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Faz falta um corpo

quarta-feira, 12 de junho de 2013


"Quero fazer uma homenagem aos excluídos emocionais, os que vivem sem alguém para telefonar no final do dia, os que vivem sem alguém com quem enroscar os pés embaixo do cobertor. São igualmente famintos, carentes de um toque no cabelo, de um olhar admirado, de um beijo longo, sem pressa pra acabar.
A maioria deles são solteiros, os sem-namorado. Os que não têm com quem dividir a conta, não têm com quem dividir os problemas, com quem viajar no final de semana. É impossível ser feliz sozinho? Não, é muito possível, se isso é um desejo genuíno, uma vontade real, uma escolha. Mas se é uma fatalidade ao avesso – o amor esqueceu de acontecer – aí não tem jeito: faz falta um ombro, faz falta um corpo. (...)
A boa notícia: você não é um sem-trabalho, sem-estudo e sem-comida – é apenas um sem-paixão. Sua exclusão pode ser temporária, não precisa ser fatal. Menos ponderação, menos acomodação, e olha só você atualizando sua carteirinha. O clube segue de portas abertas."

Martha Medeiros, em: Coisas da vida

Inconstante

domingo, 3 de março de 2013

“O fim nem sempre é o final. A vida nem sempre é real. O passado nem sempre passou. O presente nem sempre ficou e o hoje nem sempre é agora.” 
-Desconhecido 

Não sei você, mas eu vivo uma variante. Pra ser sincera, não tenho tido muita certeza sobre os episódios da vida. Valores, preconceitos, julgamentos. Tudo excessivo. Um exagero de atitudes e muita vacância também. Quando penso que chegou o fim, recomeça ou continua. Quando escolho o real, prefiro voltar pra fantasia. Quando penso que passou, existe resquícios. O presente é obscuro. O hoje, sempre parte. O futuro, nunca fica. Estranho, solitário, perdido. Platônico. Minha alma está encardida de ansiedade. Sinto-me meio vazia, necessitando ser preenchida seja lá do o que for, preciso estar cheia, quero transbordar. As pessoas costumam dizer que quando uma porta se abre, outras possibilidades surgem, outros mundos nos envolvem. Não discordo, mas nem toda porta é igual. Pra tudo existe uma consequência, e ela pode te machucar ou te libertar. Muitas vezes a porta errada pode ser a certa e a porta certa pode ser a errada. As coisas, as pessoas tem se comportado de forma muito contraditória, o que torna tudo um embaralhado de conquistas e decepções.

Ciclos

sexta-feira, 1 de julho de 2011


Enquanto não encerramos um capítulo, não podemos partir para o próximo. Por isso, é tão importante deixar certas coisas irem embora, soltar, desprender-se. As pessoas precisam entender que ninguém está jogando com cartas marcadas, às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Fernando Pessoa

Engraçado! Sei que tenho que deixar de ser quem era, mas não consigo. Algo me impede. É como uma barreira invisível. Está ali, mas não consigo ver o que é. Estranho! Muito estranho. Uma coragem que penso ter, mas no momento me falta. Vida estranha essa que vivo. Tantos sonhos. Muitos não terminados, outros ainda nem começados. Pra que servem os sonhos, se afinal eles não passam de ficção? Terrível. Doí tanto. O que está por dentro, o que envolve nossa mente, nosso coração é tão frágil. Quando magoados, são mais difíceis de serem curados do que um machucado externo, corporal. Talvez seja essa razão pela qual o apego ao passado é tão forte. Não é fácil mandar embora o que foi importante. Não é mesmo!

Reforçando as fechaduras

quinta-feira, 19 de maio de 2011


A vida é mesmo uma caixinha de surpresas. da noite pro dia sua rotina muda completamente. Por causa de um acontecimento, ou até mesmo por uma simples decisão. Meus post aqui serão reduzidos. A oportunidade bateu na minha porta eu a convidei pra entrar. Dormir e acordar tarde serão vícios que entrarão numa temporada de férias ainda sem data prevista de volta. Minhas manhãs, tardes, e noites serão dedicadas totalmente ao trabalho. Não sei como vai ser essa nova jornada. Eu sei! Cansativa. Mas, melhor assim. Vai ocupar minha mente, me deixar sem tempo para esses sentimentos passados e futuros, que de uma forma ou de outra agente se pega pensando quando não estamos fazendo nada. Quero sentir a magia do amor. Amar. Mas, esse querer vai ter que ser adiado. Vou me entregar de corpo e alma ao trabalho. Mas como eu sei que o amor é ousado, vou ter que reforçar as fechaduras. Ele pode bater na minha porta e eu talvez deixar entrar.  Ele que fique pendurado ao batente da minha janela até essa fase passar. Por enquanto, não vou permiti-lhe essa audácia em me perturbar. De resto vou deixar acontecer, e vê o que eu posso mudar e acrescentar no meu ser e na minha alma.

Quero uma vida menos ordinária

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Perdão pela falta de jeito. Mas às vezes perco o jeito com as coisas. O mundo me parece vazio e eu decididamente não gosto de vazios. O tempo nos atropela, a vida nos leva sem cerimônia, o trabalho nos cansa e a gente se pergunta sem questionar: por quê? E a resposta não chega. O amor da sua vida não chega. A gente não se basta. A felicidade não bate na porta, não existe delivery para a sorte.
E passamos a vida tentando, querendo, sonhando, esperando, num gerúndio sem fim, sem charme e sem nenhuma certeza no final. Ah, para tudo! Se é pra viver, vamos viver direito. Com conteúdo.

Troque o verbo, mude a frase, inverta a culpa. O sujeito da oração é você. A história é sua, mãos à obra! Melhore aquele capítulo, jogue fora o que não cabe mais, embole a tristeza, o medo, aceite seus erros, reescreva-se. Republique-se. Reinvente-se. E transforme-se na melhor edição feita de você.

- Não me sufoque. Não me abandone. Só me ame. (:

quarta-feira, 4 de novembro de 2009


Um dia você vai estar sozinho, vai fechar os olhos e tudo estará negro, os números da sua agenda passarão claramente na sua frente e você não terá nenhum pra discar. Sua boca vai tentar chamar alguém, mas não há alguém solidário o bastante para sair correndo e te dar um abraço, nem te colocar no colo ou acariciar seus cabelos, que o mundo pare de girar.Nessa fração de segundos,quando seus pés se perderem do chão,você vai lembrar da minha ternura e do meu sorriso infantil.Virão súbitas memórias gostosas dos meus abraços e beijos,da minha preocupação com você,e só vão ter algumas musicas repetindo no seu radio: as nossas.Em um novo momento você vai sentir um aperto no peito,uma pausa na respiração,e vai torcer bem forte pra ter o nosso mundinho delicioso de novo,o nome disso é saudade aquilo que eu tinha tanto e te falava sempre.E quando você finalmente discar meu numero,ele estará ocupado demais,ou nem será mais o mesmo,ou ate eu nem queira mais te atender.E se você bater na minha porta ela estará trancada,se aberta,mostrará uma casa vazia.Seus olhos te ensinarão o que são lagrimas,aquelas que eu te disse que ardiam tanto.O nome do enjôo que você vai sentir é arrependimento,e a falta da fome que vira chama-se tristeza.Então quando os dias passarem e eu não te ligar,quando nada de bom te acontecer e ninguém te olhar com meus olhos encantados,você encontrará a famosa solidão.A partir daí o que acontecera,chama-se surpresa.E provavelmente o remédio para todas essas sensações acima,é o tal do tempo em que você tanto falava.
Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.