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Estranha

segunda-feira, 8 de agosto de 2011


Não me reconheço mais. Num acordar, me levantei e olhei no espelho. Me deparei com uma estranha. Tão estranha quanto uma fantasia que inventamos por muito tempo e o sentido não entendemos. Um rosto e um corpo que não combinam com os pensamentos. Não pertencem a essa alma. É como se tivesse sido possuída. Não é fácil ostentar essa aparência de gente feliz, que não sou. É, mas quem me conhece de verdade sabe, quem e como sou. Tenho feito questão de ser transparente para que todos saibam. Mas parece que ninguém nota. Às vezes não faço muita questão que percebam, não vai mudar nada mesmo.

Eu me apaixonei

sábado, 3 de julho de 2010


Eu descobri que me apaixonei por você. E eu preferia que não fosse assim, não agora. Isso poderia ter sido evitado se eu não tivesse te visto sorrir, se você não tivesse sorrido por mim. Talvez se você não tivesse chegado tão perto a ponto de eu sentir o teu perfume isso realmente não tivesse acontecido.
Eu não entendo as suas pretensões, e não sei como agir com você. Você me intriga. Confunde-me. Confunde-me de um jeito que já me confundiram antes, e essa coincidência também me perturba.
Considero que a pior parte disso é o bem que você me faz. Porque eu realmente gosto de quem eu fui com você, de quem você me permitiu ser. Gosto do quanto fico a vontade com você, e de como eu posso ser transparente ao seu lado.
De repente eu aceitei ser sincera com você, e esse foi o meu maior risco. De repente não ter medo de ser sincera com alguém é a parte mais surpreendente dessa história. E se for assim, nada é tão valioso quanto te ter comigo.

Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.