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Cheia de hematomas

terça-feira, 6 de março de 2012


E essa tal de realidade que nos soca a cara sem dor nem piedade? Sabe, cheguei num estágio em que pra mim “todo mundo” é mentiroso e finge muito mal. (As aspas são por não querer subjugar todos. É só um parecer meu.) Se é pra ser hipócritas, que sejamos. E que essa minha maneira de tratar abusiva e ironicamente não me torne sagaz demais ao ponto de me tornar insensível, fria e calculista. Aí neste exato momento paro e me pergunto: Porque que eu ainda me incomodo com certas coisas, com certas pessoas? Vai entender né! Talvez eu goste demais, ame demais. Ou apenas esteja louca. Iludida. E que todas as palavras aludidas não se voltem contra me. O realismo já me machuca demais. 

Agonia-me

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011


Não deixei de sentir nada que sentia antes, apenas estou sabendo colocar da forma que não eu quero. Não tenho tanto sangue frio para dizer que não sinto, quando meu coração explode. Muita coisa tem oscilado. A mente em constante agitação. As palpitações. Os sintomas. A saudade. O orgulho. Cada uma a seu ton. Mas, sabendo se colocar nos seus devidos lugares. A sensibilidade não está tão constante, então tenho conseguido conciliar muito bem esses impertinentes sintomas. Talvez tenha sido a mistura de cinismo e ironia que me deixou assim. Não fria, mas muito calculista. Ouvir negações todo dia é frustrante. Então, o jeito é não pensar pra não enlouquecer. Tenho vontades, mas as guardo em segredo. Ajo do nada, falo o que me vem à cabeça. Agonia-me essa cruel sanidade. 

Às vezes morro de medo
(...)
Essa cruel sanidade
Que me leva a loucura
As vezes dura um dia
As vezes dura pra sempre
As vezes quero o improvável
Eu nunca fui razoável
Com os meus próprios desejos 


Era uma vez...

domingo, 7 de agosto de 2011


Era uma vez...
Quantas histórias já foram contadas assim. Amor e ódio, com finais felizes. Triste introdução. "Era", passado. Pretérito imperfeito. Imperfeito. É tão lindo quando se é. Inevitável não ser. O coração é tão complicado. Idolatra tanto o passado que envelhece junto à ele. Morre aos poucos de lembranças incomodas. Lembranças essas, que insistem em retornar periodicamente. Impossíveis que são, aparecem sempre naqueles momentos em que estamos carentes. E por mais que você queira correr, um dia ela esbarra cara-a-cara e te põe contra a parede. Não dá pra fugir. Uma vez ouvir, que as grandes paixões não morrem, elas ficam guardadas esperando a hora de viver outra vez. Ninguém vive sozinho muito tempo. Não sem sentir a falta de outrem. É procurando pelo futuro, mas sempre pensando no passado. Porém uma vez magoada, duas vezes mais fria. 
O "era", boa parte me aprisionou. O "é", me preocupa.

Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.