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Talvez sem ti

segunda-feira, 29 de julho de 2013


“Gosto quando se entrega pra mim. Quando demonstra que esta feliz por estar comigo, quando ri de qualquer coisinha besta que eu digo. Sei lá, isso me faz bem. Me faz pensar que você gosta dessa coisa de “estar junto”, e que nada mais te importa quando somos só você e eu.” – Obviously, I love you 


Não me lembrava do nosso ultimo beijo. Quando agente fica tanto tempo com alguém, o beijo, o abraço, o toque, nenhum outro vai fazer sentido. Você vai sentir falta, e mesmo sem lembrar, vai ser somente ele que virá a tua mente. Ai, ninguém quer saber e entender o porquê disso que às vezes parece tão tosco, eu simplesmente ignoro e vejo que estou com saudades, e me passa pela cabeça que talvez sem ti eu consiga viver bem e feliz; mas somente passa, e logo vai embora.

Riso apaixonado

segunda-feira, 24 de setembro de 2012


Hoje deitei, e descansei o queixo em minhas mãos. Observei tua foto, como criança adorando o doce. Encarei-te talvez como nunca... Teus olhos me enfeitiçam. Então fiquei a observar teu sorriso, dentes desalinhados num perfeito alinhamento. Lembrei então, que a noite sonhei contigo, surgiu-me certo sorriso bobo. Um riso espontâneo e estranho, em desarmonia com o meu sentimento agridoce. E me dei conta que ri apaixonada dos pelos braçais que diversas vezes acariciei. Foi sensações boas, até eu me perguntar por que olhava tua foto. A resposta? Só saudades.

Essa presença ausente

quarta-feira, 12 de setembro de 2012


Eu aqui quietinha no meu canto só a observar. Observando até quando ficaremos assim, não sei se evitando seria a palavra certa, mas veja como estamos, cada dia mais distante. Ou seria orgulho? Tanto eu quanto você sabemos que isso não está certo, é injusto. Eu com uma saudade, você com duas... Lembra? Talvez não. Talvez nem me leia mais. Talvez nem se interesse mais. Não sabe o quanto eu gostava quando decifrava minhas entrelinhas. Acho que nem percebe também o quanto isso me faz falta. Posso estar a mil maravilhas com o mundo, mas estou triste contigo. Está doendo tanto essa distância. Essa presença ausente. Sabe, fecho os olhos e vejo teu sorriso. Consigo sentir teu perfume, e sei lá, parece platônico demais. Às vezes penso: você existe mesmo? 

Quanto vale um amigo?

sábado, 21 de julho de 2012


Que seja difícil, mas diga a todas as pessoas que gosta o quanto elas são importantes, porque você não sabe até que momento elas estarão ao seu lado .

Hoje fiquei aqui pensando e repensando quantas vezes no ano se comemora o dia do amigo? As redes sociais e o celular buzinam isso o dia todo. Acho que dia do amigo não existe, se é amigo mesmo, se lembra várias vezes independente de data comercial ou não. Ser amigo é ouvir, compartilhar, dividir e tantas outras coisas mais. Ter um amigo é ter alguém que ficará ao teu lado, sendo ele ruim ou bom... aquele abraço vai ouvir das suas piores piadas às suas maiores lamentações. E isso não se tem preço.

Todo dia é dia de encanto?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011



Como manter tanto encanto? Diante de tanto sentimento, tanto desejo e nenhum tato. Do encontro ao desencontro dos olhos. Da carne trêmula, que arrepia a cada lembrança. Do pensar distraído, fixo no longe, muito longe. Da vontade. Da paixão. Do medo. Do (im)possível. Tão bela, e exuberante elegância... Essa história de dias contados, incógnitos, e esperança... Muita esperança. Esperança de que não se esfrie, e que torne quente, e não morna (quase fria) como está. A não esperança, que fique como as folhas de outono.  Secas, em cores carameladas, mas sempre elegantes. Soltas, numa leveza em que o vento sopra, e viaja sem destino. E que se desfaz aos poucos, em mais um ato de elegância que a natureza propõe-lhe. Como manter tamanha elegância? Como? Como? Não há tão verdadeira elegância quando há tristeza, é só uma capa que cobre todo aquele charme desconfigurado.

