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Crescer...
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
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Feito um balão
sábado, 11 de maio de 2013
Há dias que venho aqui, abro a página, encaro ela por alguns minutos e nada sai. Desisto de escrever. Carrego a impressão de que sempre me perco nas palavras. A ideia era bacana no começo, mas agora começou a me incomodar. Por que? Eu escrevo sempre sobre as mesmas coisas. Tanto indiretamente como diretamente.
Os pensamentos ainda são os mesmos, um pouco disfarçados, um pouco mais coloridos. Meus dedos apenas seguem pressionando as teclas, colocando no fundo branco as letras que formam palavras pesadas que deixam tudo subentendido. Sinto essa audácia de contar, secretamente, o que há de errado comigo. Com a esperança de que alguém compreenda que não é fácil carregar tanto peso no coração quando sentimos demais.
Eu sou pequena, não consigo carregar mais do que os meus bracinhos conseguem aguentar. Imagine só meu coração, que de vez em quando infla feito um balão e me deixa na beira da morte com cada emoção. Elas trazem uma dor de cabeça nível bomba atômica que é tão inconveniente que tem o poder de testar a minha tolerância diante dos conflitos. As pessoas são estranhas quando estão com problemas.
Eu sei que tem algo me incomodando e também sei que esse algo não tem nome. Também queria saber se esse algo vai ficar por muito tempo porque, ultimamente, venho sendo espancada por uma sensação de que não estou pronta para nada.
O estranho é eu estar feliz e sorridente ao observar o mundo. Não é uma escolha própria, nem uma armadilha do destino. Me tornei o que eu sempre temia. Me tornei o tipo de pessoa que finge que nada acontece e que continua seguindo com passos rápidos. Eu assisto a cena enquanto ela acontece de uma maneira da qual eu nunca pude sequer imaginar.
Torço para que ninguém pergunte qual é o meu problema porque eu não saberia o que responder. Apesar de tudo, serei sempre aquela que se revira por dentro até achar uma solução. Sinceramente, prefiro assim. Viver do avesso sem ninguém se metendo no que eu sinto ou deixo de sentir. Não quero ninguém tentando decifrar o que se passa na minha cabeça, pois sempre foi perceptível o quanto eu preciso de espaço, o quanto eu preciso estar dentro da minha própria bolha. Nunca serei capaz de controlar minhas reações, nem minhas emoções.
A vida não é simples e eu não espero que ela seja. Nunca antes da história dela eu me deparei com coisas que pudessem cruzar meu caminho e me manter indiferente por tanto tempo. A verdade é que eu sempre vou me sentir incomodada quando as coisas funcionam em perfeita ordem. Elas significam problemas.

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“Tudo tem sua hora”
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Ô frase complicada de se engolir. Ô “expressãozinha” que entala na garganta.
É difícil calar o ansioso. Quase impossível sossegar um inquieto. O apressado tem urgência não por preguiça de planejar, mas pela dificuldade de lidar com aquilo que ainda se apresenta incerto.
Haja desenvoltura para interagir com o silêncio. Para arrumar ocupação nos intervalos eternos que se apresentam entre as conquistas. Distrair-se naquele espaço vazio que se instala quando estamos esperando por algo. Quando a única alternativa é parar. Pensar. Traçar.
Que não nos falte habilidade para desviar do vão que existe entre um sorriso e outro.
Fernanda Gaona

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Questão de tempo
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
“O tempo existe, sim, e devora.”
— Caio Fernando Abreu.
O que é o tempo senão a capitação de uma imagem/som, numa sucessão de minutos, horas, dias, anos. Uma distancia entre dois pontos, uma extensão indefinida. Uma maquina angular que roda incansavelmente. O clichê “questão de tempo” que na verdade não existe, o tempo não para, o tempo modifica, metamorfose pode ser boa ou ruim. Um labirinto... Me perco, me acho, me substituo, me modifico, me encaixo, me enfraqueço, enalteço, reconstruo, desfaço. Espaço.

