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Ainda não é a hora

segunda-feira, 16 de abril de 2012


A vida é feita de momentos. Momentos esses que podem te levar às alturas com a mesma velocidade que te deixam no chão. 
- É Princesa com que classe você tem enfrentado isso tudo? Complicado pra se responder... Ao achar que está bem, oscila e se afunda num mar de sentimentos tristes. Então, eis que ressurge saltitante... Como entender? Erga a cabeça menina, vai mesmo deixar a coroa cair?
- Não! Ainda não. Eu não mordo meu bem... Mas tiro pedaço. Meu orgulho ainda é maior. Faz-me ter forças. Aqui sou eu quem dá as regras... E se o jogo não virar saberei colocar minhas cartas na mesa. Porém, decidi que ainda ainda não é a hora.

Voar sem sentir o peso das asas cansadas

sábado, 30 de abril de 2011


O que fazer quando a gente se olha no espelho e não se reconhece mais? Isso tem acontecido com muita frequência comigo. Às vezes não consigo reconhecer a minha imagem, dizer quem eu sou, do que gosto, o que devo vestir ou até o que penso sobre as coisas. Sou tantas ao mesmo tempo, que acabo por me perder em tantas personagens. Eu sei que é loucura, e tenho até medo de estar perdendo a minha lucidez.... Parece que os outros conseguem ter uma imagem mais nítida de mim, conseguem me descrever, mas quando isso acontece eu não sinto nada. É como se estivessem falando de outra pessoa, de uma fantasia. Olho para os meus pertences e me pergunto "Isso é realmente meu? Por que eu guardo isso?"

É assim que minha cabeça tem estado há pouco mais de 1 ano. Muitas coisas aconteceram a mim e acredito que pisar tanto no chão, e ter levado tantas quedas, possa ter abalado minha capacidade de voar. Eu vejo o céu, consigo perceber a beleza do universo que me aguarda lá em cima, mas algo me prende ao chão a todo custo. Quem me conhece superficialmente pensa o contrário, que sou a pessoa mais fofa, alegre e, sei lá, bobinha do mundo. Que se alegra por pouca coisa, que se agarra a coisas materiais. Mas eu sou a maior pensadora e buscadora de respostas que se possa imaginar. E dói ser assim. Dói pensar e procurar tanto e eu, sinceramente, não quero mais isso pra mim. Eu só queria viver, voar sem sentir o peso das asas cansadas; descobrir nuvens, arco-íris, raios de sol e estrelas pelo caminho. E sorrir. Mas a força da gravidade existe e me puxa pra baixo - ela é realmente incômoda porque estou exausta.


Ao meu desconhecido

domingo, 18 de julho de 2010


Ando me exibindo por ai, para rostos anônimos que correm as ruas sem esquinas. Mostro pedaços soltos, letras miúdas, rimas perdidas... Ando tão menina! Longe do medo, coberta por uma esperança boba que me abraça, eu sigo pela praça! E lá vou eu, rebolando a minha poesia solta pela calçada. Os meus passos tentam prestar atenção em cada número que se apresenta e, ás vezes, no meio de tanta face diferente, eu acabo perdida nas minhas entre - quadras. E quando me vejo assim, no meio dessa confusão, fecho os meus olhos. E de repente: tudo acontece! Ultimamente, eu costumo sonhar com o desconhecido! De cara velada, ele me pega pela mão e me arrasta para longe... Suspensa! E vai me guiando para um lugar onde não preciso mais pisar no chão, segurar os meus pertences e muito menos me preocupar com números chatos. Ele me faz rir, fazendo cócegas no meu ego inflado e me deixa assim: curiosa e exibida! Eu tento manter os meus olhos fechados e busco uma pista qualquer que me leve ao seu esconderijo. Um desconhecido íntimo. Anônimo. Misterioso. Mas de repente, meus olhos já estão abertos e sopram a realidade a minha face: “Quando a gente não sabe onde pisa, é sempre melhor ficar de letras caladas.”

Tempo o senhor da razão

sexta-feira, 26 de março de 2010

Quantas vezes nos paramos em meio de um problema, em desespero, nos sentindo desamparados, apavorados, sem chão...
Isso pode acontecer com qualquer um de nós!
Porque nós queremos muitas vezes a solução rápida, a resposta imediata... e precisamos as vezes esperar que o "outro"(a) resolva, que algo diferente aconteça ou até mesmo que o tempo se encarregue de tirar esse problema do nosso foco, nos colocando até um outro...
Portanto... lembre-se do velho ditado da vovó... nada melhor do que uma noite depois da outra e um dia no meio....
E verás que o tempo vai te mostrar com a razão o que os seus olhos não podem ver!

[Ps: me sentindo sem chão.]
Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.