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Suspiro Tube: Declare seu amor
terça-feira, 12 de junho de 2012
Eu sou um combinado
terça-feira, 20 de março de 2012
CÉREBRO ESQUERDO
Eu sou o cérebro esquerdo
Eu sou um cientista. Um matemático.
Adoro o que é familiar, eu categorizo. Eu sou preciso. Linear
Analítico. Estratégico. Eu sou prático.
Sempre no controle. Um mestre nas palavras e na linguagem.
Realista. Eu calculo as equações e brinco com os números.
Eu sou a ordem. Eu sou a lógica.
Eu sei exatamente quem eu sou.
CÉREBRO DIREITO
Eu sou o cérebro direito.
Eu sou criatividade, um espírito livre. Eu sou paixão.
Anseio. Sensualidade. Eu sou o som da gargalhada gostosa.
Eu sou sabor. A sensação da areia nos pés descalços.
Eu sou movimento. Cores vibrantes.
Sou o chamado para pintar na tela branca.
Sou imaginação sem limites. Arte. Poesia. Eu percebo. Eu sinto.
Eu sou tudo aquilo que eu quero ser.
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Algum remédio pra dar alegria
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
Que ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio pra dar alegria
(Cazuza)

Poesia de Cego
terça-feira, 7 de setembro de 2010

(...) Porque há o inefável. O amor não é um número. A amizade não é. Nem a simpatia. A elegância é algo que flutua. E se Deus tem um número - eu não sei. A esperança também não tem número. Perder uma coisa é inefável: nunca sei onde as coloquei. Inclusive perco até a lista de coisas a não perder. Morte é inefável. Mas a vida também o é. Inclusive ser é de um provisório impalpável. (...)
Clarice Lispector
Um grande escritor tem essa marca: nunca perde a atulaidade. Clarice era dessas. Lindo e oportuno o texto dela, como sempre.

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Ao meu desconhecido
domingo, 18 de julho de 2010

Ando me exibindo por ai, para rostos anônimos que correm as ruas sem esquinas. Mostro pedaços soltos, letras miúdas, rimas perdidas... Ando tão menina! Longe do medo, coberta por uma esperança boba que me abraça, eu sigo pela praça! E lá vou eu, rebolando a minha poesia solta pela calçada. Os meus passos tentam prestar atenção em cada número que se apresenta e, ás vezes, no meio de tanta face diferente, eu acabo perdida nas minhas entre - quadras. E quando me vejo assim, no meio dessa confusão, fecho os meus olhos. E de repente: tudo acontece! Ultimamente, eu costumo sonhar com o desconhecido! De cara velada, ele me pega pela mão e me arrasta para longe... Suspensa! E vai me guiando para um lugar onde não preciso mais pisar no chão, segurar os meus pertences e muito menos me preocupar com números chatos. Ele me faz rir, fazendo cócegas no meu ego inflado e me deixa assim: curiosa e exibida! Eu tento manter os meus olhos fechados e busco uma pista qualquer que me leve ao seu esconderijo. Um desconhecido íntimo. Anônimo. Misterioso. Mas de repente, meus olhos já estão abertos e sopram a realidade a minha face: “Quando a gente não sabe onde pisa, é sempre melhor ficar de letras caladas.”

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