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O silêncio que ecoa

segunda-feira, 29 de junho de 2015


Às vezes, me engasgo nas palavras que quero dizer. Quer preciso de dizer. Que prefiro calar. Assim, como quem quer tudo, mas aceita de bom grado o que o destino oferece. Que come pelas beiradas. Que vai sem pressa. E bem disse o poeta – que o silêncio era capaz de ser pleno. Em tudo. Até nas palavras que não dizemos. Que não gritamos. Que não proclamamos para si. Porque de nada adianta falar, gritar, quando o outro não quer ouvir. Entender. Aceitar. Às vezes, a gente diz muito mais quando se cala. Quando entende que a melhor coisa a se fazer, é não fazer nada. Esperar. Guardar energias para coisas realmente mais urgentes. Como, por exemplo, o agora. O que depende de mim. O que posso mudar. O que devo mudar. O que preciso mudar. Falar. Não só calar. Em tudo. Eu sei. A gente sabe. É que, vez ou outra, o melhor microfone para quem tem tudo entalado na garganta é o silêncio que ecoa. Que fala melhor que três livros em série. Você me entende.

Matheus Rocha

Estranheza humana

segunda-feira, 26 de maio de 2014


Tenho observado as coisas da vida e como tudo isso tem sido muito louco. Como as pessoas se modificam tão rapidamente, de dia elas se gostam, de noite se estranham e seguem cada uma pra seu lado. Triste confiar, achar que tudo dito foi verdade e depois parar pra pensar e ver que tudo aquilo não passou de um teste, um jogo ou sei lá o que. Que sua confiança morre ali, que sua cabeça vai se tornar um turbilhão de pensamentos confusos. É como se sentir uma estranha numa cidade desconhecida. Totalmente perdida!

Feito um balão

sábado, 11 de maio de 2013

Há dias que venho aqui, abro a página, encaro ela por alguns minutos e nada sai. Desisto de escrever. Carrego a impressão de que sempre me perco nas palavras. A ideia era bacana no começo, mas agora começou a me incomodar. Por que? Eu escrevo sempre sobre as mesmas coisas. Tanto indiretamente como diretamente. 

Os pensamentos ainda são os mesmos, um pouco disfarçados, um pouco mais coloridos. Meus dedos apenas seguem pressionando as teclas, colocando no fundo branco as letras que formam palavras pesadas que deixam tudo subentendido. Sinto essa audácia de contar, secretamente, o que há de errado comigo. Com a esperança de que alguém compreenda que não é fácil carregar tanto peso no coração quando sentimos demais.
Eu sou pequena, não consigo carregar mais do que os meus bracinhos conseguem aguentar. Imagine só meu coração, que de vez em quando infla feito um balão e me deixa na beira da morte com cada emoção. Elas trazem uma dor de cabeça nível bomba atômica que é tão inconveniente que tem o poder de testar a minha tolerância diante dos conflitos. As pessoas são estranhas quando estão com problemas. 
Eu sei que tem algo me incomodando e também sei que esse algo não tem nome. Também queria saber se esse algo vai ficar por muito tempo porque, ultimamente, venho sendo espancada por uma sensação de que não estou pronta para nada. 
O estranho é eu estar feliz e sorridente ao observar o mundo. Não é uma escolha própria, nem uma armadilha do destino. Me tornei o que eu sempre temia. Me tornei o tipo de pessoa que finge que nada acontece e que continua seguindo com passos rápidos. Eu assisto a cena enquanto ela acontece de uma maneira da qual eu nunca pude sequer imaginar. 
Torço para que ninguém pergunte qual é o meu problema porque eu não saberia o que responder. Apesar de tudo, serei sempre aquela que se revira por dentro até achar uma solução. Sinceramente, prefiro assim. Viver do avesso sem ninguém se metendo no que eu sinto ou deixo de sentir. Não quero ninguém tentando decifrar o que se passa na minha cabeça, pois sempre foi perceptível o quanto eu preciso de espaço, o quanto eu preciso estar dentro da minha própria bolha. Nunca serei capaz de controlar minhas reações, nem minhas emoções.
A vida não é simples e eu não espero que ela seja. Nunca antes da história dela eu me deparei com coisas que pudessem cruzar meu caminho e me manter indiferente por tanto tempo. A verdade é que eu sempre vou me sentir incomodada quando as coisas funcionam em perfeita ordem. Elas significam problemas.

Yasmin Back


Solidão...

segunda-feira, 15 de abril de 2013


Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida. .. Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma....

