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O amor é mais falado do que vivido

terça-feira, 10 de maio de 2016

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman declara que vivemos em um tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido em que nada é para persistir. Não há nada tão intenso que consiga permanecer e se tornar verdadeiramente necessário. Tudo é transitório. Não há a observação pausada daquilo que experimentamos, é preciso fotografar, filmar, comentar, curtir, mostrar, comprar e comparar.
O desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato. A sociedade está marcada pela ansiedade, reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega, o que importa é poder descrever aos demais o que se está fazendo.
Em tempos de Facebook e Twitter não há desagrados, se não gosto de uma declaração ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio. Perde-se a profundidade das relações; perde-se a conversa que possibilita a harmonia e também o destoar. Nas relações virtuais não existem discussões que terminem em abraços vivos, as discussões são mudas, distantes. As relações começam ou terminam sem contato algum. Analisamos o outro por suas fotos e frases de efeito. Não existe a troca vivida.
Ao mesmo tempo em que experimentamos um isolamento protetor, vivenciamos uma absoluta exposição. Não há o privado, tudo é desvendado: o que se come, o que se compra; o que nos atormenta e o que nos alegra.
O amor é mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de secreta angústia. Filosoficamente a angústia é o sentimento do nada. O corpo se inquieta e a alma sufoca. Há uma vertigem permeando as relações, tudo se torna vacilante, tudo pode ser deletado: o amor e os amigos.
“Estamos todos numa solidão e numa multidão ao mesmo tempo”. Zygmunt Bauman

Fonte: http://www.portalraizes.com/estamos-todos-numa-solidao-e-numa-multidao-ao-mesmo-tempo-zygmunt-bauman/

Medos, desejos e contradições

segunda-feira, 14 de outubro de 2013




Às vezes, para curar a ferida, é preciso primeiro sangrar. Para poder se aproximar, é preciso primeiro tomar distância. Para conseguir perdoar, é preciso primeiro, sentir raiva. Falar não é fácil, falar, às vezes é o mais difícil. Medos, desejos e contradições. 
-2ª Tempoara de Sessões

Tem dias que agente acorda assim, chateada. E qualquer palavra mal dita, ou qualquer ato impensado vai te deixar pior. Tudo o que você precisa é de carinho, abraço. Daqueles que acolhem como se estivessem te protegendo de algo. Só disso que agente precisa.




Suspiro Tube: Querendo te amar

sábado, 26 de janeiro de 2013

Como pode uma música se encachar tão perfeita numa história?



Vê se larga de besteira
Tô aqui dando bobeira
Querendo te amar
E já faz tempo que eu te quero
Há tanto tempo que eu te espero
Vê se para pra pensar
Tô com saudade do teu cheiro
E desse seu cabelo preto
Se espalhando sobre mim
Sua boca pedindo beijo
E aumentando meu desejo
Não demora, vem pra mim
Quando você chegar
Vai se perder no meu olhar
Eu sei de tudo que se passa nessa sua vida
Eu sei que assim como eu você não está feliz
Eu sei que às vezes pensa em mim quando está sozinha
E isso prova que esse amor tá criando raiz
Em todo caso perde o medo de curtir essa paixão
Que entra pela porta da frente do meu coração

Gelo

domingo, 22 de julho de 2012



Fria! Tenho sido assim muitas vezes por querer, outras sem querer, e outras por não suportar mais. Desatenta, desleixada, despreocupada. Acabo sentindo o inverno de volta. Talvez uma simples e complicada impressão, talvez uma mera verdade. O tempo congela, nada acontece, e num súbito calor é perceptível a presença dos dias passados. Em momentos desejo que as horas voem, noutros desejo ficar ali estática... Numa espera profunda e vaga.

Que tenha

domingo, 1 de julho de 2012


Que tenha fogo, que domine o pensamento e traga sentido novo. Que tenha paixão, desejo. Que tenha abraço e beijo e seja a melhor sensação. Que preenche a vida vazia, mande embora a agonia e que traga pro coração.