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Suspiro Tube: Skank - Respostas
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou pra trás
Também o que nos juntou...
Ainda lembro
Que eu estava lendo
Só prá saber
O que você achou
Dos versos que eu fiz
Ainda espero
Resposta...
Desfaz o vento
O que há por dentro
Desse lugar
Que ninguém mais pisou...
Você está vendo
O que está acontecendo
Nesse caderno
Sei que ainda estão...
Os versos seus
Tão meus que peço
Nos versos meus
Tão seus que esperem
Que os aceite...
Em paz eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou
Prefiro continuar distante...
Dos versos seus
Tão meus que peço
Dos versos meus
Tão seus que esperem
Que os aceite...

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23
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Parei hoje pra refleti o que vivi nesses 23 anos, pensei onde errei e onde acertei, e considerei que tudo o que já passei ajudou a me moldar como sou hoje. Sei que não posso mudar o passado (e nem quero que isso aconteça), mas sei que é importante eu reconhecer e aceitar minhas escolhas para a definição do meu futuro. Agora que venham os próximos dias para poder superar meus desafios e desenvolver minhas qualidades. Mais dias para que eu possa me conhecer mais, me encontrar (ou reencontrar) e descobrir a minha melhor versão.
Como prometido, voltei pra contar sobre o post programado. Então, não me lembrava mais o que eu tinha escrito, mas, posso dizer que não estou mais sozinha, estou muito bem acompanhada, feliz, apaixonada, cheia de planos futuros para com essa pessoa. Apesar de ser um dia de comemorações, eu sempre fico pra baixo no dia do meu aniversário... Eu sou uma pessoa que pensa demais, reflito muito. Coisas vão e vem na minha mente o tempo todo. Eu sei, deveria curti meu dia... Mas ainda não consegui. Enfim, eu não vou ficar falando disso, afinal meu ano pessoal começa agora e espero dele, um ano maravilhoso e que eu possa me realizar.

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Vem correndo
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
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Instantes objetivos
domingo, 3 de fevereiro de 2013
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante "
-Raul Seixas
É tão complicado entender ou tentar entender outra pessoa. Nunca se sabe quando se está agradando ou desagradando. Nada de regras justas, a vida é assim, perdemos e ganhamos preciosidades. Na vida, as diferenças nos dividem, e nos separam. Muitas vezes a motivação se escoa pelo ralo. O balé de dúvidas se forma em nossa mente. As dançarinas começam a ensaiar um novo passo. De repente as escolhas estão diante de nós. Entre desistir ou continuar, uma tem que ser escolhida. Ai você se ver diante do recomeço, do posso tentar mais uma vez. Ou não! Não digo que não sei, porque sei o porquê de mudar bastante. Tenho motivos e prioridades. É como se fosse uma bomba relógio cheia de sentimentos. E numa contagem regressiva se fez a explosão. Num efeito de metamorfose as bailarinas têm dançado num ritmo maior. É tudo muito confuso, mas pra cada ação existe uma reação.

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Vertigens da saudade
domingo, 20 de janeiro de 2013
Às vezes abraçar o travesseiro na cama se torna a melhor companhia. Têm dias, que as noites são realmente complicadas. Às vezes, a vontade que dá, é de sussurrar ao menos uma boa noite, dorme bem. Mas fico quieta, sem dizer uma só palavra. Conversando comigo mesmo, por dentro. Confesso que não entendo algumas coisas, então minhas idéias entram em conflito. Sei que evoluir é aceitar o inaceitável, tem coisas que não são pra serem entendidas, são assim e pronto. Então, durmo. Pode não parecer, mas dormir faz o tempo passar mais rápido, e quando não se sonha, acalenta as vertigens da saudade.