Francisco Buarque de Holanda

23

sábado, 9 de fevereiro de 2013


Hoje li que no dia do seu aniversário é o início de seu ano pessoal. 
Parei hoje pra refleti o que vivi nesses 23 anos, pensei onde errei e onde acertei, e considerei que tudo o que já passei ajudou a me moldar como sou hoje. Sei que não posso mudar o passado (e nem quero que isso aconteça), mas sei que é importante eu reconhecer e aceitar minhas escolhas para a definição do meu futuro. Agora que venham os próximos dias para poder superar meus desafios e desenvolver minhas qualidades. Mais dias para que eu possa me conhecer mais, me encontrar (ou reencontrar) e descobrir a minha melhor versão. 


Como prometido, voltei pra contar sobre o post programado. Então, não me lembrava mais o que eu tinha escrito, mas, posso dizer que não estou mais sozinha, estou muito bem acompanhada, feliz, apaixonada, cheia de planos futuros para com essa pessoa. Apesar de ser um dia de comemorações, eu sempre fico pra baixo no dia do meu aniversário... Eu sou uma pessoa que pensa demais, reflito muito. Coisas vão e vem na minha mente o tempo todo. Eu sei, deveria curti meu dia... Mas ainda não consegui. Enfim, eu não vou ficar falando disso, afinal meu ano pessoal começa agora e espero dele, um ano maravilhoso e que eu possa me realizar.

Quero mais...

sábado, 26 de janeiro de 2013


E quando acordo o primeiro pensamento do dia é você. Acompanhado de um saudoso bom dia. Fecho os olhos e lembro-me dos nossos momentos, vividos e futuros. Aquela sensação de quero mais, quero mais, quero mais. E vejo a dependência de te ter aumentando. O pensado foi diferente, e mesmo com as tentativas de fuga, perdi a brincadeira de pique - esconde. Você me achou e estou apaixonada. Com sorriso bobo estampado na cara. Muitas vezes com saudade acumulada. Eu sei! Confesso... Tenho medo. Mas eu quero, e se eu quero, não tem o que se discutir. Te preciso um tantão, e isso é notório.

Pensamentos que gritam

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Teus sinais me confundem da cabeça aos pés, mas por dentro eu te devoro. 
-Djavan 

Não sei como definir os problemas que resolvemos deixar pra trás. Vidas que se cruzam, talvez seja destino. Um momento que se congela, uma saudade que machuca o peito. São pensamentos que gritam num silêncio que diz tudo. E te reencontro, e te sorrio, e te beijo a boca mais uma vez. Olho-te nos olhos, olho novamente, sinto um carinho demorado. Observo, escuto, e fico confusa. Atos e situações contradizem algumas palavras. Minha alma pede a tua numa espera que durará mais do que deveria. Resolvi deixar o orgulho no passado e esperar o destino me guiar.

Turbulência

quinta-feira, 29 de novembro de 2012


Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa. 
- Guimarães Rosa 

Acordei num dia estranho. O corpo tenso, a mente longe. Novidades, surpresas, informações. Tudo num complexo desconecto. A saudade. A fragilidade dando as caras... A vontade do choro. Uma tristeza desconhecida, uma ausência. Um vazio. Muitas vezes querendo saber menos, noutras mais. Confusa, chateada, agradecida. Na cabeça, uma turbulência de idéias e pensamentos.

Particular abstrato

sábado, 10 de novembro de 2012


Segredos... Momentos únicos, frágeis e fortes. Um particular abstrato. Encantos, satisfações. Pouco dito, pouco compartilhado. Um conjunto desconexo, preso em épocas distintas. Pensamentos envenenados, olhares ávidos ou insolentes. Tudo muito real e humano. Sentimentos que se rompem por vontade própria e se despedaçam como blocos de areia.

Algo ou alguém: você

segunda-feira, 23 de julho de 2012


“O (...) amor é um doce desespero.” – Colin Clark 

Você está a me fazer falta demais. A situação começou a se complicar. Vejo-me rodeada de pessoas. Quando percebo já estou sozinha. É como se eu tivesse entrado num sonho e acordado em algum lugar desconhecido. Perdida, desnorteada, confusa e espantada. Parada ali, levando esbarrões de pessoas que não consigo enxergar, mas sinto a travessia. Olho aos lados diversos, procuro-te e novamente perco-me. A complexidade dos pensamentos começa a tontear-me. Tento segurar em algo ou alguém, mas caio, não existe nada nem ninguém. Levanto-me! Tudo parece muito embaçado. E percebo que continuo perdida.

Que tenha

domingo, 1 de julho de 2012


Que tenha fogo, que domine o pensamento e traga sentido novo. Que tenha paixão, desejo. Que tenha abraço e beijo e seja a melhor sensação. Que preenche a vida vazia, mande embora a agonia e que traga pro coração.