Vagando

terça-feira, 20 de março de 2012


Da vida o que espero? Não tenho esperado nada, apenas uma mesma vida. Ando cansada destes dias e mais dias que ando a me desviar. Não sinto mais as vontades que antes sentia. E as horas se passam lentamente, o único desejo que tenho é de apenas acelerar. Tenho sido preguiçosa, desatenta e rigorosa. Tenho seguido regras surgidas nem sei de onde, nem por quem foram inventadas. Sei apenas que sigo. Talvez a me maltratar. Nem sei mais o que quero, nem tenho mais um pensamento fixo. Minha mente anda a vagar. Sozinha, perdida. Nada tenho sabido, nem sei o quanto isso vai durar. Sei que agora é apenas o que sinto. Sinto!? Nem sei se posso chamar tal coisa de sentimento. Devaneio. Devaneio.

 

Desejo-te

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Adaptando palavras que poderiam ter sido escritas por mim para alguém que em um mês, foi meu doce novembro...e que transformou todos os próximos meses em novembro. Tempo ainda indefinido. Mesmo deixando algum dia de ser... eternamente lembrarei.


Eu não posso fazer mais nada. Você fez sua escolha e se quer partir eu só posso te desejar mais flores que espinhos no caminho e... Quer saber? Eu te desejo mais. Que você tenha fé, muita fé. Mais do que a que eu tive em relação a você, a nós. Mais do que a fé de criança. Tenha fé em você, nos seus sonhos, naqueles que te cercam. Tenha mais fé no peito, nos olhos. Acredite! Crer faz toda a diferença. E eu te desejo muita sorte pra que você consiga ser o melhor que pode; pra que descubra o que fazer da vida e descubra, a tempo, a importância que você tem na vida de muitos, na minha. E eu te desejo uma enxurrada de sentimentos pra que você possa ver e sentir na pele, nos ossos, na alma, que sentir pode até doer, mas vale à pena quando você vê aquele sorriso, aqueles olhos, aquele coração disparado.
Que você possa um dia sentir por alguém o que senti por você. É tão bonito, você tem que ver. Espera. Antes de ir, deixa eu te dizer uma coisa? Obrigado! Não por segurar minha mão, mas por me segurar inteira, por me fazer bem. Eu acreditei. Obrigado por ter me cuidado, por ter dividido parte do seu caminho comigo, pelos risos, brincadeiras, cumplicidade. Desejo, com todo o meu coração que você seja feliz nas suas escolhas, na vida. Porque você tem um sorriso que merece ser visto e anda como se soubesse dos passos que dá e porque você é incrível, mesmo que disfarçadamente. Porque eu vou sentir sua falta. Porque vai doer. Porque é você. Eu te desejo... Apenas.
Agora pode ir! Ficarei meio sem rumo, mas vai! E se eu posso te pedir alguma coisa, se você acha que tive um pouquinho de importância nesse seu mundo paralelo, cheio de pessoas e sonhos, só peço que... Não me esqueça.
Desejo-te memórias bonitas. Lembranças das minhas filosofias, dos meus detalhes, da minha trança, do meu sentimento. Lembra do que foi bom e me perdoa o excesso. De palavras, de impulsos, de choro, de sentimento. É que eu transbordo mesmo. Em quase tudo. Em quase todos. E fiquei densa, indo sempre ao fundo de mim, de você, de tudo que me toca. E eu te admiro, muito. Queria ter sido um pouco mais mistério, um pouco menos coração, mas... é isso! Queria ter sido um pouco mais sua.
Então me solta aos poucos...


