado. Mas, neste caso, o que exatamente vamos dar ao outro, além da nossa companhia?
Conheço uma moça que se casou com um rapaz que é filho único de pais apegados – e de uma classe social diferente da dela. Ela poderia, sedutora como é, erguer uma barreira e separar gradualmente o marido dos pais, para não ser incomodada. Mas não é o que ela faz. Outro dia, saiu em viagem com o marido e os sogros, por mais de duas semanas. Quando eu perguntei onde ela achava energia, a resposta foi simples: “Comprei o pacote. Se eu não fizer isso, o homem que eu amo vai ficar infeliz”. Faz sentido, não faz?
O que não faz sentido é uma vida confortável e vazia.
Cada vez que a gente se abre verdadeiramente para o outro, corre o risco de ser envolvido pelo drama da vida dele. Problemas de saúde. Depressão. O pai que bebe. A irmã maluca. É mais fácil estender um cordão sanitário em volta de si mesmo – ou do seu casamento estagnado – e evitar com unhas e dentes qualquer coisa que atrapalhe. Mas isso, de forma muito clara, significa renunciar a viver. Ou, pelo menos, a viver aspectos essenciais da sua própria existência.
Nós somos filhos dos nossos temores, porém. Fomos educados pelo medo. A perspectiva da alegria brilha menos do que a lembrança do infortúnio. Por isso somos cautelosos e egoístas. Por isso deixamos que o futuro passe ao largo sem esboçar um gesto para detê-lo. Depois nos queixaremos, velhotes, que a vida não trouxe nada fora do cardápio. Quando ofereceu, recusamos.
Melhor seria se nos deixássemos levar pela mão do amor a circunstâncias novas e misteriosas. Seríamos mais felizes se pudéssemos amar o outro tão profundamente que as mesquinharia ficassem para trás como malas inúteis. Se pudéssemos fazer com que as necessidades do outro fossem parte da nossa vida, seríamos como um. Ou quase.
Como se chega a isso? Não sei. Perdemos a fórmula, se algum dia ela existiu. Agora teremos de improvisar e descobrir. Certamente, não adianta afirmar, a todo momento, as nossas prioridades, as nossas necessidades e os nossos medos. A vida exige coragem. E amar exige generosidade.

Fonte: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/noticia/2015/08/amar-exige-generosidade.html

O silêncio que ecoa

segunda-feira, 29 de junho de 2015


Às vezes, me engasgo nas palavras que quero dizer. Quer preciso de dizer. Que prefiro calar. Assim, como quem quer tudo, mas aceita de bom grado o que o destino oferece. Que come pelas beiradas. Que vai sem pressa. E bem disse o poeta – que o silêncio era capaz de ser pleno. Em tudo. Até nas palavras que não dizemos. Que não gritamos. Que não proclamamos para si. Porque de nada adianta falar, gritar, quando o outro não quer ouvir. Entender. Aceitar. Às vezes, a gente diz muito mais quando se cala. Quando entende que a melhor coisa a se fazer, é não fazer nada. Esperar. Guardar energias para coisas realmente mais urgentes. Como, por exemplo, o agora. O que depende de mim. O que posso mudar. O que devo mudar. O que preciso mudar. Falar. Não só calar. Em tudo. Eu sei. A gente sabe. É que, vez ou outra, o melhor microfone para quem tem tudo entalado na garganta é o silêncio que ecoa. Que fala melhor que três livros em série. Você me entende.

Matheus Rocha

Em dose tal

segunda-feira, 9 de setembro de 2013



“Pois de amor andamos todos precisados, em dose tal que nos alegre, nos reumanize, nos corrija, nos dê paciência e esperança, força, capacidade de entender, perdoar, ir para a frente. Amor que seja navio, casa, coisa cintilante, que nos vacine contra o feio, o errado, o triste, o mau, o absurdo e o mais que estamos vivendo ou presenciando.”

— Carlos Drummond de Andrade, Notas sobre A Banda

Talvez sem ti

segunda-feira, 29 de julho de 2013


“Gosto quando se entrega pra mim. Quando demonstra que esta feliz por estar comigo, quando ri de qualquer coisinha besta que eu digo. Sei lá, isso me faz bem. Me faz pensar que você gosta dessa coisa de “estar junto”, e que nada mais te importa quando somos só você e eu.” – Obviously, I love you 


Não me lembrava do nosso ultimo beijo. Quando agente fica tanto tempo com alguém, o beijo, o abraço, o toque, nenhum outro vai fazer sentido. Você vai sentir falta, e mesmo sem lembrar, vai ser somente ele que virá a tua mente. Ai, ninguém quer saber e entender o porquê disso que às vezes parece tão tosco, eu simplesmente ignoro e vejo que estou com saudades, e me passa pela cabeça que talvez sem ti eu consiga viver bem e feliz; mas somente passa, e logo vai embora.