Suspiro Tube: Nechivile - Sem ar

terça-feira, 26 de junho de 2012


Meus pés não tocam mais o chão
Meus olhos não vêem a minha direção
Da minha boca saem coisas sem sentido
Você era o meu farol e hoje estou perdido

O sofrimento vem à noite sem pudor
Somente o sono ameniza a minha dor
Mas e depois? E quando o dia clarear?
Quero viver do teu sorriso, teu olhar

Eu corro pro mar pra não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar
Contemplando as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito, é mais que uma emoção
Esqueci do meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz, sem ar

Perdi o jogo, e tive que te ver partir
E a minha alma, sem motivo pra existir
Já não suporto esse vazio quero me entregar
Ter você pra nunca mais nos separar
Você é o encaixe perfeito do meu coração
O teu sorriso é chama da minha paixão
Mas é fria a madrugada sem você aqui,
Só com você no pensamento

Eu corro pro mar para não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar
Contemplando as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito, é mais que uma emoção
Esqueci do meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz

Meu ar, meu chão é você
Mesmo quando fecho os olhos
Posso te ver...

Gira por ti

terça-feira, 22 de maio de 2012


E, mesmo que eu ainda não saiba porque, meus pensamentos sempre me lembram você. É como se todo o (meu) mundo girasse por ti.

Vagando

terça-feira, 20 de março de 2012


Da vida o que espero? Não tenho esperado nada, apenas uma mesma vida. Ando cansada destes dias e mais dias que ando a me desviar. Não sinto mais as vontades que antes sentia. E as horas se passam lentamente, o único desejo que tenho é de apenas acelerar. Tenho sido preguiçosa, desatenta e rigorosa. Tenho seguido regras surgidas nem sei de onde, nem por quem foram inventadas. Sei apenas que sigo. Talvez a me maltratar. Nem sei mais o que quero, nem tenho mais um pensamento fixo. Minha mente anda a vagar. Sozinha, perdida. Nada tenho sabido, nem sei o quanto isso vai durar. Sei que agora é apenas o que sinto. Sinto!? Nem sei se posso chamar tal coisa de sentimento. Devaneio. Devaneio.

 

Metamorfoseando

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012



Sabe quando agente passa um dia com um pensamento fixo, dorme e acorda e ela está ali? Então, foi o que aconteceu nos últimos dias. Ainda acredito que o pensamento enlouquece. E espero eu que não esteja insana, que não erre com minhas decisões. Mas, eu cansei. Cansei mesmo! Não tem sido fácil lidar com diversas situações em que vivo, resolvi dar um basta a elas e talvez até tornar muitas piores ainda. É, piores. O fato de querer deixá-las melhores ou piores, isso é o destino, o tão poderoso destino, quem vai dizer, porém, tenho pés no chão e sei que elas podem piorar sim (talvez a solução, se piorar eu desisto). Os momentos, os sentimentos e as razões rumarão em direções opostas. Meu coração vai ficar de fora, não quero que ele se envolva nisso porque ele só me deixa mais confusa. Cansei de estar confusa, de fica me auto-julgando disso ou daquilo. Só percebi que tem coisas que se não acontecessem eu não cresceria, não conheceria as pessoas como verdadeiramente são, e muitos outros aprendizados. Uma antiga “Eu” vai voltar, não por completo... Não, porque hoje eu sou uma mulher, que pensa como uma mulher adulta, e que age com outros princípios.  Mas, como dizem que não podemos esquecer as nossas origens, nada melhor do que levá-las consigo né? Sei que muitos torcerão o nariz, mas de narizes tortos eu já estou cheia... E se quiser falar, que fale. Já não falavam antes? Um a mais, um a menos, não vai fazer a mínima diferença... Afinal, quem paga minhas contas sou eu. Posso no meio disso tudo querer voltar atrás. Sou humana, e também erro. O que não gosto, é de não tentar.

Ps.: Quero com essas mudanças me dedicar mais ao blog, espero que vocês gostem... e aviso que vem muita novidade por aí.