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Desconhecidas, inesperadas...
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
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Falta tudo
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
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Curiosidades; A fadiga da informação
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Há uma nova doença no mundo: a fadiga da informação. Antes mesmo da internet, o problema já era sério, tantos e tão velozes eram os meios de informação existentes, trafegando nas asas da eletrônica, da informática, dos satélites. A internet levou o processo ao apogeu, criando a nova espécie dos internautas e estourando os limites da capacidade humana de assimilar os conhecimentos e os acontecimentos deste mundo. Pois os instrumentos de comunicação se multiplicaram, mas o potencial de captação do homem – do ponto de vista físico, mental e psicológico – continua restrito. Então, diante do bombardeio crescente de informações, a reação de muitos tende a tornar-se doentia: ficam estressados, perturbam-se e perdem em eficiência no trabalho.
Já não se trata de imaginar que esse fenômeno possa ocorrer. Na verdade, a síndrome
da fadiga da informação está em plena evidência, conforme pesquisa que acaba de ser feita, nos Estados Unidos, na Inglaterra e em outros países, junto a 1.300 executivos. Entre os sintomas da doença, apontam-se a paralisia da capacidade analítica, o aumento das ansiedades e das dúvidas, a inclinação para decisões equivocadas e até levianas.
Nada avançou tanto no mundo como as comunicações. Pouco durou, historicamente, para que saíssemos do isolamento para a informação globalizada e instantânea. Essa revolução teria inegavelmente de gerar, ao lado dos efeitos mágicos e benfazejos, aqueles que provocam respostas de perplexidade no ânimo público e das pessoas em particular. Choques comportamentais e culturais surgem como subprodutos menos estimáveis desse impacto modernizador, talvez por excessiva celeridade no desenrolar de sua evolução.
Curiosamente, a sobrecarga de informações pode redundar em desinformação.
Recebíamos antes a notícia do dia e podíamos ruminá-la durante horas. Hoje temos a notícia renovada e modificada a cada segundo, acompanhando em tempo real o desdobramento dos fatos e das decisões, o que rapidamente envelhece a informação transmitida e nos deixa sem saber, afinal, qual a versão mais próxima da realidade do momento. As agências noticiosas não dispõem de tempo para maturar o seu material, há que lançá-lo logo ao consumo – mesmo sob o risco de uma divulgação incompleta ou deformada, avizinhada do boato.
Há 30 anos, o então estreante Caetano Veloso perguntava numa das estrofes de sua famosa canção Alegria, alegria: “Quem lê tanta notícia?”. Presentemente, a oferta de informações, só nas bancas de jornais, deixaria ainda muito mais intrigado o poeta do tropicalismo. Além da televisão aberta, a TV por assinatura põe o telespectador diante da opção de centenas de canais. Há emissoras nacionais e estrangeiras, de rádio e de TV, dedicadas exclusivamente a transmitir notícias. O CD-ROM ampliou consideravelmente a dimensão multimídia do computador. O fax e o correio eletrônico deixaram para trás o telefone, o telegrama e todos os meios de comunicação postal.
A massa de informações gerais ou especializadas contida na imprensa diária exigiria um super-homem para absorvê-la. E, a cada dia, jornais e revistas se enriquecem de suplementos e de encartes pedagógicos e culturais.
É claro que esse processo não vai estancar e muito menos regredir. A informação não poderia estar à margem do mercado competitivo. Não há dúvida, porém, de que precisamos aprender a filtrá-la, a ajustá-la ao nosso metabolismo de público-alvo.
A eletrônica e a informática estão a nosso serviço, mas não substituem as limitações orgânicas, cerebrais e emocionais do homem. A informação nos faz também sentir as dores do mundo, onde quer que ocorram sob a forma de calamidades, tragédias, adversidades coletivas ou individuais. Ou buscamos um equilibrado “modus vivendi” com as pressões da prodigiosa tecnologia da comunicação, ou o feitiço vira contra o feiticeiro. O oxigênio da informação, sem o qual no passado recente não conseguiríamos respirar, terá de ser bem inalado para não nos ameaçar com a asfixia, o estresse, as neuroses e, quem sabe, o infarto.
- Augusto Marzagão
Revista da Comunicação. Rio de Janeiro, ano 12, n.º 46, novembro de 1996, p.20-21.

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SuspiroTube: Aquela dos 30
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
...
Hoje já é quinta-feira
E há pouco tinha quase 20
Tantos planos eu fazia
Eu achava que em 10 anos
Viveria uma vida
E não me faltaria tanto pra ver
...
O tempo falta
E me faz tanta falta
Preciso de um tempo maior
Que a vida que eu não tenho toda pela frente
É do tamanho do que a alma sente
...
Já é quase meia-noite
Quase sexta-feira
E me falta tanto ainda
Tenho 22 e... Sou jovem pra ser velha. E velha pra ser jovem.