Todo dia é dia de encanto?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011



Como manter tanto encanto? Diante de tanto sentimento, tanto desejo e nenhum tato. Do encontro ao desencontro dos olhos. Da carne trêmula, que arrepia a cada lembrança. Do pensar distraído, fixo no longe, muito longe. Da vontade. Da paixão. Do medo. Do (im)possível. Tão bela, e exuberante elegância... Essa história de dias contados, incógnitos, e esperança... Muita esperança. Esperança de que não se esfrie, e que torne quente, e não morna (quase fria) como está. A não esperança, que fique como as folhas de outono.  Secas, em cores carameladas, mas sempre elegantes. Soltas, numa leveza em que o vento sopra, e viaja sem destino. E que se desfaz aos poucos, em mais um ato de elegância que a natureza propõe-lhe. Como manter tamanha elegância? Como? Como? Não há tão verdadeira elegância quando há tristeza, é só uma capa que cobre todo aquele charme desconfigurado.

Miopia: Sensualidade

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Los seguidores de buenas noches!
Hoje vim aqui postar um pouquinho de fotografia. Gente, ontem não conseguia dormir, então pensei em tirar umas fotos... uma make básica feita de todo jeito, alguns flash e pouca roupa...rs. É pouca rouca, não to blefando não. Sensualidade. Um pouco de provocação e talvez desejo. Talvez, porque nunca se sabe os sintomas que temos quando estamos carentes. É mais não é da minha carência que quero falar. E sim!... o que uma foto sensual não faz néh? Homens e seu instinto animal. Não podem ver uma foto sensual, ainda mais quando se trata de alguém conhecido que já se teve, ou tem, interesse que se revelam, e a imaginação se aflora pelas sensações alheias. Mas já que a intenção era provocar... lá vão as fotos.





Ps: Minha iluminação não estava das melhores, então as fotos perderam um pouco da qualidade na edição, porém ficou meio que um efeito de envelhecidas, gostei do resultado. E vocês o que acharam?

Sufocada em tentações

terça-feira, 25 de outubro de 2011


Engraçado como o proibido é tentador. Ofertas que parecem mais provocações da nossa dignidade.O desejo, a curiosidade, vizinhos tão íntimos e impetulantes. Sei que nem tudo o que se é oferecido precisa ser aceito. ainda mais quando se trata de ilegal, proibido, banido. O problema é que essa situação atrai, ai você interdiz, recusa, reprova, mas ainda assim é uma injeção de adrenalina, uma taquicardia que te impulsiona ao experimento, ao risco bem sucedido ou não. Sabe, confesso e acho até loucura às vezes, mas não tem jeito, é mais forte e meus extintos pedem, praticamente me obrigam a cometer essas insanidades. Muitas vezes falta coragem, noutras oportunidades. Me acomodo, relaxo, desvio o pensamento e acabo pegando desvio pro mesmo lugar. Não há mais espaço para tanta comodidade, loucuras estão prestes à acontecer.

"Acho que devemos fazer coisa proibida - senão sufocamos. Mas sem sentimento de culpa e sim como aviso de que somos livres."
- Clarice Lispector



Coração vagabundo

sexta-feira, 19 de agosto de 2011


Às vezes tenho raiva dos meus sentimentos. Muitas vezes tão segura de mim, esqueço. Noutras, não sei o que acontece. Me vejo fácil, dada à saudade. Aquela vontade daqueles lábios, daquele carinho inesperado. Dos abraços demorados e acolhedores. Só querer está ao lado ouvindo aquelas palavras às vezes ditas da boca pra fora por puro fingimento, mas que eu adorei ouvi-las (pois estava apaixonada). E em meio à tanta lembrança e desejo me dou conta de que estou insana em querer dar novas chances à quem não mais merece, ou nunca mereceu. Confusa, muitas vezes não resisto. E deixo mesmo a carne ser fraca e o coração vagabundo.

E lembre-se “…O importante não são os fatos em si, mas sim sua repercussão no indivíduo. (Clarice Lispector) …”.

