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Daqueles que fazem cócegas

sábado, 20 de outubro de 2012


Hoje senti uma vontade absurda de beijos passeados. Doces, suaves, daqueles que fazem cócegas. Um passeio sobre a pele, arrepios, risos, desejos. Que saudade nostálgica. Acarinhar acarinhada, beijo, beijo, beijo. Odaxelagnia. Respiração quente no ouvido. Beijo, pescoço, orelha, sussurro. Humm... Devaneio. Imaginação. Lembranças.


Lados incertos. Inversos

sábado, 7 de julho de 2012


"Não tem jeito. Palavras ditam minha ordem. Moldam meus capítulos. Me mostram quem sou. (E quem, na verdade, eu poderia ser). Ao escrever, tudo torna-se possível. É meu reino imaginário, onde vez por outra encontro traços reais de mim mesma. 
Em palavras, eu me encontro. É a hora onde eu me sinto mais livre. Mais completa. E descubro as minhas diversas faces. Fases. E frases.
Em versos, percebo meus lados incertos. Inversos. Minhas dúvidas, devaneios e reticências... E, mesmo que me assustem, estou ali: escrita. Pronta para me ler. Reler. E me editar.
É, escrever, para mim, é meu melhor exercício. De autoaprendizado. De humildade. De aceitação. É minha terapia gratuita, tendo – como psicóloga – a mais travessa das filosofas: a literatura." 

Fernanda Mello

Vagando

terça-feira, 20 de março de 2012


Da vida o que espero? Não tenho esperado nada, apenas uma mesma vida. Ando cansada destes dias e mais dias que ando a me desviar. Não sinto mais as vontades que antes sentia. E as horas se passam lentamente, o único desejo que tenho é de apenas acelerar. Tenho sido preguiçosa, desatenta e rigorosa. Tenho seguido regras surgidas nem sei de onde, nem por quem foram inventadas. Sei apenas que sigo. Talvez a me maltratar. Nem sei mais o que quero, nem tenho mais um pensamento fixo. Minha mente anda a vagar. Sozinha, perdida. Nada tenho sabido, nem sei o quanto isso vai durar. Sei que agora é apenas o que sinto. Sinto!? Nem sei se posso chamar tal coisa de sentimento. Devaneio. Devaneio.

 

Ainda quero tentar

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011


Hoje, parei para refletir sobre o amor. Cheguei à conclusão que senti-lo é completamente ridículo. Não sei, talvez tenha razão. Mas isso não me impedirá de tentar. É insuportável a vontade do outro, a saudade, as sensações de solidão. Isso me torna um ser totalmente desacreditado... Acreditei por muito tempo não poder sentir essa sensação de boba apaixonada; um dia achei já ter sentido, pode até ter sido amor, mas nunca foi e talvez nunca seja tão intenso quanto agora. Quando sonhos são frustrados, começamos a depreciar e idealizar conceitos e devaneios evasivos. Não quero eu aqui dramatizar toda essa questão de amar e ser amado, da troca, do correspondido, porém ainda continuo achando essa mania, esse vício de ter alguém, de estar com alguém, tudo muito mesquinho. Sabemos que a realidade segue bem diferente daquilo que nossa mente insiste em nos confundir. Não! Não posso também fazê-lo um réu incondicional, afinal ainda quero tentar.

Imagináveis, possíveis

sexta-feira, 28 de outubro de 2011




Promessas, promíscuas, aquelas e mais o que venha à boca. A mesma coisa sempre. Indiferente das demais, iludem. Sonha-se, pensa-se, repensa. Acorda! Nem chegou a ser sonho, foi apenas uma vertigem. Entendida de forma única e mesquinha, de forma que ninguém mais possa entender. Apenas por devaneios que talvez por alguns minutos serem bons demais. Porém, insuficientes. Para que? Não consigo definir, nem ao menos mencionar algo, porque não sei, não percebi. Talvez não senti. Ou senti demais. Não sei. Não sei. Não sei. Não sei... Às vezes acho que estou pirando. Incomuns e insignificantes, pensamentos que não faço a ideia de como surgem, nem qual a intenção deles em minha mente. Abstratos. Imagináveis, possíveis. Contudo, indecifráveis e perigosos. 


Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.