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Dor

sábado, 11 de janeiro de 2014

Não tenho palavras pra definir o que estou sentindo agora. Ver minha mãe lutando pra respirar naquele leito de hospital, num corredor à espera de uma vaga. Se pudesse arrancaria meus pulmões e colocaria-os nela pra não ver sofrendo daquela forma. Não existe dor maior do que saber que alguém que lhe deu a vida está partindo e não poder fazer nada. Difícil ter força pra suportar tudo isso e fingir pra ela que não está acontecendo nada. Só sinto dor, uma dor inexplicável.

Aprender a esquecer, e sobreviver

terça-feira, 29 de março de 2011


Em pouco menos de um ano minha vida mudou completamente, desde as melhores amigas até a cor do meu quarto. Aprendi algumas coisas da pior maneira possível. Sozinha. Mas, gosto de pensar que o mal só existe para que possamos enxergar na hora certa o bem. E agora, eu o vejo claramente ao meu redor.

Mas, nem tudo é tão fácil como parece. Quando se sabe o que fazer, não tomar a decisão errada é ainda mais difícil. Porque partir o coração bisbilhotando coisas nas redes sociais não é algo que uma pessoa em sã consciência faria. É?
Acho que a gente tem um pouco disso. Aquela vontade de cutucar a ferida, de saber se já cicatrizou ou ainda sangra. Ir ao encontro da dor, pra saber se realmente sabemos o caminho de volta. E são nessas, que a gente se perde. Que a gente machuca quem não merece sofrer de novo.
Às vezes nosso egoísmo fala mais alto, e na tentativa de descobrir de onde vem aquele aperto constante no peito, deixamos coisas importantes em segundo plano. Pessoas importantes. Sim. A vontade de contrariar e enganar o presente existe, trazer de volta o passado por alguns instantes e fazê-lo futuro. Esta é a eterna batalha que acontece dentro da gente. O tempo é o juiz. Que decide quem sobrevive e quem morre. Em alguns casos, quem quase morre e quem quase sobrevive.
Lidar com tudo isso pode ser uma tarefa complicada. A vida real não é como no contos de fadas. O príncipe pode aparecer para simplesmente estragar tudo. Ou te salvar dos dragões. Você pode amar os dragões mesmo eles sendo tão cruéis com você.
Percebe como é complicado? Quanto mais a gente pensa sobre, menos a gente entende.
Então escolhi mentir pra não escolher. Pra aprender a esquecer, e sobreviver.


Depois dos Quinze

Retrocessos

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010


Não me aproximo porque, veja bem, sabe lá quem habita a tua solidão. Hesito. Recuo. Me afasto tristíssima. E te imagino em poses e sorrisos, voz grave e cabelos desgrenhados, preso nas minhas fantasias mais loucas e movimentadas. Numa delas sou um bichinho invisível, com asas, que adentra tua casa e te observa em segredo. Faço o contorno do teu corpo todo com os olhos, parada contra a parede do teu quarto, imóvel, enquanto tu te atiras na cama. Cansado. Tu olhas para o teto imaginando mil coisas, memórias, compromissos, desejos, saudades. Te fito com dor. A luz do abajur faz sombra na tua pilha de livros, que folheei um dia e quis pedir emprestado mesmo sabendo que não havia intimidade para pedidos. Por razões que desconheço, nossas aproximações foram sempre pela metade. Interrompidas. Um passo para a frente e cem para trás. Retrocessos. Descaminhos. Procuro sinais de algum amor teu. Vestígios de noites passadas. Tu não me vês, estou incógnita a te observar. Como sempre estive, olhando pelas janelas, de longe, coração apertado. Nós poderíamos ser amigos e trocar confidências. Assistiríamos a filmes, taça de vinho nas mãos, e tu me detalharias as tuas paixões e desatinos. Nós poderíamos ser amantes que bebem champanhe pela manhã aos beijos num hotel. Caminharíamos, e eu te olharia atenta, numa tentativa indisfarçável de gravar o momento e guardá-lo comigo até o fim dos meus dias. Ou poderíamos ser apenas o que somos, duas pessoas com uma ligação estranha, sutilezas e asperezas subentendidas, possibilidades de surpresas boas. Ou não. Difícil saber. Bato minhas asas em retirada. Tu dormes, e nos teus sonhos mais secretos, não posso entrar. Embora queira. À distância, permaneço te contemplando. E me pergunto se, quem sabe um dia, na hora certa, nosso encontro pode acontecer inteiro. Porque tu és o único que habita a minha solidão.