Elas só estão perdidas

sexta-feira, 3 de maio de 2013


Vivenciamos uma geração extremamente teórica, sem muita prática e/ou real interesse pela mesma. 
Me parece que a atual inversão de valores, em que o parecer é absurdamente mais importante do que "Ser", em todos os possíveis sentidos, acaba por nos proporcionar a estranha mania de apenas testemunhar e relatar o que nos cerca. E isso nos cria uma deplorável dificuldade quando se é necessário agir. 
"(...) Nosso conhecimento nos fez críticos, nossa sabedoria, duros e rudes. Nós pensamos muito e sentimos pouco. Mais que maquinário, nós precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de bondade e ternura. Sem essas qualidades, a vida será violenta e tudo estará perdido. (...)"
É assustador, mas estamos cultivando uma sociedade cada vez mais individualista. Com estéticas que se esbarram e egos que se confrontam, com medo de viver, optamos pelo breve conforto do ensaio. Pensamos demais e sentimos de maneira escassa e superficial. 
The human being is becoming increasingly more being than human.
No fim das contas, o retrato desta nossa atual realidade só deixa evidente o fato de que não nos falta amor mas nos falta saber amar. Ou a capacidade de.
"As pessoas não são más, elas só estão perdidas. Ainda há tempo."

Rafael Hoscman

Escuro

segunda-feira, 15 de abril de 2013


O cansaço da alma, além de me deixa ofegante, trouxe fraturas emocionais que levarão tempo e pedirão firme dedicação para que se curem totalmente. 

-Camila Paier


Tenho minha alma espancada, e o que mais sinto é dor. Sinto o rubor na minha pele. Tenho em mim olheiras profundas, de quem dorme um sono inquieto. Que não dorme. Que dorme em excesso. Sinto-me triste, extremamente ferida. Vejo-me abatida, sozinha, chorosa, e irritada. Tenho a cabeça dolorida, o mundo desaba sob ela. E que mundo é esse? Que te trai, que te desaponta, que te decepciona, que te espanta, que te machuca. Que mundo é esse?Não é mundo, são pessoas. O claro de tão alvo e rabiscado se fez demasiadamente escuro, negro. Eu peço trégua, não tenho suportado mais. As feridas não se cicatrizam, aumentam gradualmente, como um vírus infetando o mínimo que tem restado. Suplico! 


Nem princípio nem fim

segunda-feira, 8 de abril de 2013

“Morro do que há no mundo:
do que vi, do que ouvi.
Morro do que vivi.
Morro comigo, apenas:
com lembranças amadas,
porém desesperadas.
Morro cheia de assombro
por não sentir em mim
nem princípio nem fim.
Morro: e a circunferência
fica, em redor, fechada.
Dentro sou tudo e nada.”

Cecília Meireles

Instantes objetivos

domingo, 3 de fevereiro de 2013

"É chato chegar 
A um objetivo num instante 
Eu quero viver 
Nessa metamorfose ambulante "

-Raul Seixas 

É tão complicado entender ou tentar entender outra pessoa. Nunca se sabe quando se está agradando ou desagradando. Nada de regras justas, a vida é assim, perdemos e ganhamos preciosidades. Na vida, as diferenças nos dividem, e nos separam. Muitas vezes a motivação se escoa pelo ralo. O balé de dúvidas se forma em nossa mente. As dançarinas começam a ensaiar um novo passo. De repente as escolhas estão diante de nós. Entre desistir ou continuar, uma tem que ser escolhida. Ai você se ver diante do recomeço, do posso tentar mais uma vez. Ou não! Não digo que não sei, porque sei o porquê de mudar bastante. Tenho motivos e prioridades. É como se fosse uma bomba relógio cheia de sentimentos. E numa contagem regressiva se fez a explosão. Num efeito de metamorfose as bailarinas têm dançado num ritmo maior. É tudo muito confuso, mas pra cada ação existe uma reação.

Teu

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013


Viver, é o que eu faço quando meu coração acelera, quando meus olhos brilham, ou meu sorriso ri um riso canto de boca. 
-Matheus Rocha 

Dos detalhes que são mínimos, mas não se apagam. Como canta o Roberto, “detalhes tão pequenos de nos dois”, detalhes que tatuam, que mesmo sendo eles, mínimos, diferenciam. Despercebidos, de vontade própria, suave, de toque quase sensível. A boca toca a pele sob a linha que desenha as costas, que o tal corpo sustenta. E toca mais uma vez, outra, mais outra e se repete repetidas vezes. Detalhes. Sentidos, envolvidos. Teus, meus... Nossos.


