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Reforçando as fechaduras

quinta-feira, 19 de maio de 2011


A vida é mesmo uma caixinha de surpresas. da noite pro dia sua rotina muda completamente. Por causa de um acontecimento, ou até mesmo por uma simples decisão. Meus post aqui serão reduzidos. A oportunidade bateu na minha porta eu a convidei pra entrar. Dormir e acordar tarde serão vícios que entrarão numa temporada de férias ainda sem data prevista de volta. Minhas manhãs, tardes, e noites serão dedicadas totalmente ao trabalho. Não sei como vai ser essa nova jornada. Eu sei! Cansativa. Mas, melhor assim. Vai ocupar minha mente, me deixar sem tempo para esses sentimentos passados e futuros, que de uma forma ou de outra agente se pega pensando quando não estamos fazendo nada. Quero sentir a magia do amor. Amar. Mas, esse querer vai ter que ser adiado. Vou me entregar de corpo e alma ao trabalho. Mas como eu sei que o amor é ousado, vou ter que reforçar as fechaduras. Ele pode bater na minha porta e eu talvez deixar entrar.  Ele que fique pendurado ao batente da minha janela até essa fase passar. Por enquanto, não vou permiti-lhe essa audácia em me perturbar. De resto vou deixar acontecer, e vê o que eu posso mudar e acrescentar no meu ser e na minha alma.

E se você estiver errado?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Há uns duzentos anos atrás Benjamin Franklin compartilhou o segredo do seu sucesso com o mundo. Ele disse "nunca deixe para amanhã o que você pode fazer hoje". Esse é o homem que descobriu a eletricidade. Então é normal que a maioria de nós leve a sério o que ele fala. Eu não tenho ideia de porque a gente fica adiando as coisas, mas se eu tivesse que chutar, diria que tem muito a ver com o medo. Medo do fracasso, medo da dor, medo da rejeição. Às vezes, medo de apenas tomar uma decisão, porque, e se você estiver errado? E se você cometer um erro que não dá pra desfazer? Seja lá do que a gente tem medo, uma coisa é sempre verdade: com o tempo, a dor de não ter tomado uma atitude fica pior do que o medo de agir.

Decisão

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Tudo sempre igual, todo ano, o ano todo. A página está em branco, eu fico um tempo pensando, tentando fazer minha mais intima retrospectiva. Lembro de pessoas, lembro de fatos, lembro que não esqueci tudo o que precisava e descubro que muitas coisas eu sequer me lembrava. Não há por onde começar. As palavras não soltam de mim, não carregam desejos de paz e prosperidade àqueles com quem eu quero tanto falar. Não há obrigados despencando por entre os nomes daqueles a quem eu quero tanto agradecer. Há um silêncio que rodeia e se abriga em mim própria. (Como assim?) Não vejo a necessidade de contar minhas promessas não cumpridas, turvos pontos de vista e tantas vontades infundadas. As mudanças que ocorreram dentro de mim, à esperança que sem motivo ressurgia, a falta que sem perceber em mim já não doía. Relevâncias e irrelevâncias só minhas. Eu até tento buscar um ponto que me faça reverter o sentimento, afinal sempre foram tantos textos e tantos livros, estrofes de música e tantas frases de efeito. Tudo sem efeito algum. Tenho a sensação que meus 20 anos passaram em rascunho. Eu sei que não foi, mas parece que não sei. Mas saiba que eu sei bem a quem agradecer pela presença e a quem culpar pela ausência. Também sei a quem dei meu melhor abraço e quem de mim recebeu o melhor sorriso. Sei quem estava comigo enquanto eu chorava e o quanto de lágrima que comigo sozinha estava. Conheço o senhor das minhas melhores palavras, e por quem vem minha risada incontida. Quando da minha dúvida e quando da certeza eu sei quem estava aqui. Eu sei quem me fez o melhor pedido e quem me deu uma grande oportunidade. Meu amor incondicional, eu sei. Eu sei quem eu tanto achei que amei. De quem eu sinto falta e quanta falta me faz sentir, eu sei também. Eu sei que eu não fiquei menos racional, mas deveria. Não fiquei tão corajosa quanto gostaria. Toda a memória ficou registrada em mim ai eu resolvi não escrever para ninguém, por falta de palavras... Quantas palavras!

Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.