Nesta data (2.2)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012



Mais um ano que se passa e hoje fico mais velha. Vi-me rodeada de mudanças, mas bem lá no fundo a mesma. Fiquei pensando numa maneira de não pensar se foi bom ou ruim. Mas repensei tudo o que vivi durante esses 365 dias. Houve momentos que parei e me perguntei: “Essa sou realmente eu? Porque estou agindo assim?” Ainda não encontrei as respostas. Apenas acredito que a vida lhe faz passar por diversas mutações. Sei que magoei... Que fiz tristes e alegres, que compartilhei... Não só os bons, mas também os ruins momentos. Sei que eu sou assim, autora de impulsos, que vivo os meus momentos na hora que eles têm que acontecer. Mesmo que eu me arrependa depois. Só não quero um dia sentar e ficar me lamentando os porquês de não ter feito isso ou aquilo. Nada já feito foi em vão. O que me fez bem foi ótimo, e vou levar pra sempre na memória. O que me fez mal foi uma lição, um aprendizado. O que se levar de uma vida que não se passa por desafios? Nada. É preciso dar a cara à tapa e receber lições que um dia, pode não ser hoje, mas um dia lá na frente vai agradecer por ter acontecido. Assim saberá como enfrentar. Hoje é meu dia. Unicamente meu? Não! Seria egoísmo demais dizer isso, pois há tantas outras pessoas neste mundo que também fazem parte deste dia. Desta data. Mas, como mais um aniversário, vou receber um monte de parabéns e alguns presentes. Ou não? Nunca se sabe né!... rs. 
Não sei muito falar de mim. Fico tímida. Talvez apenas o meu mistério. O meu segredo. Não é todo mundo que tem o direito de mergulhar nas minhas emoções, de conhecer os meus eus, de viajar junto aos meus pensamentos. Se você for uma dessas pessoas, talvez saiba como me sinto hoje. Se não. Não perca seu tempo tentando imaginar. Sou muito complicada. E dispenso o perfeitinha.

Antídoto

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012



Não é fácil não pensar em você a cada instante. Fico imaginando onde você está e o que anda fazendo. Uma paranóia sem igual. Como se fosse meu, registrado em cartório. Como se eu tivesse por obrigação saber dos teus passos. Não é fácil. São sensações nunca vividas. Parece que me possui, e pensar em você se tornou uma mania. Na verdade eu preciso aprender, reeducar meus pensamentos. Preciso de controle mental. Por mais que eu tente, não tem sido fácil. Não sei se te encontrar é bom. Mas quando não te vejo é muito ruim. Fico naquela ansiedade terrível. É! Eu sofro desse mal. E quando viaja, a ansiedade em te ver me consome. Deixa-me sem forças, sem animo nenhum pra seguir o dia. É como se tivesse sido envenenada. Mas eu preciso de um antídoto. O único problema é que meu antídoto é você.

Chorastes? Chorei!

terça-feira, 22 de novembro de 2011


Desconcentrada, desconcertada envolta a pensamentos que me maltratam, me fazem lembrar, sorrir, chorar. Na vida agente tem que fazer certas escolhas que doem. Mesmo dizendo eu não quero, elas doem porque no fundo, bem lá no fundo eu quero. Eu quero demais. Porém, esse querer judia. Ele não depende apenas de mim. perdida nesse cativamento, já sorrir, momento de intensa felicidade vivi. Já me decepcionei, mas perdoei. Me entristeci numa despedida, me reanimei. Me envolvi, não menti. Magoei. Chorastes? Chorei!... corroeu minh'alma. E o coração transplantado entrou em processo de rejeição. Poucas palavras, e uma ansiedade que bate-me na cara. Perdão pela insatisfação. Também não é justo me condenar dessa forma. Eu quero, quero muito, não queria fazer desses momentos uma lembrança guardada numa caixinha no fundo do armário. Eu só preciso de um retorno.

Estranha ausência

segunda-feira, 21 de novembro de 2011


Sabe quando você lembra do sorriso dele, e involuntariamente você sorri também? Então... 

–Caio Fernando de Abreu 

Houve um momento hoje, em que experimentei uma estranha ausência. Senti-me incompleta. A cada 5 minutos me perco em pensamentos e os segundos se tornam irritantes. É ruim pensar e não poder sentir. É confuso pensar e desacreditar. É triste pensar e desiludir-se. Mas, lembranças ficam e se esquecem de ir embora. Tento não lembrar, então... teu sorriso me vem a mente, teu fôlego ronda minha audição, teu toque me arrepia a pele e teus pensamentos observados me invadem. Não sei o quanto avassalador foi esse sentimento, mas me surtiu, um efeito insano, onde perco minha lucidez, e em ti volto a lembrar. Ah, como queria te odiar!... Eu não consigo, será por quê?

Imagináveis, possíveis

sexta-feira, 28 de outubro de 2011




Promessas, promíscuas, aquelas e mais o que venha à boca. A mesma coisa sempre. Indiferente das demais, iludem. Sonha-se, pensa-se, repensa. Acorda! Nem chegou a ser sonho, foi apenas uma vertigem. Entendida de forma única e mesquinha, de forma que ninguém mais possa entender. Apenas por devaneios que talvez por alguns minutos serem bons demais. Porém, insuficientes. Para que? Não consigo definir, nem ao menos mencionar algo, porque não sei, não percebi. Talvez não senti. Ou senti demais. Não sei. Não sei. Não sei. Não sei... Às vezes acho que estou pirando. Incomuns e insignificantes, pensamentos que não faço a ideia de como surgem, nem qual a intenção deles em minha mente. Abstratos. Imagináveis, possíveis. Contudo, indecifráveis e perigosos. 


Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.