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Querer a gente inventa

segunda-feira, 29 de abril de 2013




"Eu quero, certo? Não sei se devo, também não sei se posso. Se é permitido? Sei lá, acho que também não sei o que é dever ou poder, mas agora estou sabendo de um jeito muito claro o que é precisar, certo? E quando a gente precisa, não importa que seja proibido. Querer? Querer a gente inventa."

-Caio F. Abreu

Necessárias

sábado, 30 de março de 2013

Não sou para todos. Gosto muito do meu mundinho. Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestade. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso. São necessárias! 
-Caio F. De Abreu 

Hoje acordei tão triste. Tão ferida! Ao ponto de deitar a cabeça ao travesseiro e sentir a lágrima derramar. Existem coisas nessa vida que eu gostaria de entender, outras que preferia desconhecer. Como pode você achar que conhece alguém há tanto tempo e num estalar de dedos esse mesmo se tornar um total desconhecido? O visivelmente observável, ficou tão real. Paciência para compreender, sensatez para exonerar-se, confiança para crescer. Tão estranho o que sinto, intenso, talvez cruel. Essa é a vida, suas surpresas e especulações. O necessário se fez inútil. Eu realmente não entendo e gosto de porquês muito bem explicados. E quando nem existe por quê? Felizmente, a vida me ensinou separar o que é útil, do dispensável. Então, nada mais justo do que dispensar o que não me serve mais. 

Questão de tempo

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


“O tempo existe, sim, e devora.” 
— Caio Fernando Abreu. 

O que é o tempo senão a capitação de uma imagem/som, numa sucessão de minutos, horas, dias, anos. Uma distancia entre dois pontos, uma extensão indefinida. Uma maquina angular que roda incansavelmente. O clichê “questão de tempo” que na verdade não existe, o tempo não para, o tempo modifica, metamorfose pode ser boa ou ruim. Um labirinto... Me perco, me acho, me substituo, me modifico, me encaixo, me enfraqueço, enalteço, reconstruo, desfaço. Espaço.

Confissões

sábado, 16 de junho de 2012


‎"Só eu sei que cheguei à humildade máxima que um ser humano pode atingir: confessar a outro ser humano que precisa dele para existir (...) E no momento que se confessa a precisão, perde-se tudo, eu sei."

Caio F. de Abreu

E tudo o mais

sábado, 2 de julho de 2011


Eu vou gostando, eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou… E continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos. E vou dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem pra me dar.

Caio Fernando Abreu

Só que esse pouquinho não me é suficiente. É muito pouco. Ruim. Não que esteja sendo egoísta, ou até mesmo mal agradecida. Mas é verdade. Me sinto muito só, me falta carinho atenção e tudo o mais. Meus pensamentos vem e vão e todo um sentimento se desfaz. É questão de segundos. É tudo tão der-repente, quando penso, detalhes me fazem mudar completamente aquilo que eu pensava que era e uma simples coisinha me faz deixar de ver aquele sentimento como antes.  Um minuto a mais agora tanto faz. Não vai mudar. O que eu quis era pra já. Se sente verdadeiramente, demonstre. Seja sincero, não to pedindo muito, ao mesmo tempo achando que sim. Só é uma necessidade muito própria. Não sei de onde, nem como vem. Mas é necessária. Têm sido um momento carência mesmo. Afetos pra mim se tornaram muito importantes. E todos que me forem dados serão muito bem-vindos.

Ria feito louco

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011


Porque esse talvez seja o único remédio quando ameaça doer demais: invente uma boa abobrinha e ria, feito louco, feito idiota, ria até que o que parece trágico perca o sentido e fique tão ridículo que só sobra mesmo a vontade de dar uma boa gargalhada.

Caio F. de Abreu

Você acha que um gerânio sente alguma coisa?

sábado, 11 de dezembro de 2010


“Fico tão cansada às vezes, e digo para mim mesma que está errado, que não é assim, que não é este o tempo, que não é este o lugar, que não é esta a vida. (…)então eu não sentia nada, podia fazer as coisas mais audaciosas sem sentir nada, bastava estar atenta como estes gerânios, você acha que um gerânio sente alguma coisa? quero dizer, um gerânio está sempre tão ocupado em ser um gerânio e deve ter tanta certeza de ser um gerânio que não lhe sobra tempo para nenhuma outra dúvida…” 

Caio F. de Abreu

Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.