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Agora te pergunto

domingo, 19 de maio de 2013

“Quando você me conheceu.. Meu coração era completamente ferido, ele tinha vários buracos, vários machucados, cada ferida com um significado.. Só que então, com o seu jeito, sua simplicidade, seu caráter, basicamente sendo você.. E foi na luta todo santo dia tentar me curar. E foi curando, curando até que o meu coração virou uma verdadeira cicatriz, só que faltou um buraquinho bem pequeno, mas com seus tropeços e erros, fez com que esse buraquinho pequeno ficasse um pouco maior.. Agora eu te pergunto, você vai lutar pra terminar de cicatrizar, pra deixar tudo no seu devido lugar? Ou vai terminar de vez com tudo e cutucar mais ainda minha ferida?”

Natália Loyola

Faminto de orgulho e saudade

sábado, 5 de novembro de 2011


Com o tempo virei mais seletiva. Isso se deu por tantos fatos acontecidos. Agente cai, quebra a cara e aprende. Aprende sim. Mas tem horas que fingimos que não aprendemos só pra quebrar a cara novamente. O ser humano é assim... adora ser desafiado, mesmo quando dói. Mas, aprendi que nem tudo vale à pena correr riscos e fiz questão de eliminar essas aventuras do meu futuro. Que fique bem claro que passado, vai ser sempre passado e não se encacha mais no meu futuro. Deixei de fazer coisas por alguém que nunca deu valor, parei de acreditar nas palavras com um só significado, sempre observo se não existe um sinônimo por traz destas. Às vezes, a saudade aparece. E aí? Deixa ela na lembrança, é só uma saudade. Ou apenas um blefe da nossa mente. Muitas vezes eu quis te olhar de novo, sentir sua pele, mas hoje quero apenas que o tempo nunca tenha existido entre nós. Quero apenas, que você entenda que esse tempo que se passou não volta mais. E não será seu olhar faminto de orgulho e saudade que vai me fazer voltar atrás.

Aprendendo

domingo, 3 de julho de 2011


Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto. Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Que posso usar o meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou a falar . Eu aprendi... Que posso fazer algo num minuto e ter que responder por isso o resto da vida. Que por mais que se corte um pão em fatias, esse pão continua a ter duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos no nosso caminho. Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência. Mas, aprendi também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei. Aprendi que preciso escolher entre controlar os meus pensamentos ou ser controlado por eles. Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem. Aprendi que perdoar exige muita prática. Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso. Aprendi... Que nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas. Aprendi que posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel. Que jamais posso dizer a uma criança que os seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso. Eu aprendi... que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, que eu tenho que me acostumar com isso. Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso de me perdoar primeiro. Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja a sofrer, o mundo não vai parar por causa disso. Eu aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando sou adulto. Aprendi que numa briga eu preciso de escolher de que lado estou, mesmo quando não me quero envolver. Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem. Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida. Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes. Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábia. Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério. E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos. Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre. Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.

Texto retirado daqui.

Existem duas pessoas em mim

sábado, 17 de julho de 2010


O que eu faço e o que eu sou. São pessoas diferentes que, aos olhos de muitos, são absolutamente iguais. No entanto, tamanha semelhança não justifica tanta confusão. Caixas cheias, contendo toneladas de decepções são empilhadas a cada vez que o que eu faço entra em conflito com o que eu sou. E não há como juntar as pessoas em uma. São almas feitas para serem somadas, não subtraídas. Se houvesse algum jeito de fazê-lo, os verbos ser e fazer seriam um só, com o mesmo significado. Portanto, não confunda.

Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.