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Dentro de um abraço

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Fotografia de Mylla More
E então? Somando os prós e os contras, as boas e más opções, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo?
Meu palpite: dentro de um abraço. Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve. Que lugar melhor para um recém-nascido, para um recém-chegado, para um recém-demitido, para um recém contratado? Dentro de um abraço nenhuma situação é incerta, o futuro não amedronta, estacionamos confortavelmente em meio ao paraíso. O rosto contra o peito de quem te abraça, as batidas do coração dele e as suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito.

-Martha Medeiros

Quando é pra ser...

domingo, 11 de dezembro de 2011

Amar é não enjoar de amar, é querer ficar com uma pessoa ate que acabe o ar de seu pulmão e seu coração não faça mais tum tum...
Quando é pra ser é. Ah, o amor! Nasce sem intensões, sobrevive de desejos, prolonga-se com verdades, porém morre de mentiras.

Esse post era apenas para ser a foto do dia, mas achei tão bela, tão pura, tão invejada a imagem tão como a situação, que tinha que exprimir esse suspiro.

Cassia Eller estaria completando 49 anos se estivesse viva, neste 10 de dezembro de2011. E para lembrar a data Nando Reis escreveu para o Jornal o Estado de S. Paulo um texto que numa parte dizia...

"Com a Cássia encontrei essa via, essa viagem, esse dia. Sim, o Segundo Sol é o nosso marco. Zero muito. Inferno múltiplo. E segundo sol que quebra a ideia de que há verdade absoluta. Por um segundo o sol isola a própria identidade, desenhando na calçada a imagem de nossa pessoa em contorno, como a estátua da face escura: CÁSSIA. Sua voz é a voz que grita o meu muitíssimo-mutismo silêncio-surdo, aquele que no peito dos desafinados também bate (feroz e veloz) um coração. (...) Aqui digo e divido o que sinto sobre sua importância: minha admiração, minha paixão, minha dependência, minha síndrome de abstinência, minha vaidade, minha timidez, minha limitação descomunal exibida e revertida na grandeza de sua voz-tamanha. E que eu, como um comum, ouso e digo por nós."

Ps.: Pra quem não sabe Cassia e Nando viveram um linda história de amor. E essa declaração do Nando mostra o quanto isso se eternizou, assim como a foto.

Sem nome e sem endereço

segunda-feira, 11 de julho de 2011


Parece que envelheci e tudo o que me rodeia está ameno. Sem graça. Não tenho vontade de mais nada. Ás vezes até tenho, mas não consigo me animar. As pessoas têm uma empolgação que eu não tenho. Nem sei se algum dia eu venha a ter. Pessimista que sou, não faço mais planos futuros. Não há nada mais frustante do que ficar esperando, esperando... e no final nada acontecer. 
Nossa como a juventude é incrível! tudo tão exagerado e explícito. Não que não seja mais jovem. Só tenho 21. Mas me sinto idosa. Meus gostos não são mais os mesmos, estão mais apurados, bem selecionados. Creio que cada vez melhor. Porém, essa mudança fez com que muita coisa perdesse a intensidade. Muitas vezes até perdessem o valor. 
Em muitos momentos eu queria se ser exagerada de felicidade. Cheia de explosões mesmo. Risos. Só que é como se eu tivesse tomado alguma droga ilícita, que desviou todos os meus ânimos pra um lugar sem nome e sem endereço. É complicado. Não que envelhecer seja sinônimo de tristeza. Mas talvez eu esteja mesmo envelhecendo.

Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.