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O ritmo dos pingos
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Chuva traga o meu benzinho
Pois preciso de carinho
Diga a ela pra não me deixar triste assim...
O ritmo dos pingos ao cair no chão
Só me deixa relembrar
- Los Hermanos
Noite quente... Incômodos... Chuva... Lembranças...
Trouxe a chuva, momentos não mais lembrados... Trouxe saudade. Chuva, chuva... Acalme-me, não me enlouqueça. Exale seu cheiro e não o cheiro de antigos abraços. Faça seu balé... e lave as mágoas. Simplifique esse complicado espaço de tempo.

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Só quero exceções
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
“O que me mata é o cotidiano. Eu queria só exceções.”
- Desconhecido
Essa caixinha de surpresas que é a vida é mesmo muito enigmática. Num dia ela te trás um baú de felicidade, no outro, um baú de desastres. Não que eu esteja num momento drástico, mas estou cansada, minha mente está cheia... Tenho pensado mil coisas ao mesmo tempo. Preciso mesmo de férias físicas e mentais. Mas por outro lado, também não chega a ser um baú de felicidade, mas tem acontecido tanta coisa boa, que me purifica e me deixa mais leve, com vontade de gargalhar pra o mundo todo. Adoro essas sensações, essas aventuras... a única coisa que posso afirmar é que são momentos dos quais não me arrependo e faria tudo exatamente igual.

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Isso é perda de tempo?
terça-feira, 9 de outubro de 2012
“Ia escrever sobre você de novo. Desisti. Tenho perdido muito tempo com você, tenho perdido todo o meu tempo com você. Me perdi em você, perdi você, agora me perco por você. Perco todo o meu tempo com você. As vezes perco todo o meu tempo perguntando se isso é perda de tempo. Será que você perde o seu tempo comigo? Isso não é sobre você. Isso é sobre eu tentando pensar em outras coisas.”
— PC Siqueira.

Um cafuné
“Ela só quer, como toda mulher, ser vista. Ser notada. Ser elogiada. Ser sentida. Ser amada. Ser reconhecida. Ela só quer que alguém pegue sua autoestima no colo e faça um cafuné.”
— Clarissa Corrêa.
Sabe quando você conhece alguém que te faz rir, que te acaricia, te beija, te abraça, te elogia, isso tudo ao mesmo tempo e toda hora? Não se trata de amor nem de paixão, mas de companheirismo, de conforto, de acolhimento, de amizade, cumplicidade mútua... Ah! Isso é tão bom, faz bem a alma, ao ego. É uma sensação de leveza e riso frouxo. Nossa! Isso é muito, muito bom.

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Cobaias
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Como diz o velho ditado, “pra bom entendedor, meia palavra basta”. Então, eu sou boa entendedora. E venho entendendo tudo já a um certo tempo, aliás, eu sempre entendi, mas às vezes gosto de me fazer desentendida. Ao contrário do o que às vezes eu demonstro ser, não sou nada boba. Ao contrário da imagem que passo, eu não sou nada santa. Ao contrário do o que muitos julgam, eu sou uma divergência de contrários. Eu posso adorar desprezando e desprezar adorando. É só uma questão de ponto de vista. Se tá bom, eu quero que fique ótimo, e se tiver ruim, eu não insisto muito. Já até insisti, hoje decidi que não mais. Só não concordo com essa discordância de palavras e fatos. Percebi em mim, certos poderes. E percebi mais ainda que tenho cobaias de sobra pra testar. Comecei a testar, e quer saber?... estou adorando.
Erro
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Sempre achei que tinha nascido no lugar errado. Hoje tenho a certeza maior que nasci na cidade errada, no tempo errado, com pessoas erradas, momentos errados, sentimentos errados. Tudo tem sido um erro. Não é suficiente o que sou hoje nem pra mim, nem pra muitos. E sinceramente, não me importo de não mais suprir exigências. Mas importo muito, por saber que sou insuficiente pra mim. O que acaba sendo mais um erro.
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Sinto faltas
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Sinto falta. Falta de você o tempo todo. Sinto falta. Falta da espontaneidade, falta de certos sorrisos e malicias, falta das bobagens ditas sem pensar e ao ser percebidas, serem envergonhadas. Sinto falta, falta de toques, de palavras, de momentos, de beijos e cheiros. Sinto falta, de cada gota caída no vidro, da neblina que ofuscava as luzes da cidade. Falta de olhos que observam e devoram; braços que acolhem e aconchegam; falta do colo. Sinto falta de adjetivos, falta de como me saudava. São faltas.

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