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Agora te pergunto

domingo, 19 de maio de 2013

“Quando você me conheceu.. Meu coração era completamente ferido, ele tinha vários buracos, vários machucados, cada ferida com um significado.. Só que então, com o seu jeito, sua simplicidade, seu caráter, basicamente sendo você.. E foi na luta todo santo dia tentar me curar. E foi curando, curando até que o meu coração virou uma verdadeira cicatriz, só que faltou um buraquinho bem pequeno, mas com seus tropeços e erros, fez com que esse buraquinho pequeno ficasse um pouco maior.. Agora eu te pergunto, você vai lutar pra terminar de cicatrizar, pra deixar tudo no seu devido lugar? Ou vai terminar de vez com tudo e cutucar mais ainda minha ferida?”

Natália Loyola

Você tem medo de dizer eu te amo?

quinta-feira, 14 de abril de 2011



Você tem medo de dizer eu te amo para alguém?
A simplicidade e a espontaneidade das crianças tem muito a nos ensinar.

Ame sem medo! Mas verdadeiramente.

Ps:. O rostinho dele quando descobre é sensacional.

Antes...apenas antes

quarta-feira, 16 de março de 2011


Antes céu do que terra, antes ação que espera. Antes extremista que em cima do muro, antes tudo claro que submergir escuro. Antes fogo que água, antes tudo que nada. Antes sensível que petrificada, antes sentimental que mal amada. Antes louca que coisa pouca. Antes inconstante que acomodada, antes adiantada à atrasada. Antes ansiosa que desestimulada. Antes sincera que dissimulada. Antes quente e letrista que fria e calculista. Antes mandona, que submissa. Antes prolixa, que calada. Antes impulsiva, que indiferente. Antes opinião à complacência, antes emoção que ciência. Antes na fossa que enrolada, antes amor e mais nada. Antes vento que ventania, antes bom senso à ironia. Antes respeito à admiração, antes charme à beleza; antes cama, à mesa. Antes sorriso a desagrado, antes um beijo e abraço apertado. Antes seletiva que influente, antes bicho do mato que crente. Antes ferina que fugaz, antes pra frente que pra trás. Antes sensível que apática, antes sensata que trágica. Antes insone que adormecida, antes fera que ferida. Antes ingênua a cética, antes arte à estética. Antes detalhes à generalização, antes voz que violão. Antes intuição à lógica, antes tequila à vodka. Antes flor que fruto, antes terno que bruto. Antes originalidade que imitação, antes liberdade à segregação. Antes simplicidade à complicação, antes mergulho que superficialidade; antes afago que maldade. Antes contos de fada que terror, antes paixão e agora amor. Antes selvageria que delicadeza, antes alegria e de repente, tristeza. Antes timidez que euforia, antes sozinha que maioria. Antes sol que mormaço, antes inteiro que pedaço. Antes coragem a medo e sinceridade que segredo. Antes tentativa que imaginação, antes harmonia à frustração. Antes dramática que glacial, antes imperfeita que artificial. Antes lembrança que memória, antes enredo que história. Antes companhia que solidão, antes sim e nunca não. Antes afetos, que fatos; antes ao vivo que retrato. Antes viagem que sumiço, antes por que e depois por isso. Antes energia que sedentarismo, antes vôo que abismo. Antes o mundo que o país, antes alguns sonhos, que refiz. Antes eu, depois você.

Camila Paier

O doce lado da inveja

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Não há como fugir: alguma hora, a grama do vizinho é – e sempre será - mais verde. Não adianta termos o que precisamos. Estamos sempre em busca de mais. Não importa se não nos cabe, não interessa se aquilo não nos trouxer a menor alegria no final. A verdade é que sem auto-conhecimento e sem simplicidade, a vida pode parecer pequena demais diante de tanto sonho. E o sentimento que fica? Uma insatisfação ali, uma inveja que volta-e-meia a gente tenta esconder. E a gente jura de pé junto que não sente nada de ruim no peito. Afinal, crescemos com a idéia de que tudo isso é feio. Muito feio. É, eu concordo que inveja é um sentimento vagabundo. Mas, se prestarmos atenção, é possível transformar o tal pecado em algo bem mais proveitoso. Quer ver só? Sentiu um incômodo ao saber que sua amiga foi promovida e ganhou um aumento inacreditável? Bom, pra começar, sorria. De coração. Recicle o sentimento dentro de você. Comemore com ela, pegue-a como exemplo e transforme aquelas invejazinha em pura fonte de inspiração. Mas, entenda uma coisa: a ordem não é copiar ninguém. (Afinal, onde está sua personalidade?). Encontre seu estilo, seu jeito de lidar com a vida, suas próprias limitações. Descubra-se. Se aceite. E mãos à obra!

Pois bem. Era isso o que eu queria dizer em tempos de muitos pecados e ligeiras confissões. Sentimentos pouco nobres habitam todos nós e não há como fugir disso. O importante é o que iremos fazer com eles. E o que eles poderão fazer com a gente. (Se deixarmos).


Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.