Chorastes? Chorei!

terça-feira, 22 de novembro de 2011


Desconcentrada, desconcertada envolta a pensamentos que me maltratam, me fazem lembrar, sorrir, chorar. Na vida agente tem que fazer certas escolhas que doem. Mesmo dizendo eu não quero, elas doem porque no fundo, bem lá no fundo eu quero. Eu quero demais. Porém, esse querer judia. Ele não depende apenas de mim. perdida nesse cativamento, já sorrir, momento de intensa felicidade vivi. Já me decepcionei, mas perdoei. Me entristeci numa despedida, me reanimei. Me envolvi, não menti. Magoei. Chorastes? Chorei!... corroeu minh'alma. E o coração transplantado entrou em processo de rejeição. Poucas palavras, e uma ansiedade que bate-me na cara. Perdão pela insatisfação. Também não é justo me condenar dessa forma. Eu quero, quero muito, não queria fazer desses momentos uma lembrança guardada numa caixinha no fundo do armário. Eu só preciso de um retorno.

Coração vagabundo

sexta-feira, 19 de agosto de 2011


Às vezes tenho raiva dos meus sentimentos. Muitas vezes tão segura de mim, esqueço. Noutras, não sei o que acontece. Me vejo fácil, dada à saudade. Aquela vontade daqueles lábios, daquele carinho inesperado. Dos abraços demorados e acolhedores. Só querer está ao lado ouvindo aquelas palavras às vezes ditas da boca pra fora por puro fingimento, mas que eu adorei ouvi-las (pois estava apaixonada). E em meio à tanta lembrança e desejo me dou conta de que estou insana em querer dar novas chances à quem não mais merece, ou nunca mereceu. Confusa, muitas vezes não resisto. E deixo mesmo a carne ser fraca e o coração vagabundo.

E lembre-se “…O importante não são os fatos em si, mas sim sua repercussão no indivíduo. (Clarice Lispector) …”.

 

Era uma vez...

domingo, 7 de agosto de 2011


Era uma vez...
Quantas histórias já foram contadas assim. Amor e ódio, com finais felizes. Triste introdução. "Era", passado. Pretérito imperfeito. Imperfeito. É tão lindo quando se é. Inevitável não ser. O coração é tão complicado. Idolatra tanto o passado que envelhece junto à ele. Morre aos poucos de lembranças incomodas. Lembranças essas, que insistem em retornar periodicamente. Impossíveis que são, aparecem sempre naqueles momentos em que estamos carentes. E por mais que você queira correr, um dia ela esbarra cara-a-cara e te põe contra a parede. Não dá pra fugir. Uma vez ouvir, que as grandes paixões não morrem, elas ficam guardadas esperando a hora de viver outra vez. Ninguém vive sozinho muito tempo. Não sem sentir a falta de outrem. É procurando pelo futuro, mas sempre pensando no passado. Porém uma vez magoada, duas vezes mais fria. 
O "era", boa parte me aprisionou. O "é", me preocupa.

Tatuados na lembrança

domingo, 12 de junho de 2011


É em dias como estes que sentimos saudades. Paralisados a pensar em romances vividos. Dos bons e maus momentos. Os bons principalmente. Como seria se tivesse dado certo? Os pensamentos vão e voltam numa ciranda, cujos os personagens são trocados no decorrer das lembranças, dos pequenos detalhes que cada um fez questão de tatuar naquele cantinho que será eternamente seu. Penso, que dentre todos, não importando o motivo pelo qual não deu certo, sempre terá seu lugarejo ali na memória. São detalhes que não se consegue apagar. Mesmo quando colocamos um ponto final, não esquecemos. Mesmo dispostos a esquecer, esquecer jamais. Podemos perdoar as palavras mal pensadas que ecoaram por muito tempo, as mágoas. Mas esquecer como? Seria possível perdoar sem esquecer ou esquecer sem perdoar? O ideal é não falar mais no assunto, fazer de conta que nada acontecera. Mas esquecer? Jamais. Não dá para deletar de uma biografia um momento marcante na sua vida. O que resta é relembrar e sentir saudade.

Saudades de algumas pessoas. E se pudesse, passaria uma hora deste com cada uma delas.

Deixei apenas na lembrança

sábado, 4 de junho de 2011


Um dia alguém me disse, que fechei meu coração para uma unica pessoa. De imediato neguei. Porém, fiquei com aquilo preso no pensamento. Refleti, várias e várias vezes, tentando achar a resposta. Até pensei na possibilidade da idéia ser verídica. Impossível! Não exitei em negar, porque de fato eu não me fechei a ninguém. Sempre deixei tudo acontecer naturalmente. O que as pessoas não entendem é que o fato de está sozinha, não tem nada a ver com o passado. Simplesmente não vejo a necessidade de manter uma relação sem sentimento, só pra não ter que enfrentar a solidão. Ainda tenho a esperança de que um dia a pessoa certa vá aparecer. Os homens que um dia passaram pela minha vida, deixei apenas na lembrança. Ainda não encontrei aquele no qual quero deixar não só na cabeça, mas também no coração. Enquanto isso não acontece, eu me fecho. Não pra alguém. Mas comigo mesmo.