Pó cintilante

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012


"Aprendendo que viver é um surpresa, todo dia pode ser mágico, só depende de como eu o vejo e de como eu faço acontecer."
-Alice A.

Incrível como agente ver a mesma cena se repetir milhões de vezes e nunca aprende que ela só vai mudar de cenário e de personagem. Que a vida é uma surpresa agente sabe, mas nunca aprende. Porque se é surpresa, não houve ou houve expectativa, e essas, as expectativas, essas frustam. Infelizmente o que parecia ser mágico, é só um pó cintilante que se esparrama no ar. Nada mais.

Orgulho

sexta-feira, 25 de maio de 2012


Penso assim: ORGULHO é algo que quem tem, já se nasce com ele... podendo então ser lapidado ou não. Uns julgam qualidade, outros defeito. Mas só quem o possui sabe as consequências a serem vividas. Então, temos que concordar que cada um é o que vive. Não estou aqui pra defender nem A nem B, muito menos julgar ninguém por um sentimento. Eu sou orgulhosa sim, não tenho vergonha de dizer isso, sei que já perdi muito... mas fazer o que se essa sou eu? Goste ou não só mudo se valer à pena. Caso contrário... coloco o orgulho na bolsa e sigo viagem. Apego demais faz mal para o meu ego.

Suspiro Tube: Detalhes por Marcelo Jeneci

segunda-feira, 14 de maio de 2012


Não adianta nem tentar

Me esquecer
Durante muito tempo
Em sua vida
Eu vou viver...

Detalhes tão pequenos
De nós dois
São coisas muito grandes
Prá esquecer
E a toda hora vão
Estar presentes
Você vai ver...

Antídoto

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012



Não é fácil não pensar em você a cada instante. Fico imaginando onde você está e o que anda fazendo. Uma paranóia sem igual. Como se fosse meu, registrado em cartório. Como se eu tivesse por obrigação saber dos teus passos. Não é fácil. São sensações nunca vividas. Parece que me possui, e pensar em você se tornou uma mania. Na verdade eu preciso aprender, reeducar meus pensamentos. Preciso de controle mental. Por mais que eu tente, não tem sido fácil. Não sei se te encontrar é bom. Mas quando não te vejo é muito ruim. Fico naquela ansiedade terrível. É! Eu sofro desse mal. E quando viaja, a ansiedade em te ver me consome. Deixa-me sem forças, sem animo nenhum pra seguir o dia. É como se tivesse sido envenenada. Mas eu preciso de um antídoto. O único problema é que meu antídoto é você.

Há coisas que a vida pede mais

domingo, 8 de janeiro de 2012


Dito por dizer. Não! Dito por ser verdadeiro. Sim! Dito pra iludir. Também não. Dito por retribuir. Muito menos. Eu te amo! E por muito tempo guardei essas palavras dentro do meu coração. Prometi dizê-las apenas quando fosse sincero. A sinceridade me seguiu, se aproximou e em poucos dias me envolveu e eu disse. Disse sem remorsos. Disse por que sinto e não é mentira. Disse que porque você precisava saber que nunca quis ser uma aventura. E quanto mais eu sentia, aquilo crescia e me sufocava. Não pude abafar. Tive medo de como agiria. Surpreendi-me. Hoje, talvez as palavras comecem a me assombrar. Não por serem escritas. Mas por serem ditas. Pode daqui a alguns anos isso não fazer mesmo mais sentido. Só que o meu momento, o meu agora, faz muito sentido. Mesmo que em vão. E não diferente de antes, vou continuar como sempre fui. Não faz sentido uma mudança agora. Não por alguém que não pode ser meu por completo. Que, aliás, nem sei se em algum momento já foi. E mesmo que tenha sido, não mudaria mesmo assim. Sabe por quê? Porque essa é minha essência, foi assim que me fiz forte, mesmo frágil por traz de máscaras. Não me arrependo de nada vivido nem dito. Só que tenho alguns conceitos. Algumas conclusões duvidosas. Por isso, lembre-se que ainda te amo. Não vou esquecer. Mas vou viver. E carrego ainda a ilusão de quem sabe um dia você esteja ao meu lado e me diga como me via no futuro. 

Eu nunca amei alguém como eu te amei
Por isso não consigo te esquecer
Esqueça aquilo tudo que eu falei
Mas guarde na lembrança que eu te amo
Há coisas que o tempo não desfaz
Há coisas que a vida pede mais
Se ainda estou tentando me afastar
Meu coração só pensa em voltar
Sorrisos e palavras são tão fáceis
Escondem a saudade que ficou
Mas acho que cansei dos meus disfarces
Quem olha nos meus olhos
Vê que nada terminou
(...) 