 

Feiticeiros

terça-feira, 9 de agosto de 2011


Ainda me lembro daquele olhar. Verde. Que perdido em meio a multidão, se encontrou ao meu. Penetrante e sensual. Fiquei enfeitiçada. Sabendo da fama de traiçoeiros que são, me deixei levar pelo poder dessa arma que possui e sabe muito bem como usar. Manuseia sem nenhum esforço. Desejos recíprocos. Um toque labial solene e sem meras apresentações. Um desconhecido, ao mesmo tempo tão familiar. Nada soube. Espero um dia poder te reencontrar em meio à multidão.

 

Avesso

domingo, 29 de maio de 2011


Sabe! O tempo me ensinou que nem sempre é possível impor nossa vontade. Que muitas vezes, é melhor aceitar as regras que o mundo move. Então, fico aqui. Vendo a vida passar e esperando acontecer. Acontecer. Talvez essa seja a palavra que mais desejo. Ansiosas por um futuro sempre confuso. Já pensei numa bola de cristal. De tanto pensar, peguei-me perguntado: qual a graça que teria se soubesse o futuro? Não existiria emoção. Estaria sempre ali com escudo a postos para qualquer possível conflito que a vida me destinasse. E de sorriso aberto para as surpresas, não mais surpresas, que de certo eu adoraria. Talvez o passado fosse mais valorizado. Viveríamos pelo avesso. Em busca do velho e fugindo do novo. Se tiver de acontecer, será.


Solidão, vá embora!

quarta-feira, 4 de maio de 2011


Como tenho me sentido só nesses últimos dias. Uma imensa esperança de que assim repentino, eu vou conhecer alguém que vai mudar a minha vida da noite pro dia. Me apresentar uma nova forma de amar e ser amada. Beijos inesperados, abraços demorados, frases sinceras. Desta vez preciso que seja verdadeiro e duradouro. É sempre tudo tão rápido. Quando começo a curtir já acabou. Sentimentos tão falsos, que às vezes penso que minha vida foi feita de mentiras. Nunca de verdades. Mais do que nunca, eu quero viver essa emoção. Não é mais nem um desejo. É uma necessidade.

O preço da auto-estima

sexta-feira, 29 de abril de 2011


O que eu mais quero não é necessariamente aquilo que está escrito no roteiro que traçaram por mim. O que eu mais quero tem a ver com aquilo em que mais acredito, o que mais fará diferença em minha existência, o que me faz crer que eu nasci para realizar. E dificilmente somos capazes de saber o que nascemos para realizar antes de viver um bocado.

[...] Eu só quero muito o que é importante para mim.

[...] O choro de ontem me trouxe mais uma lição sobre a auto-estima ao me mostrar que não é fazendo o máximo que eu puder que vou me sentir a dona do pedaço, mas sim fazendo o melhor que eu quiser. Desconfio que alcançar um sucesso não desejado é provavelmente tão ruim quanto não alcançar nenhum.

Francine Lima, trecho de O preço da autoestima.

Onde você vê

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Onde você vê um obstáculo,

alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer.
Onde você vê um motivo pra se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência.
Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa…
Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.
Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.
E que é inútil querer apressar o passo do outro,
a não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.
“Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura.”

Fernando Pessoa

Vozinha safada

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O que nos leva a desejar ou querer algo? Querer, desejar é algo tão humano que está misturado aos temperos de nossa sopa sanguínea. Por esse motivo viemos nos tornando aquilo que alcançamos.E vamos combinar, querer e não poder não é para ninguém. Muito menos para humanos.Dentro das minhas meditações vim descobrindo uma vozinha traiçoeira, toda vez que eu mirava em algum projeto, ela soltava: “Chiiii, tem futuro não!”, “Isso aí!, difiiiiicil”.Dei uma apelido singelo à ela: Expectativa Negativa, e sei que ela está embutida nos dispositivos de funcionamento da comunidade humana, e se reflete naqueles pensamentos esquisito que desmerecer nosso desejo, embasados em acontecimentos anteriores que não por um acaso você se deixou levar pela mesma vozinha safada e não obteve o que desejou.

Resumo: ela só serve para minar a vontade e transformar-nos numa pessoa que “acha” que não pode. Se acharmos que não podemos, logo, não podemos.

