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Miopia: Fevereiro 2013
terça-feira, 5 de março de 2013
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Borboleta estomacal
domingo, 22 de julho de 2012
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Teimosas borboletas
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Por um instante me vi ali parada, borboletas faziam piruetas no meu estomago, minhas pernas tremiam, e a vontade que tinha era de poder te abraçar. Poder te beijar. A muito tempo não me sentia assim com essa sensação de adolescente quando começa a paquerar. Como foi bom poder sentir isso, saber o quanto eu te amo, o quanto de você que está em mim. As formalidades são tantas que nem lamento mais, afinal daqui por diante não só mais a formalidade, também a amizade. Pra você a cumplicidade. Por um lado vai ser bom, minhas borboletas irão dançar toda vez que te ver. Ainda mais, tão inesperado como foi. Ainda mais, vendo-te surpreso como ficou. Eu nem tenho mais a vergonha de dizer, não me importo mais com o que vão dizer. Não to pedindo opiniões. E como já te disse, vou dizer que te quero até você enjoar de mim. Até a princesa perder seu trono. Até mesmo a princesa virando plebeia. Vai sempre estar dentro de mim o desejo em te querer. Quero fazer da espera, uma esperança. E não me diga para não esperar. Eu não sou obrigada a te obedecer.
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A mídia me deixa paranóica
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Uma borboleta bate as asas e um tufão acontece no mundo. Agora, se você é quieto, calado, poucos amigos e fica horas no computador, parabéns: você é o mais novo psicopata do pedaço. Se você conhece uma criança agitada e mentirosa, cuidado: está diante de um futuro assassino calculista.
Fiquei chocada quando vi as imagens na televisão, quando escutei cada criança relatando cenas fortíssimas daquele filme de terror. E os repórteres explorando a dor humana.
Foi uma brutalidade? Foi. Porém, acho que esses psicólogos dando suas definições do perfil do assassino, enche as nossas cabeças de minhocas, nos faz apontar e desconfiar dos nossos vizinhos, dos nossos amigos ou dos nossos parentes. Nos faz prisioneiros do medo de morrer em qualquer esquina.
Acho a TV uma bela oportunista de tragédias... das mais recentes: A Líbia, o Japão, Realengo, O carro preto de Santos. Até parece que eles ficam na expectativa da próxima tragédia. Já chega né. Informar é uma coisa, mas ficar fazendo documentários de dores alheia é insuportável.
Já abusei de ligar a televisão pra assistir um jornal e me depara com as mesma reportagens o tempo todo. Não sou insensível, só não gosto desse ibope.

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Gosto de intensidade, mas odeio falta de liberdade
segunda-feira, 28 de março de 2011
Não brinco com os homens, apenas não desobedeço meu coração. Gosto de intensidade, mas odeio falta de liberdade. Quando percebo minhas borboletas estão entrando em extinção, abro minhas enormes e brilhantes asas invisíveis e saio voando por aí. Às vezes deleto o número do celular, entro sempre offline e atravesso a rua para não esbarrar. Acho que a maioria dos caras, são tão imaturos que precisem amadurecer dentro de mim por alguns meses. Aí depois volto, relembro, me entrego e me esqueço.


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Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação
terça-feira, 1 de março de 2011
Para minhas amigas que estão, solteiras: O amor é como uma borboleta. Por mais que tente pegá-la, ela fugirá. Mas quando menos esperar, ela está ali do seu lado. O amor pode te fazer feliz, mas às vezes também pode te ferir. Por isso, aproveite o tempo livre para escolher.
Para minhas amigas que estão, namorando: Amor não é se envolver com a “pessoa perfeita”, aquela dos nossos sonhos. Não existem príncipes. Encare a outra pessoa de forma sincera, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos. O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser, e não em outra pessoa.
Para minhas amigas que estão, paquerando: Nunca diga “te amo” se não te interessa. Nunca fale sobre sentimentos se não existem. Nunca olhe nos olhos de alguém, se não quiser vê-lo derramar em lágrimas por causa de ti. A COISA MAIS CRUEL QUE ALGUÉM PODE FAZER É PERMITIR QUE ALGUÉM SE APAIXONE POR VOCÊ, QUANDO VOCÊ NÃO PRETENDE FAZER O MESMO.
Para minhas amigas que têm um, um coração partido: Um coração partido sente saudades, imagina como seria bom, mas não permita que ele chore para sempre. Permita-se rir e conhecer outros corações. Aprenda a viver, aprenda a amar as pessoas com solidariedade, aprenda a fazer coisas boas, aprenda a ajudar os outros, aprenda a viver sua própria vida. A DOR DE UM CORAÇÃO PARTIDO É INEVITÁVEL, MAS O SOFRIMENTO É OPCIONAL! E LEMBRE-SE: É MELHOR VER ALGUÉM QUE VOCÊ AMA FELIZ COM OUTRA PESSOA, DO QUE VÊ-LA INFELIZ AO SEU LADO.
Para minhas amigas que são, inocentes: Ele se apaixonou por ti, e você não teve culpa, é verdade. Mas pense que poderia ter acontecido com você. Seja sincera, mas não seja dura; não alimente esperanças, mas não seja crítica; você não precisa ser namorada, mas pode descobrir que ele é uma ótima pessoa e pode vir a se tornar um grande amigo.
Para minhas amigos que tem, medo de terminar: As vezes é duro terminar com alguém, e isso dói em você. Mas dói muito mais quando alguém rompe contigo, não é verdade? Mas o amor também dói muito quando ele não sabe o que você sente. Não engane tal pessoa, não seja grossa e rude esperando que ele adivinhe o que você quer. Não o force terminar contigo, pois a melhor forma de ser respeitada é respeitando.
Enfim: Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata. Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem. Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela. Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável. Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples. Um dia percebemos que o comum não nos atrai. Um dia saberemos que ser classificado como a “santinha” não é bom. Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você. Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso. Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais.
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo o que tem que ser dito. O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutar para realizar todas as nossas loucuras. Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

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O caos nosso do dia-a-dia
terça-feira, 20 de abril de 2010
(ou: teoria das minhas borboletas)
Tenho que confessar. Sou avessa às fórmulas e respostas certas. Não gosto de nada definido. Certezas não me calam. Talvez - por ser uma eterna questionadora e reverenciar o que não se explica – eu deva admitir, com respeito: sempre me atraiu o conceito do caos. Não me entendam mal, por favor. A palavra – por si só – já me traz simpatia: “caos” era usada pelos gregos como sinônimos de fenda ou espaço infinito. A simples idéia me encanta. E não é só isso. A teoria confirma a natural instabilidade do mundo (e de nós mesmos): há ordem na desordem e desordem na ordem. Viu só? Pra mim, nada pode ser tão real. E inspirador. Parece loucura? Olhe, então, a vida se desenrolar lá fora. Ou atreva-se e vire para você mesmo. Previsões falham. Resultados nos surpreendem. Contradições surgem. Fatos nos tiram do prumo quando tudo parece estar na “mais perfeita ordem”. O contrário também acontece. (E eu agradeço feliz, pela não-linearidade do mundo!). Li uma vez que o simples bater de asas de uma borboleta pode provocar um tufão do outro lado do planeta. Já avaliaram isso? Ah, não sei não. Não entendo nada de física, nem de escalas temporais. Minha história é outra. Acredito que uma pequena escolha na vida pode mudar muita coisa lá na frente. A dimensão de tal fato? Não sei medir. Mas, por via das dúvidas, me asseguro: acalmo as borboletas que voam na minha cabeça e exijo-lhes ordem. Afinal, nunca se sabe o temporal que somos capazes de criar.

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