-Ivete Sangalo

SuspiroTube: Tiago Iorc - Story of a man

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011


Gaste mais tempo vivendo, e não imaginando o que os outros irão pensar. Essa música diz um pouco disso, mas não relativamente. A minha intensão é viver sem me importar com o que falam ou deixam de falar, o que importa é meu sentimento. Esse, é meu e ninguém pode me tirar ou modificar. Apenas eu.

SuspiroTube: Felicidade - Marcelo Jeneci

domingo, 11 de dezembro de 2011

Que belíssima fotografia! Clipe incrível, letra que faz parar para refletir o porque de não ser feliz. Melodia envolvente. Um conjunto de bom gosto que dá uma vontade de ficar vendo o vídeo o tempo todo. A vida é tão boa quando se é assim. Vivida com felicidade.


Haverá um dia em que você não haverá de ser feliz.
Sem tirar o ar, sem se mexer, sem desejar como antes sempre quis.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.
Lembrará os dias que você deixou passar sem ver a luz.
Se chorar, chorar é vão porque os dias vão pra nunca mais.

Ps.: Esse lugar me deixou o desejo de conhecê-lo.

Deixa vir do coração

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011


Pra que tanta formalidade? Deixamos de ser hipócritas com nossos sentimentos. Vamos nos permitir, jogar tudo pro ar e enfrentar essas barreiras juntos. As dúvidas, as incertezas, os medos, as possibilidades; invadiram minha mente e tudo está tão desorganizado. Os dias têm passado numa lentidão que me apavora. Porque tudo começa a se tornar irônico?! Porque na vida deparamos com certas regras injustas, aí perdemos nossas posses (se é que um dia já foi meu, mas me dou autonomia de me nomear proprietária), nossos bens preciosos. Aí a vontade se vai e a motivação se escoa, nos sentimos desanimados e começamos a pensar besteiras. Mas como trocar as lágrimas pelo o riso? SIMPLES! Quando tudo se vai, as escolhas ainda estão diante de nós; e desistir ou continuar é uma dessas. Não há necessidade de desistir, podemos continuar, reconstruir... Fazer de novo, e de novo, e de novo... E quantas vezes forem necessárias. Mas, o hoje, o agora precisa ser vivido sem adiamentos. Se for verdadeiro vale à pena correr riscos. A não ser que isso não passe de uma mentira, aí realmente não vale à pena. Não são regras, não são conceitos, não são status que fazem uma pessoa feliz. O que a faz feliz é sonhar e realizar. Se não realiza, não é sonho... E sim pesadelo. Não que eu queira aqui sugerir uma quebra de paradigmas ou fórmulas prontas para uma história de longos anos e outra de curtos dias. Mas quero uma troca verdadeira, um envolvimento menos restrito sem muitos “sis”. É muito clara a minha intenção em mostrar essa complexa entrega. Quem decide se quer ou não continuar nessa vida rotineira não é eu. Eu já decidi, eu quero viver um grande amor.

Conselhos

domingo, 30 de outubro de 2011


Vontades confusas. Momentos tristes, noutros contentes. Necessito de amores intensos, impulsionados por ações incompreendidas ao mesmo tempo doces, mas não tão meladas para não enjoar. Preciso viver, viajar, sorrir, rodar, rodar, rodar e quando parar, quero está tonta ao ponto de seguir numa direção desconhecida. Onde a cada novo encontrado, possa  guardar um pouco na minha bolsa. E quando minha bolsa encher, terei a certeza de que colhi o suficiente para poder voltar semeando. Semeando conselhos que aprendi por cada pedra encontrada no caminho, e por cada tombo por tentar voar.

 

Era uma vez...

domingo, 7 de agosto de 2011


Era uma vez...
Quantas histórias já foram contadas assim. Amor e ódio, com finais felizes. Triste introdução. "Era", passado. Pretérito imperfeito. Imperfeito. É tão lindo quando se é. Inevitável não ser. O coração é tão complicado. Idolatra tanto o passado que envelhece junto à ele. Morre aos poucos de lembranças incomodas. Lembranças essas, que insistem em retornar periodicamente. Impossíveis que são, aparecem sempre naqueles momentos em que estamos carentes. E por mais que você queira correr, um dia ela esbarra cara-a-cara e te põe contra a parede. Não dá pra fugir. Uma vez ouvir, que as grandes paixões não morrem, elas ficam guardadas esperando a hora de viver outra vez. Ninguém vive sozinho muito tempo. Não sem sentir a falta de outrem. É procurando pelo futuro, mas sempre pensando no passado. Porém uma vez magoada, duas vezes mais fria. 
O "era", boa parte me aprisionou. O "é", me preocupa.

Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.