 

Tudo muito chato, sem graça

segunda-feira, 18 de abril de 2011


Não sei si é a falta ou o excesso, só sei que está tudo muito chato, sem graça. A casa vazia, muitas vezes minha companhia. Mas Por um momento sinto tanta ausência que o silêncio ousa a me incomodar. 
Saudades, desejos misturado com o que não sobrou daquilo que sentia. Eu já nem sei mais o que é meu, nem quando, nem onde. Um tremenda confusão de sentimentos. A mente por um instante pensativa por outro memórias esquecidas. 
Momentos que quanto tempo faz, aparecem desvairados. Deixam na minha cabeça com um monte de vontades, de tristezas por não ter aproveitado aquele instante. Dúvidas. Aconteceria diferente se minha reação fosse outra? Não sei, talvez sim. Talvez não. Apenas aconteceria. 
Acho que o fato é que eu ainda não consegui ser feliz de verdade. E estou cansada de adiar. Não por um querer meu, mas por falta de oportunidades. Aliás, é o que mais me falta: oportunidades. 
Só queria que elas acontecessem. Se fosse boas ou ruins, não interessa. Queria apenas vivê-las. Me perderia, me procuraria, me acharia... E, quando necessário, enlouqueceria e deixaria rolar.

No momento o que me resta é uma memória que eu nem me lembro mais...

...nem me lembro mais.

A outra metade, não sei…

sexta-feira, 16 de julho de 2010


Que essa minha vontade de ir embora, se transforme na calma e na paz que eu mereço… Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável; que o espelho reflita em meu rosto, um doce sorriso que eu me lembro ter dado na infância, porque metade de mim é a lembrança do que fui; e a outra metade, não sei…

Oswaldo Montenegro

Uma reação química

quarta-feira, 28 de abril de 2010


A memória de um peixinho dourado só dura 3 segundos. Então, depois de uma volta pelo aquário, tudo é novidade. Cada vez que dois peixinhos se vêem, é como se fosse à primeira vez. É como nos humanos. Cada nova paixão é como se fosse a primeira. Uma reação química apaga a lembrança da ultima dor de amor e nos pensamos: “Puxa isso é maravilhoso, isso é novo, é diferente”.

[Goldfish Memory (2003) - Elizabeth Gill]

O mundo colorido

sábado, 20 de março de 2010

“a vida, tão difícil de possuir completa,
e tão triste de possuir parcial.”
Fernando pessoa

Queria mudar e tentar diferente. Não sabia medir a intensidade nem a direção, talvez um único ângulo, um ou alguns pontos de vista, talvez uma revolução inteira.

Ela orienta-se pelos sentidos, pelos desatinos ritmados, por novas nuances e cores. Da mistura das experiências que acumula ela quer pintar sempre o sentimento cúmplice, único e intenso. No entanto, havia se tornado invisível para ela mesma.

Era fácil passar despercebida na multidão, estava protegida no anonimato. Ela poderia ser quem quisesse ser e na hora que tivesse vontade, mas inventar-se é uma brincadeira perigosa uma vez que meias verdades nunca chegam a histórias inteiras.

Imóvel no tempo gasto, em tons de cinza, ela esperava a oportunidade, a hora, um grito, a própria coragem para tentar novamente. E a coragem veio dele.

Ele teve a força para mover-se e movê-la, como se fossem um só, e eram. Teve a ousadia em cor vibrante que faltava para que ela arriscasse. Ele falou de si, contou seus dias passados, seus tormentos e seus pecados sem medo, não queria esconder-se e em pouco tempo a convenceu a olhar para o horizonte à frente.

Ele mudou-a e ela jamais será a mesma novamente. Essas são as mudanças que a gente sempre roga, pouco espera e quase nunca acredita que virão. A certeza de que isso jamais se repetirá já é um motivo grande o suficiente para ela desenhar-se ao lado dele.

Coincidência, destino, acaso? Tem horas que nomear pouco importa. Importante é a busca que cada um faz, o que deseja encontrar e como vai apreender e praticar os ensinamentos escondidos pelo caminho que se está sempre a trilhar.

De qual cor sua vida é feita?

Pinte-a e viva-a por inteiro porque o tempo passa e na lembrança do que se vive estarão muitas respostas que não foram entendidas por nós.

Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.