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O ritmo dos pingos

sexta-feira, 2 de novembro de 2012


Chuva traga o meu benzinho
Pois preciso de carinho
Diga a ela pra não me deixar triste assim...
O ritmo dos pingos ao cair no chão
Só me deixa relembrar 
- Los Hermanos 

Noite quente... Incômodos... Chuva... Lembranças... 
Trouxe a chuva, momentos não mais lembrados... Trouxe saudade. Chuva, chuva... Acalme-me, não me enlouqueça. Exale seu cheiro e não o cheiro de antigos abraços. Faça seu balé... e lave as mágoas. Simplifique esse complicado espaço de tempo.

Agonia-me

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011


Não deixei de sentir nada que sentia antes, apenas estou sabendo colocar da forma que não eu quero. Não tenho tanto sangue frio para dizer que não sinto, quando meu coração explode. Muita coisa tem oscilado. A mente em constante agitação. As palpitações. Os sintomas. A saudade. O orgulho. Cada uma a seu ton. Mas, sabendo se colocar nos seus devidos lugares. A sensibilidade não está tão constante, então tenho conseguido conciliar muito bem esses impertinentes sintomas. Talvez tenha sido a mistura de cinismo e ironia que me deixou assim. Não fria, mas muito calculista. Ouvir negações todo dia é frustrante. Então, o jeito é não pensar pra não enlouquecer. Tenho vontades, mas as guardo em segredo. Ajo do nada, falo o que me vem à cabeça. Agonia-me essa cruel sanidade. 

Às vezes morro de medo
(...)
Essa cruel sanidade
Que me leva a loucura
As vezes dura um dia
As vezes dura pra sempre
As vezes quero o improvável
Eu nunca fui razoável
Com os meus próprios desejos 


Uma ingênua (?) menina...

domingo, 29 de novembro de 2009


Ela acreditava que um dia seria possível. Aliás, ela mal e mal sabe distinguir o possível do impossível. Ela é apenas uma menina, uma ingênua (?) menina... Que está descobrindo (e precisando saber) o que é o verdadeiro poder do amor. Ela engolia os sentimentos como se fossem demônios a incorporando. Ela queria intensidade, só intensidade... Sede de sentimentos inéditos, fome de sensações adversas, desejo por qualquer tipo de paixão. E, de tanto que buscou, ela desistiu. Mas a vida, essa vida e seu destino em que insistem pregar peças, resolveram a surpreender. Um beijo e um gosto mal lembrado foi o suficiente para que a instigasse. O almejo para conhecer melhor aquilo que ela não se recordava estava tomando sua alma por completo. Ela enlouqueceria se não pudesse repetir a cena, se não pudesse viver aquilo mais uma vez – nem que fosse somente uma vez, apesar de ela querer isso para o resto da vida. Foi aí, então, que ela enlouqueceu. Não quis saber do tal do possível ou impossível, ela queria aquela sensação de novo, e se jogou. Foi de cabeça, de corpo e de alma. Os olhos dela brilhavam. O coração palpitava aquela sensação inédita-que-não-era-inédita que ela sempre quis. Aos poucos o beijo e o gosto, que não passavam de um fio de lembrança na sua memória, foram se tornando um misto de sentimentos inexplicáveis. Dentro dela foi composta uma poesia, uma canção, uma lenda, o início de uma história sem previsão de final. E a cada vez que ela sentia aquilo, mais e mais ela necessitava sentir. E essa menina, essa ingênua menina, hoje só pensa em desfrutar das melhores sensações do mundo. Ela acredita que um dia será possível...
Ilária Oliveira. Tecnologia do Blogger.