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Orgulho

sexta-feira, 25 de maio de 2012


Penso assim: ORGULHO é algo que quem tem, já se nasce com ele... podendo então ser lapidado ou não. Uns julgam qualidade, outros defeito. Mas só quem o possui sabe as consequências a serem vividas. Então, temos que concordar que cada um é o que vive. Não estou aqui pra defender nem A nem B, muito menos julgar ninguém por um sentimento. Eu sou orgulhosa sim, não tenho vergonha de dizer isso, sei que já perdi muito... mas fazer o que se essa sou eu? Goste ou não só mudo se valer à pena. Caso contrário... coloco o orgulho na bolsa e sigo viagem. Apego demais faz mal para o meu ego.

Um bichinho que rói

sábado, 26 de novembro de 2011


"É que a saudade é um bichinho que rói, rói, rói
E o coração da gente é que dói, dói, dói
Eu só na madrugada, e essa saudade danada,
Judia!"

Eu sempre tão  singular, tenho me visto tão plural. É uma saudade que brota não sei de onde e se espalha pelos cantos. É assim do nada, vem irracional. E viria até mesmo se não te conhece. Quando histórias têm que acontecer, elas acontecem. Não marca data nem hora, ela simplesmente acontece. Chega de forma rápida, intensa. Invade sem pedir licença e se acomoda como se já conhece aquele lugar a muito tempo. Implanta em nosso coração uma semente de sentimentos vorazes, que predominam cada momento do dia.  Não se deixa ser esquecida. Viaja, vai-se embora, mas sempre deixa ali um bichinho que rói, rói, rói... rói tanto que dói, dói, dói... bate, judia, maltrata. E ali abandona, agonia-se em carência de tanta saudade. Enche-se de ansiedade à espera pelo momento da chegada.

Invernando

terça-feira, 15 de novembro de 2011


É tão bom quando sentimos o gostinho de coisa nova. Mas tão amargo quando a vulnerabilidade as apodrecem. O ciclo da vida tem sido assim, mas não deixa  de ser uma bagagem na mala. Mala de tantas viagens, tantos, momentos, de tantos ensinamentos. Mala que me faz parar para pensar, repensar, pensar mais uma vez. Nenhuma ou muitas conclusões tirar. Minha amiga desconfiança, companheira de tantos anos,  sempre ali a avisar: "colocou o casaco na mala, lá pode fazer frio." E como sempre ela não erra, aquela frente fria chega  invernando toda e qualquer fonte de calor. É tão perigoso viajar, necessário, mas perigoso. É tão seguro quando estamos em casa e sabemos que essa proteção nos envolve numa armadura difícil de tocar. Quero uma verdade para poder abraçar para sempre. Tanta coisa pra pensar. Tanta coisa pra sonhar. Tanta coisa pra viver. E apenas uma porta para entrar. Mas onde esta porta pode estar? Chega de portas erradas. Quero a viagem certa.

Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.