Perdendo os sonhos

sábado, 29 de maio de 2010


É difícil pensar assim.

Muita coisa perdeu o sentido pra mim e essa perda não foi nada suave. Enfim... A gente cresce com a idéia de que tem que acreditar em alguma coisa, mas não imagina que a maior certeza de nossas vidas é que essa coisa, qualquer que seja ela, vai ser arrancada da gente sem piedade. E é assim que a gente se torna adulto: Perdendo os sonhos.

Sei lá

terça-feira, 25 de maio de 2010


Tudo que é necessário não precisa ser difícil
Ganhar o seu carinho Pra que tanto sacrifício
Antes de te conhecer é verdade, eu passava muito bem
Quem fica sofre mais Se quem vai é quem não ama
Você nem me deu as costas e eu já estou vivendo o drama
Eu devia aproveitar que está no início
E jogar água na chama

Você tem o olhar carente que pede pra gente te amar
Ou sou eu que quero me justificar
Nessa coisa doida que não me deixa respirar
Sei lá, eu estou é perdendo tempo
Tentando explicar o amor já está lá dentro
E só quem vai tirar é você ou eu
Deixando você passar

Quem sabe eu tenha o beijo que faltava em sua boca
Quem sabe depois disso você tire até a roupa
Vai que todo dia você queira a mesma coisa
E eu estou feita
Vai ver que no início
Você só marcava toca
E agora que eu te amei
As suas garras estão mais soltas
Vai que o jogo vira
E antes que eu fique mais louca
Você deixa, deixa o dia amanhecer
E eu acordo com você, eh, eh
Vai ser bom demais

E aí será que você volta
Tudo à minha volta, é triste
E aí, o amor pode acontecer
De novo pra você, palpite

[Helena Elis]

me diz

sexta-feira, 9 de abril de 2010

É que quando eu olho para o outro é muito difícil distinguir até que ponto o outro é. É fácil, porém, projetar as coisas da minha própria alma no outro. Aquilo que eu vejo em você está mesmo em você ou sempre esteve em mim?

Ah, o amor...

domingo, 10 de janeiro de 2010


Como é difícil lidar com uma coisa tão sem explicação né? (não to dizendo que eu to apaixonada hein:] ) É que muitas vezes acontecem coisas inexplicáveis ou as vezes o amor faz pessoas se desapaixonarem , se distanciarem . Às vezes pelo o amor, as pessoas se machucam sem querer, ou até mesmo, param de se amar, e jogam a vida fora como se fosse uma prova de escola em que tirou zero. Matam-se, ou matam a outros. Ah o amor... Coisa inexplicável!

Se alguém reclama de você, ouça...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009


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"É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos,
realidade!!!"

Cecília Meireles

Ouvindo: Carla Bruni - Chanson triste

Enem 2008

segunda-feira, 1 de setembro de 2008


Hoje escrevo uma critica ao ENEM 2008.

A prova foi aplicada ontem das 13:00 ás 18:00 ... agora eu me pergunto quem foram os elaboradores daquela prova? pois passar 5 horas sentanda dentro de uma sala lotada e sendo submetida a uma prova daquela! Ninguem merece.Uma prova cuja as questões eram enomes, com respostas também enormes...tudo bem que esse simulado é como uma chave para entrar na faculdade, mas questoes como aquelas sinceramente deixam qualquer um a desejar. Haviam questões que tomavam metade da folha.Vocês acham isso justo?
Acho que nenhum estudante deve ser submetido a esse tipo de tortura.Porque isso é uma tortura; talvez seja por isso q o indice de educação no Brasil seja tão baixo. Quanto ao tem da redação eu achei excelente. Pois devemos mesmo contriuir para o fim do desmatamento na Amazônia. Se o ritmo continuar do jeito que anda, daqui a alguns anos esse verde nem nosso será mais, afinal , outros paises ja estao de olho em nossas matas.Mas apesar de gostar do tema da redação eu também tenho criticas a fazer.
  • O texto não ajudou em nada, pois ao invés de visar os danos que os desmatamentos esta causando a floresta; apenas ressaltou a ipotese da economia das agroindustias diminuir por falta de chuva.
  • As opcões foram bizarras; a unica que visava a puniçao para o desmatamento era a 3º opção.
  • As outras duas opções so visavam lucros agroindustriais.

Acho que se era pra escrever sobre desmatamento, deveriamos apontar sugestões de como vencer esse crime e não refoçar o uso de nossas matas para fins lucrativos e abusivos dos homens.

Este foi o meu desabafo...

Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.