Isso não tem nada haver com pensamento positivo, e sim com o frescor de se sentir capaz. O que move o universo é a forma que sentimos em relação ao que desejamos.O que quero dizer é que tudo depende da construção da nossa auto estima, é ela que viabiliza e arca com os riscos daquilo que almejamos. Temos um déficit na construção de auto estima por que não somos estimulados a nos conhecer e desenvolver dessa forma. Estamos acostumados a adequar nossas habilidades ao mercado, e nunca descobrir novos mercados que se adéquem às nossas potencialidades. O próprio mercado nos diz que é preciso ter essa ou aquela qualificação, e que sem ela, não estaremos inseridos.Mediante essa necessidade de encaixe, desenvolvemos várias expectativas negativas, pois até que você descubra seu potencial, é bem provável que se leve algumas portas na cara. E cada não, se transforma numa vozinha-safada-desanimante, que é reforçada por vozes de senso comum: “Eu não te disse!”.Não há dificuldades no Universo, tudo é fluido, em fluxo e constante. A dificuldade está sempre dentro de nós. Eu sei, compreendo que este é um princípio difícil de se engolir, mas a beleza desse universo está refletida na fluidez da água, do sangue, dos ciclos e na necessidade de constante movimento que existe dentro de cada um de nós. O movimento e a corrente desse fluxo são determinados pela fonte de nossos desejos: ele veio do coração ou foi uma necessidade que compramos de fora?Somos movidos por várias vozinhas-internas-sabotantes, que passam despercebidas no dia-a-dia frenético. Mas elas não são só vozinhas, elas nos movem, de forma automática e inconsciente. Nos tornamos robôs compulsivamente repetitivos em nossos comportamentos, passando vezes sem fim pelas mesmas situações sem tirar seu proveito. Ao tirar o proveito das situações, seu aprendizado, conseguimos realinhar o tom de nosso fluxo na vida, e com isso, fazer um upgrade no sistema rumo a um salto na cadeia comportamental.É nesse momento que deixamos as vozinhas-sabotantes para trás, transformamos impossibilidades em possibilidades e damos nosso Grito de Liberdade.

Prefiro acreditar no irreal, talvez faça bem!

domingo, 29 de agosto de 2010

Adoro a sensação da liberdade, amo aquilo que me desafia, prefiro o gosto suado da vitória, prefiro assistir a justiça sendo feita e dar risadas do que fazer justiça com as próprias mãos. Prefiro coisas absurdas, do que apenas coisas. Gosto do nada sendo apenas ele, gosto de rir pra você e de você. Gosto de fugir, até de mim mesma, às vezes é bom. Amo estar comigo, mais ninguém. Naqueles momentos raros...Prefiro acreditar no irreal, talvez faça bem! A realidade é dolorosa. Eu não penso muito, eu sonho demais, às vezes tenho que acordar...Eu não escolho nada, eu não escrevo minha história, eu desejo demais, eu não me arrependo, eu faria tudo de novo, viveria todos os segundos outra vez...Às vezes tento fugir, às vezes quero ficar. Eu vou, eu volto, eu estou ou não. Uma parte minha pode ficar e outra pode ir embora. Eu sou feita de mudanças, eu posso pensar duas, três, quatro vezes. Eu gosto de você ou apenas posso falar isso da boca pra fora. Você pode me ver, mas não consegueria enxergar o que realmente sou, onde estou e o que eu quero; como eu te vejo, o que te desejo e o que eu quero de você...Estou aonde eu quero sempre que vou lá. Adoro a sensação de satisfação, não há nada melhor! Adoro dizer o que penso e adoro mais ainda quando você se surpreende com o que eu digo...

Saber Viver

terça-feira, 12 de janeiro de 2010


Não sei...Se a vida é curta ou longa demais para nós,
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido a vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais,
Mas que seja INTENSA, VERDADEIRA, PURA...enquanto durar.

(Cora Coralina)
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