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Elas só estão perdidas

sexta-feira, 3 de maio de 2013


Vivenciamos uma geração extremamente teórica, sem muita prática e/ou real interesse pela mesma. 
Me parece que a atual inversão de valores, em que o parecer é absurdamente mais importante do que "Ser", em todos os possíveis sentidos, acaba por nos proporcionar a estranha mania de apenas testemunhar e relatar o que nos cerca. E isso nos cria uma deplorável dificuldade quando se é necessário agir. 
"(...) Nosso conhecimento nos fez críticos, nossa sabedoria, duros e rudes. Nós pensamos muito e sentimos pouco. Mais que maquinário, nós precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de bondade e ternura. Sem essas qualidades, a vida será violenta e tudo estará perdido. (...)"
É assustador, mas estamos cultivando uma sociedade cada vez mais individualista. Com estéticas que se esbarram e egos que se confrontam, com medo de viver, optamos pelo breve conforto do ensaio. Pensamos demais e sentimos de maneira escassa e superficial. 
The human being is becoming increasingly more being than human.
No fim das contas, o retrato desta nossa atual realidade só deixa evidente o fato de que não nos falta amor mas nos falta saber amar. Ou a capacidade de.
"As pessoas não são más, elas só estão perdidas. Ainda há tempo."

Rafael Hoscman

Aprendi a dar o silêncio

sexta-feira, 3 de setembro de 2010


Aprendi por experiência própria, que as pessoas nunca sabem dos seus segredos, nunca participam de sua vida, que não dividem seu sentimento, e mesmo assim, sempre sentem prazer em apontar o dedo e te julgar, por algo talvez que nunca tenha feito. Mas o ser humano é assim, para livrar a culpa da sua alma, pra limpar toda sujeira que tenha feito nessa vida, pra apagar todos os erros e todas as mancadas e sacanagens que cometeram com outras pessoas, elas transferem tudo pra você. Mesmo nunca tendo convivido com sua alma.

O ser humano é pequeno, e por mais que afunde a cabeça em livros, casem-se, tenham filhos, conheçam pessoas, nunca aprenderão o que realmente é sentir, o que realmente é saber, apreciar e apenas observar toda a beleza da vida.
A essas pessoas, aprendi a dar o silêncio, e a maravilhosa risadinha irônica... Pessoas que lêem bons livros, mas não os entendem que não sugam a sabedoria e experiência que eles podem oferecer. Que não são capazes de pelo menos pegar um dicionário pra saber os significados das palavras que irá julgar os outros. Pessoas frívolas que não sabem o sentido da palavra, pessoas fúteis, volúveis que falam mais que a própria voz possa suportar.

Hoje escrevo este texto para transcrever minha perplexidade e minha piedade por essas pessoas tão cegas de sua própria cegueira, de não poderem ver o caminho solitário que traçam dentro de si e que de nada adianta julgar e culpar os outros pelos seus erros e sentimentos fracassados. São pessoas que tem dentro de si uma verdadeira escuridão, pessoas inúteis, frustradas sentimentalmente e fracassadas na vida.
Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.